26 de fevereiro de 2006

As Unidades de Conservação no Brasil: como a lei estabelece?

Primeiro o que são as tão propaladas unidades de conservação (UC)?

Desde que o Governo Federal começou a deflagrar uma intensa quantidade de unidades de conservação, principalmente aqui no Pará, todo mundo que tinha negócios nas áreas começou a espernear e achar ruim. Às vezes nem sabiam porque estavam gritando que nem criança: se estava com fome ou cagada. Mas berrava!

As Unidades de Conservação (UC) são espaços territoriais e seus recursos ambientais, incluindo águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídas pelo Poder Público, com objetivo de conservação, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.

Segundo informações do IBAMA, as unidades de conservação federais administradas pelo órgão somam aproximadamente 45 milhões de hectares, sendo 256 unidades de conservação de uso direto e indireto:

29 - Áreas Federais de Proteção Ambiental - APAs

34 - Reservas Extrativistas - RESEX

26 - Reservas Biológicas

30 - Estações Ecológicas

64 - Florestas Nacionais - FLONA

19 - Áreas de Relevante Interesse Ecológico - ARIE

53 - Parques Nacionais

364 - Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPNs

01 - Refúgio da Vida Silvestre

Existe também um grande número de unidades de conservação administradas pelos estados brasileiros, perfazendo uma área total de aproximadamente 22 milhões de hectares.

Então veremos o que são estas UC. Segundo a lei nº 9.985 de 18 de julho de 2.000 (Lei do SNUC), que criou as unidades de conservação, elas são divididas em seguintes classes:

  • Unidades de Proteção Integral
  • Unidades de Uso Sustentado

As unidades de Proteção Integral são aquelas onde as preservações da natureza é o objetivo básico, sendo admitido o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos na Lei do SNUC. E são subdivididas em outras classes:

· Estação Ecológica (a foto é de Anavilhanas, no Amazonas) tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. É proibida a visitação pública, exceto com objetivo educacional e a pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão responsável. A área da estação é representativa de ecossistemas brasileiros, apresenta no mínimo 90% da área destinada à preservação integral da biota. É de posse e domínio públicos. De acordo com o SNUC, na estação ecológica só podem ser permitidas alterações dos ecossistemas no caso de:
o I - medidas que visem a restauração de ecossistemas modificados;
o II - manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade biológica;
o III - coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas;
o IV - pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área correspondente a no máximo três por cento da extensão total da unidade e até o limite de 1 500 hectares.



· Reserva Biológica (a foto é da Rebio Trombetas) tem como objetivo a preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais, excetuando-se as medidas de recuperação de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processos ecológicos.


· Parque Nacional é uma reserva, geralmente de propriedade estatal, que tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.Há Parques Estaduais e Parques Municipais criados dentro da mesmo legislação. Os três tipos de parques integram o SNUC. A foto acima é de uma ariranha no Parque Nacional da Amazônia.

· Monumento Natural (Gruta do Lago Azul, em Mato Grosso do Sul) tem como objetivo básico preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica. O monumento natural pode ser constituído por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.


· Os Refúgios de Vida Silvestre tem como objetivo proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória. Também pode ser constituído por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.

Nesta semana continuaremos tratando do assunto com as Unidades de Uso Sustentado.

Este post foi inspirado em comentários de Félix Rodrigues, o Desambientado.

Sites consultados: www.ibama.gov.br / www.pt.wikipedia.org/wiki/SNUC / www.furnas.gov.br

25 de fevereiro de 2006

HUMORALISMO

Sobre a nota "Paulo Rocha ganhará aposentadoria" postada no Blog do Jeso há pouco cheguei a conclusão que o Presidente da Câmara federal da República Federativa do Brasil, Senhor Aldo Rebelo descobriu enfim a forma de evitar que os assaltos e furtos sejam continuados: APOSENTADORIA!

Agora pode ser assim: roubou uma galinha, um prato de comida ou 1 milhão de reais (tanto faz) o governo aposenta o meliante e estamos conversados.

Valha-nos quem?

Mundos Alternativos II - Políticas Alternativas

O Félix Rodrigues, do Desambientado dá continuidade a sua procura de "Mundos Alternativos". Hoje faz a procura por Políticas Alternativas.

Vale a pena conferir. E participar!

AMBIENTALMENTE CORRETA

Nota publicada no caderno Regional de O Diário do Pará nos leva a pensar que nem tudo está perdido nas administrações municipais. No município de Tailândia, para aproveitar as sobras de serragem produzida por diversas serrarias (em torno de 300 metros cúbicos/dia) está sendo montada uma fábrica de briquete. O briquete é utilizado como alternativa econômica de geração de energia em caldeiras industriais e desperta o interesse de empresas nacionais que vão de cervejarias, fábricas de bebidas em geral, fundidoras e produtoras de laminados.

24 de fevereiro de 2006

A Indústria das Alagações

Aproveitando este sofrido momento na vida dos acreanos (sem querer parecer distante do mesmo) podemos visualizar o que acontecerá com os outros povos amazonicos quando as enchentes começarem a invadir suas casas (ou barracos, como eles denominam). Veremos as cenas de desespero para uns e conformismo para outros, já mais acostumados com este grave e velho problema.

Marabá, no sul do Pará e Laranjal do Jari, na porção sudoeste do Amapá devem estar sofrendo este problema. E os governos federal, estadual e municipal vão liberar verbas para mitigar o sofrimento deles tal qual fizeram no Acre. Mas é o bastante?

Passado o momento angustiante que vivem os moradores, eles voltarão para suas casas e tentarão recuperar o pouco-quase-nada que sobrou e reiniciar. Contarão com o beneplácito dos mais abastados, através de doações de roupas e alimentos e com a reconstrução de passarelas e casas. É o bastante para eles?

Os governos poderiam aproveitar este momento precário para lhes dar melhores condições higiênicas e saudáveis em terrenos planos, com uma infraestrutura nos próprios municipais e nos locais que sofreram as inundações fazer a construção de áreas verdes, praças e outras obras de grande valia ao povo. Seria o bastante para nós?

Estas obras dariam maior satisfação aos munícipes, principalmente àqueles que não foram afetados pelo drama, pois veriam que o dinheiro recolhido dos tributos estaria sendo aplicado para melhorar a imagem do município e propiciar uma gestão ambientalmente de qualidade. Nos locais onde fosse implantado um novo bairro, com a infraestrutura necessária haveria um incremento de tributos recolhidos e evitado a injeção anual de "ajuda" para as enchentes, reduzindo, assim, os desperdícios.

Veremos como os governos agirão neste momento comum. E então poderemos concluir se eles estão contra ou a favor do povo.

Ou você gostaria de ter simplesmente sua vida reposta da mesma maneira que antes e sofrer as mesmas consequencias dos anos anteriores?

A contínua busca para que se administre o dinheiro público com responsabilidade parece inevitável e nela, o gerenciamento ambiental tem papel preponderante.

Quem ficar calado neste momento perderá o bonde para a história.

SEXTA-FEIRA, VÉSPERA DE SÁBADO






Ei, pessoal do Carnaval:



Aproveito um "descuido" do Blog Ambiental e distribuo os votos de bom fim de semana:




Preservativos Seguros!

A verificação pelo INMETRO da qualidade dos preservativos fabricados e comercializados no Brasil foi testada e APROVADA!

Então o Carnaval vai ser segurança a toda prova, pessoal! Pode se esbaldar que as "camisinhas" aguentam!

SAMBA!

Quem tem interesse de saber como foi a evolução do samba a partir dos meados dos anos 20 do século passado? Então acesse o site www.radioeldoradoam.com.br e vai dar com uma pesquisa de José Adriano Fenerick, autor de tese de doutorado sobre as transformações sofridas pelo gênero musical.

O estudo de Fenerick analisa como a tecnologia e os meios de comunicação afetaram o samba na primeira metade do século 20. O pesquisador vai contar como o samba deixou de ser uma romântica forma de expressão dos morros cariocas e passou a fazer parte da indústria cultural, numa história que envolve até o presidente Getulio Vargas.

23 de fevereiro de 2006

E o Jatene não foi ...

Agora, passado o "forfait" da visita de Lula ao Pará (bem longe de Belém e do Jatene) constatou-se que o governador não atendeu aos pedidos insistentes e significativos do blog Quintaemenda e ... não foi.

Então o Lula aproveitou e mandou dizer que aplicou 5,5 milhões de reais em obras no estado. Como o Jatene perdeu a oportunidade de ouvir "ao vivo e a cores", só rebateu em "slow motion".

É, Juca, que pena ele não ter ido. Será que haverá outra oportunidade?

ÔBA, ÔBA! QUEM SEGURA O DESMATAMENTO?

Esta nota postada no Jornal do Meio Ambiente vai gerar um sorriso com todos os dentes nos madeireiros e demais colegas:

O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) aprovou recomendação para que o governo federal reconheça o Zoneamento Socioeconômico-Ecológico de Rondônia. Assim, produtores rurais do Estado que não possuem 80% de suas propriedades cobertas por reserva florestal, e que por isso estão na ilegalidade, poderão ter sua situação regularizada.

Vai ter "nego" com área desmatada há tanto tempo, que o pessoal do CONAMA vai chorar de peninha.

Agora, cá prá nós, estas "aberturas" são perigosíssimas.

Como foi Feito esta Definição?

Nota postada em notícias on-line do site de O Estado do Tapajós vai dar o que falar:

Mortos & suínos

O chorume do cemitério do Cambuquira e a criação de porcos são os responsáveis pela contaminação do Irurá. Este é o resultado da pesquisa feita pelo departamento de biologia da Faculdade Integrada do Tapajós(FIT). Para desespero dos eco-chatos, as obras do viaduto do trevo da Fernando Guilhon com a Cuiabá foram apontadas como causadores indiretos dessa poluição, pois assoreiam as margens do igarapé.

Queria saber como foi feita esta Avaliação de Impacto Ambiental do Igarapé Irurá. Como pode ser determinado um impacto ambiental com somente uma categoria profisional, no caso os biólogos?

Parece que também este canal de notícias deveria se atualizar para separar um trabalho acadêmico de uma Avaliação de Impacto Ambiental. Existem dezenas de procedimentos para se tomar como referência legal e instrumento de avaliação.

Posso sugerir ao editor, inicialmente, a dissertação de Isabel Silva Dutra de Oliveira, apresentada para a obtenção do título de Mestre em Ciências da Engenharia Ambiental - A CONTRIBUIÇÃO DO ZONEAMENTO ECOLÓGICO ECONÔMICO NA AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL: BASES E PROPOSTAS METODOLÓGICAS. Quem sabe mudaria a sua opinião sobre ecochatos?

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PÓS NOTA (24/02/2006)

Angustiado com a nota acima publicada no site de O Estado do Tapajós fui procurar na net alguma informação mais conclusiva sobre a mesma e encontrei no site da instituição FIT a seguinte:

"O professor Lincoln Corrêa, do curso de Biologia , realizou um levantamento do nível de poluição do Igarapé do Irurá em cinco diferentes pontos da sua trajetória, inclui dentro da área do ZOOFIT. Os resultados foram mostrados na quarta feira dia 22 no auditório da FIT. Alunos e professores do curso de Biologia estiveram presentes para ver os resultados da pesquisa. Segundo o professor Lincoln, a taxa de bactérias nocivas a qualidade da água é enorme, o que impossibilita o seu consumo. Na ocasião foram apresentadas propostas para reverter ou minimizar a situação na área do ZOOFIT, como por exemplo, a montagem de filtros biológicos que funcionariam como purificadores da água".

Então conclui-se que é temerário se guiar por notas que pretendem indispor aqueles que se preocupam com o meio ambiente (que ele chama de eco-chatos) e as opiniões com desconhecimento de causa e efeito. Canja de galinha e precaução nunca é demais.

Mundos Alternativos I - A Energia

Sigam o link e irão dar no Blog Desambientado, de Félix Rodrigues. Lá verão uma versão bem arranjada sobre as energias alternativas.

Vale a pena ler e comentar!

22 de fevereiro de 2006

PORRADA!

Secular luta vem sendo travada pelos estados do Pará e Mato Grosso por cerca de 2,4 milhões de hectares em suas fronteiras, desde que o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro – o embrião do IBGE -- elaborou naquela cidade um mapa brasileiro, se confundiu e, ao invés de estender o traço da linha, do Araguaia ao Salto das Sete Quedas, o fez apenas até a Cachoeira das Sete Quedas, também no rio Teles Pires, porém cerca de 120 km rio acima. Confusão formada desde então, com posse e ações entre os dois estados. Enquanto um empurra ou outro puxa.

Agora, o STF vai nomear peritos para acabar com esta "zona".

Espero que não convidem o pessoal da "panelinha" de qualquer lugar do Brasil, de novo, para fazer outra confusão! E olha que tem muita gente competente por aí sobrando!

O Sítio Arqueológico Marajoara


Para arqueologia, o arquipélago do Marajó é um ponto crucial no passado do homem na Amazônia. Além da sua conhecida produção de cerâmica policrômica, o Marajó também é fonte para o passado colonial da região amazônica. Na Vila de Joanes, no município de Salvaterra (Marajó), um sítio arqueológico com vestígios indígenas e coloniais apresenta sinais de ocupação de 400 anos atrás. Trata-se de um local de grande importância histórica, devido as ruínas de uma antiga missão religiosa, construída no século XVII, e ao fato de representar uma situação de contato e convivência entre os indígenas que habitavam a Ilha de Marajó e os portugueses que lá
se estabeleceram a partir do século XVII.
Ruinas da Igreja de Nsª. do Rosario

Leia mais no site do Museu Paraense Emílio Goeldi.

Casa da Mãe Joana


Notícia publicada em OEco:

"O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou nesta quarta-feira a polêmica resolução que regulamenta as formas de exploração das Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Integralmente protegidas desde o Código Florestal de 1965, as APPs agora poderão ser alteradas em caso de “utilidade pública” ou “interesse social”. Estão incluídas nessa categoria todas as nascentes, margens de rio, topos de morro, dunas, mangues, restingas e encostas do país.

E quem vai interpretar os conceitos de “utilidade pública” e “interesse social” são os órgãos ambientais locais".

Ih! Os órgãos ambientais locais, mal aparelhados e a mercê dos mandatários políticos vão ser o joguete ou a moeda de troca com os poderosos. Quer apostar?

Ambiente Brasil!

Seqüestro geológico do Carbono.

Leia mais em Ambiente Brasil!

A visita do Presidente


Acompanhem com a devida atenção virtual os acontecimentos ligados a visita do presidente Lula a Marabá pelo Blog Quintaemenda.

Sensacional!

PS. Será que o Jatene vai lá e atende o pedido do Juca?

21 de fevereiro de 2006

Muito Mais Confusão ...

"O desenho de Mato Grosso tem uma característica singular.

No extremo norte do estado, uma ponta em formato de triângulo marca a junção dos rios Juruena e Teles Pires, que entram no Pará já com nome de Tapajós. Justamente ali, entre esses dois importantes rios, o governo federal pretende criar um parque nacional com pouco mais de 1,5 milhões de hectares, envolvendo também parte do Amazonas. A região, ainda quase toda intocada, é considerada de altíssima prioridade para conservação da biodiversidade, com muitas espécies raras ou endêmicas de primatas, anfíbios e répteis, principalmente".

Assim começa o artigo de Andréia Fanzeres publicado no site OEco no dia 18 de fevereiro sobre a intenção do Governo Federal a querer criar, em vez de um parque nacional, um refúgio da vida silvestre com 700 mil hectares – categoria de unidade de conservação pouco usada em âmbito federal no Brasil, que prioriza proteção integral de tipos específicos de flora e fauna.

Nepotismo ...





A Crítica, de Manaus oferece uma visão do "olhar dos pendurados" em outros poderes (se tirar o 1º "e" como fica?) atualmente.

Retrato de Planejamento


Sugestivo nome dado a nota publicada na coluna de Guilherme Augusto no Diário do Pará de hoje (21/02/2006):

Aurá

No trajeto dos blocos de rua que animam a Cidade Velha no fim de semana faltam sanitários móveis e lixeiras.

A praça do Carmo, ontem de manhã, parecia um depósito de lixo a céu aberto.

Retrato da Déli, pessoal ...

Diamantes são para Sempre

Nota publicada no site Brazil Infomine:

A Sola Resources está arrecadando mais de 1.8 milhões de dólares Canadenses para exploração de propriedades de diamantes na região de Pimenta Bueno, no estado de Rondônia, nordeste do Brasil, e importantes trabalhos gerais.

A companhia irá emitir mais de 9 milhões de unidades ao preço de 20 centavos por unidade. Cada unidade consistirá de uma ação ordinária e uma compra de ação transferível de garantia de compra. Duas garantias entiluladas pelo possuidor para comprar uma ação ordinária no preço de 30 centavos por ação por um período de 1 ano da data de fechamento.

20 de fevereiro de 2006

O Que Significa Isto?

Atraves de uma discussão sobre o licenciamento ambiental do porto da CARGILL, construído em área da Cia. das Docas do Pará, que foi permitido pela SECTAM, com ação ajuizada pelo MPF e responsabilizado os autores pelo Poder Judiciário e o do anel rodoviário que está sendo construído pela Mello de Azevedo e PMS, o leitor do Blog do Jeso, apelidado João "Verde de Raiva" Cabano lançou um repto para explicá-lo. É o que pretendo neste artigo:

O Licenciamento Ambiental

Qual a diferença entre licenciamento e autorização?

Inicia-se este artigo por esta questão, tantas vezes confundido, que merece uma forma de distanciamento.

A autorização, segundo o jurista José Cretella Junior, “é o ato administrativo discricionário e precário mediante o qual a autoridade competente faculta ao administrado o exercício ou a aquisição de um direito, em outras circunstancias, sem tal procedimento, proibido”.

O licenciamento é o ato pelo qual o empreendedor cumpre os pré-requisitos exigidos pela autoridade, tornando obrigatório, por esta, a sua concessão. A suspensão ou extinção dependerá de descumprimento de requisitos autorizadores. Nunca a bel-prazer do concedente.

O Licenciamento Ambiental é um procedimento pelo qual o órgão ambiental competente permite a localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, e que possam ser consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental (Resolução CONAMA 237/97).

Com este instrumento busca-se garantir que as medidas preventivas e de controle adotadas nos empreendimentos sejam compatíveis com o desenvolvimento sustentável.

Existe uma preocupação crescente em conciliar um desenvolvimento adequado com questões relacionadas à saúde pública, de tal forma a promover condições ambientais básicas que não agridam a comunidade e o local onde os empreendimentos serão instalados. Assim, os esforços feitos para promover a melhoria dos níveis de poluição, seja em termos do ar, água, solo, ruído, etc. tornam-se fundamentais. Os empreendedores, cada vez mais, devem ter consciência das necessidades locais e responder às suas prioridades e preocupações.

Assim, o Licenciamento Ambiental é uma ferramenta de fundamental importância, pois permite ao empreendedor identificar os efeitos ambientais do seu negócio, e de que forma esses efeitos podem ser gerenciados. A Política Nacional de Meio Ambiente, que foi instituída por meio da Lei Federal nº 6.938/81 estabeleceu mecanismos de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente visando assegurar em nosso país o desenvolvimento socioeconômico e o respeito à dignidade humana. O Licenciamento é um desses mecanismos; ele promove a interface entre o empreendedor, cuja atividade pode vir a interferir na estrutura do meio ambiente, e o Estado, que garante a conformidade com os objetivos dispostos na política estabelecida.

No caso do anel viário, cujo processo foi iniciado em 2003 ainda no governo do Lira “Mutirão” Maia foi expedida a licença de instalação (LI) nº 0141 com validade de 09/08/2002 a 08/08/2003 em nome da SEMINF – Secretaria Municipal de Infra-estrutura e a atividade licenciada foi o anel rodoviário (composto de viaduto elevado, seis ramos com pista dupla, ciclovia e duplicação de trechos da Avenida Fernando Guilhon e BR 163). A SEMINF deveria, segundo as orientações legais ter efetuado o pedido de renovação no prazo de quatro (04) meses antes de vencer a licença, o que não fez. Fez a solicitação novamente em 2004 (Processo nº 2004/370011) e recebeu a licença de instalação nº 008 com prazo de 16/01/2006 a 15/01/2007 ainda tendo como solicitante o senhor Joaquim de Lira Maia. Significa dizer que o órgão municipal responsável (daquela época e desta) pelo pedido de licenciamento ou não conhece a legislação ou não está preocupado com os custos oriundos da mesma.

A SECTAM deveria ter solicitado, tal qual outras secretarias estaduais similares, a discussão com a sociedade e a apresentação do EIA/RIMA desta obra, de acordo com a legislação em vigor. No órgão de licenciamento estadual (SECTAM) não me permitiram o acesso ao processo de licenciamento, apesar da legislação atual me garantir este direito (Lei nº 8.159, de 08 de janeiro de 1991). Se não o fez (o EIA/RIMA) deve ter suas razões para isto, pois a autonomia dos Estados em relação à União, prevista na Constituição Federal demonstra ser mera aparência, uma vez que a Federação tem o poder de editar as leis que regulem de forma geral os critérios para as licenças e os Estados devem obedecer esta norma, podendo somente suplementar quanto aos requisitos da licença. Isto significa dizer que a norma federal não invade a competência dos Estados quanto ao procedimento de autorização e a liberação, contudo a desobediência à mesma pode resultar em anulação das licenças via Poder Judiciário.

Então poderá ser anulada a Licença de Instalação concedida se houver vícios detectados, tal qual aconteceu no caso da CARGILL, por obra e graça do MPF/Pará que achou inconseqüente e improcedente a licença de operação nº 0473, expedida em 17/05/2005 com validade até 16/05/2006 e ajuizou ação de anulação e responsabilidades junto a Justiça Federal.

Existem muitas responsabilidades e senões nesta questão envolvendo as licenças minerais e ambientais concedidas pelo DNPM e SECTAM para a Mello de Azevedo e Prefeitura de Santarém e sobre a liberação do dinheiro para a obra em tempo recorde. E elas têm que ser colocadas em pratos limpos! Atentos a esta mentalidade e comportamento, o Poder Judiciário e o Ministério Público devem trabalhar, incessantemente, para garantir e resguardar o direito da presente e futura geração ao meio ambiente saudável ­ bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida (art. 225, caput, da Constituição da República Federativa do Brasil).

Continuo entendendo que a licença ambiental para o porto da CARGILL e para a extração de bauxita de Juruti deveria ser competência federal, pois engloba significativo impacto ambiental de âmbito regional (bacia hidrográfica dos rios Amazonas e Tapajós). No entanto deixo uma pergunta no ar: O IBAMA tem pessoal competente para avaliar os impactos ambientais decorrentes de atividades minerais e hidrográficas? Sabemos que o fato do funcionário ser um analista ambiental aprovado em concurso público ou sociólogo transvertido em gerente regional não os transforma em especialistas em questões ambientais.

A questão é mais agressiva e contundente que um “jab” do Cassius Clay em seu auge atlético!

19 de fevereiro de 2006

O Desafio

"Caminhando" pela net fui dar de cara com um desafio no Blog do Jorge Moreira.
Aqui lanço o mesmo aos nossos companheiros de bisbilhotice virtual.

O desafio é o seguinte: Quais são as Sete Virtudes mais importantes?

No meu pensar, não necessariamente em ordem numérica, elas são:

1. Sinceridade;

2. Alegria;

3. Amor;

4. Altruísmo;

5. Perdão;

6. Transparência;

7. Viver intensamente!

E você, amigo tem a sua lista?

Gripe Aviária

Novamente recorro ao excelente Ondas3, do Octávio Lima para colocar pimenta na discussão sobre a gripe aviária. Este post merece ser dissecado inteirinho:

"Porquê responsabilizar as aves selvagens pela gripe? Se o fossem, verificar-se-ia um padrão lógico na trilha percorrida pelas migrações.

Como explicar que havendo países que, apesar de estarem na rota da migração dessas aves, continuam sem registar casos de gripe enquanto outros países vizinhos os têm registado? Por que será que os países que não possuem uma indústria aviária intensiva tenham sido até agora poupados à gripe?

São estas e outras dúvidas que fazem Leon Bennun, um dos directores da BirdLife International, questionar-se sobre os objectivos da actual histeria mediática. Diz ele que os vírus da gripe aviária são muito raros nas aves selvagens. Apenas em aviários industriais a alta concentração de aves, a constante exposição a fezes, saliva e outras secreções fornecem as condições ideais para a propagação, mutação, recombinação e evolução de formas letais do vírus. Mas os governos e os media não parecem estar interessados em debater estas questões porque o impacte económico seria enorme.

Embalado por esta perspectiva, dei comigo a saciar a minha curiosidade acerca de tema tão badalado ultimamente. E caí literalmente em 2 interessantes artigos de William Engdahl, publicados em 30 de Outubro e 6 de Novembro, e num não menos interessante artigo de Leonard G. Horowitz.

Nos dois primeiros artigos, o autor sugere que Ramsfeld, secretário de estado da defesa, terá muito a ganhar com a subida das acções da Gilead, - pois terá adquirido 18 milhões de dólares de acções desta empresa onde já trabalhara entre 1997 e 2001 -, empresa que desenvolveu e patenteou o Tamiflu, a única vacina contra este vírus, fabricada pela suíça Roche, que negou ao congresso americano o levantamento dos direitos sobre a patente da vacina de modo a permitir outros países fabricá-la. De 2001 até ao momento, as acções da Gilead subiram 720% (subiram de 7 para 50 dólares). Refere ainda a existência de um projecto, revelado pelo Times de Londres de 29 de Outubro, de fabrico de aves transgénicas resistentes ao H5N1, colocando a hipótese de haver subterrâneos interesses por parte de gigantes dos OGMs. Recorda ainda a apresentação, com pompa e circunstância, do Plano de Contingência para a gripe pandémica e a atribuição de um fundo de 7.1 biliões de dólares. Só que o homem da casa branca, no seu discurso pomposo, dissera textualmente que não havia provas da pandemia estar iminente, de não haver indícios da aproximação da gripe ao país. Relembra o alarmismo à volta do anthrax e da varíola, e os lucros que esse alarmismo terá dado à mesma Gilead, fabricante da propagandeada e impingida vacina Vistide. Com um pormenor sinistro: o congresso já introduziu um artigo na lei que defende os fabricantes da vacina de eventuais processos contra si levantados por causa de eventuais danos causados por efeitos secundários da vacina.

Finalmente, o artigo de Horowitz relembra a sinistra articulação, em 2003, da campanha do SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) com o início da guerra do Iraque e defende que esta “guerra contra a gripe aviária” “exige sofisticados programas de propaganda que usam campanhas de medo que facilitam a aceitação social e apoio popular a determinadas políticas.” Sublinha que outras formas de gripe matam mais de 40,000 idosos anualmente na América do Norte e nunca o governo fez disso qualquer alarme".

Porno Chanchadas?

Está publicado no Reporter Diário de hoje:

"A produção das videocassetadas do Domingão do Faustão requisitou a fita do Rainha das Rainhas".

Ora, desde ontem o Quintaemenda ri aos borbotões da madrugada hilario-lamuriosa que aconteceu no palco e arredores da "festa".

Rock'n Roll



Ontem à noite, por volta das 21:30 horas (local) tentaram falar comigo. Só o conseguiram depois que acabou o SHOW " A Bigger Bang" dos Rolling Stones. É besta de perder o momento? De graça, eu "vou" a todos! mesmo sem a companhia da Lima (do Juca).
Ainda estou babando!
E na segunda tem o U2.

O Liberal?

Este post está nas "páginas" do Quintaemenda.

"Cabra Marcado

Quer encontrar o reitor da Universidade Federal do Pará? Não tem erro, é só ler O Liberal, principalmente aos domingos.Ou no Setenta, ou no Quiquiqui, até no Peso da Lei o blog já encontrou o reitor. Sempre maltratado, não raro com deselegância, um dos doze brasileiros do Conselho Nacional de Educação sofre uma espécie de cassação branca, uma interdição que impede que sua administração tenha o devido reconhecimento, e sua pessoa o devido respeito. Nos dois casos, espera-se só o devido, nada mais. Com freqüência O Liberal veicula calúnias e intrigas a partir do viés dos adversários políticos de Fiúza dentro da UFPA, cada vez mais esquálidos e atordoados, mercê das sucessivas e acachapantes derrotas que os resultados da atual administração têm lhes inflingido. Nelas perdem também os apoiadores dos derrotados, é claro. Não importa. Nada demove os prepostos borrados ao longo do papelório. A mais nova investida, certamente não a última, está na edição de hoje, a propósito da criação do Instituto de Ciências da Arte, decisão do Conselho Universitário, a mais alta instância da universidade. Porta voz de lamúrias de professores não identificados, e há os que a isso se prestam - se é que existem, pois também existem holografias entre eles – a nota de hoje do Setenta informa que até o Ministério Público Federal, onde correm vários processos contra acionistas do jornal, poderá ser acionado numa querela inexistente, quixotesca, fabricada. Não importa. Nada detém a sanha esquisita, cadenciada, enferma. No pano de fundo, o saneamento e a oxigenação comandada por Fiúza e sua equipe, na viciada e corporativa cultura da universidade, destruindo cartórios e condutas lesivas ao fazer científico e à educação. Enquanto isso a orquestra orneja, relincha e dissona, revelando sua natureza essencialmente covarde, pois até na violência têm que se valer de terceiros. Não tem argumentos, foram mais às praias que aos livros, e não tem forças, só as contratadas, feito aqueles meliantes da PM, que até hoje balançam suas manzorras impunes por aí, à espera de novas ordens, pois nem o governador foi capaz de retorná-los, punidos,à caserna.

Cenário da vergonha que entardece, que se esfumaça na degradada contabilidade do desastre anunciado por Lúcio Flávio Pinto, em percuciente análise dos seus balanços, no último número do Jornal Pessoal, já nas bancas. Vão-se os leitores, vão-se os anunciantes, vão-se as verbas. O resto, muito pouco, já se foi há muito. Não vão muito longe, esta sim, é a boa notícia".

O Liberal usa os artifícios de quem não quer ser lido! Cerca-se de professores universitários frustrados e, certamente, incompetentes. Indignos de estarem na função de ensinar os novos profissionais do mercado. Conheço alguns que foram companheiros de sala de aula e mantém os mesmos vícios daquela época. Copiadores elitistas de provas e trabalhos alheios, comportem-se!

18 de fevereiro de 2006

Efeito Diamante?


O acesso ao site do DNPM está impossivel nestes dias. Pode tentar que não consegue. Será o efeito diamante?

A Energia Eólica


Defensores incondicionais da energia eólica estão assustados com a possibilidade da mesma se tranformar em energia suja, impactando as paisagens, provocando alteração dos usos das áreas florestais, desflorestação, destruição de ecossistemas de média montanha bem conservados e transformados, doravante, em parques industriais e muitos outros atos. Também do blog Ondas 3 vem um artigo interessante sobre esta questão. Para lê-lo na íntegra clic no link COREMA.

Mão Pesada

O meu "correspondente" Ondas3 (ei, Octávio, calma! 'Tô só brincando) de Portugal nos coloca a par das ações de cunho exemplar no mundo:

"O proprietário de um armazém de Pottstown foi condenado ao pagamento de uma multa de 1.8 milhões de dólares, a 6 meses de prisão domiciliária, a serviço comunitário e uso de pulseira electrónica por armazenagem ilegal de lixo perigoso. Um empresário de minas do Kentucky foi multado em 808.000 dólares por infracções a regras de segurança. A refinaria de Ashland Inc. foi multada em 375.000 dólares por responsabilidades na fuga de combustível de um tanque e contaminação de solos em Stark, Ohio. A fábrica de reciclagem de metais Veridium Corp. foi multada em 250.000 dólares por infracções na armazenagem de químicos voláteis na sua unidade de Paterson. A Kraft Foods poderá ter de pagar uma multa superior a 110.000 dólares por poluição do ar. Uma coligação de agricultores, consumidores e ambientalistas processaram o governo americano pelo facto do Ministério da Agricultura ter permitido a Monsanto de comercializar alfalfa transgénica, o que irá danificar as culturas convencionais existentes. O estado de New York processou o Ministério do Ambiente por não ter, durante dois anos, divulgado informação solicitada pelo Estado acerca dos níveis máximos de toxinas admitidos nas tintas. A Sanesul de Três Lagoas, Campo Grande, foi multada em R$ 100 mil por poluir a margem da Lagoa Maior, na Avenida Aldair Rosa de Oliveira. Várias organizações ambientais iniciaram um novo processo no sentido do governo americano tomar medidas quanto às alterações climáticas. O processo está a ser lançado através de uma petição relativa ao glaciar Peace Park, a alguns sítios nos Himalayas e nos Andes, sítios considerados património mundial pelas Nações Unidas".

Bom saber que estão se resguardando em relação ao impacto ambiental. Mas também com estes valores arrecadados ...

Sobre os Mananciais do Irurá

Ainda ressabiado com a licença de instalação, que se encontra em cima da mesa da secretária de Infraestrutura de Santarém, Valéria Lima (segundo a nota do Blog do Jeso de 16/02/06) resolvi fazer uma pesquisa no site da SECTAM sobre a mesma e deparei com a seguinte Licença:


SEIAM - CONSULTA DE LICENÇAS - Detalhes da LICENÇA
CÓDIGO:
000019905

NÚMERO DA LICENÇA: 008

TIPO DA LICENÇA: LI - LICENÇA DE INSTALAÇÃO

VALIDADE: de 16/01/2006 a 15/01/2007

CNPJ: 05.182.233/0007-61

RAZÃO SOCIAL: SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRA-ESTRUTURA - SEMINF
CPF:

NOME: JOAQUIM LIRA MAIA

ATIVIDADE DA EMPRESA: PROJETO HIDROSANITARIO (CONST. DE ANEL RODOVIARIO)

ATIVIDADE LICENCIADA: Anel Rodoviário (composto de viaduto, seis ramos com pista dupla, ciclovia e duplicação de trechos da Av. Fernando Guilhon e Br - 163). Proc. nº 2004/370011.

MUNICÍPIO: SANTARÉM

Pasmem sobre em nome de quem está o pedido de Licença de Instalação!

A Prefeitura de Santarém, tão atenta para a retirada do objeto do assoreamento do igarapé do Irurá, deixou o sr. Joaquim de Lira Maia, ex-prefeito, como o responsável!

Tá bem na foto o agrônomo.

17 de fevereiro de 2006

ALERTA GERAL!

Que sirva de alerta geral aos agentes públicos que cometem crime ambiental no exercício de suas funções.

Com ação proposta pelo MPF/SC em 2001, por ter permitido e incentivado uma construção em alvenaria, em área de preservação permanente (margem de um curso d'água), sem autorização da autoridade competente, na localidade de Fazenda da Armação, no entorno da APA de Anhatomirim, o prefeito de de Governador Celso Ramos, Anísio Anatólio Soares foi cassado pelos juízes do TRE de Santa Catarina, por unanimidade.

Alerta geral aos agentes públicos que andam cometendo besteira na área ambiental: "Este foi o primeiro caso de prefeito condenado por crime ambiental no país e representa um importante avanço para a responsabilização dos agentes públicos pela omissão na defesa do meio ambiente"

Ainda sobre o Decreto

No laureado Blog do Brasiliense o decreto foi alvo da seguinte nota:

"Quem fiscaliza a destruição?
14 de fevereiro de 2006
O presidente Lula criou sete novas unidades de conservação no Estado do Pará, numa área superior a sete milhões de hectares. A medida preservacionista seria elogiável se não houvesse um porém: em Itaituba, município do oeste paraense que receberá a maioria dessas unidades, já há o Parque Nacional da Amazônia, com 996 mil hectares. Sabe quantos fiscais do Ibama estão lotados em Itaituba? Três! Há mais fiscais do Ibama em Brasília do que em toda a Amazônia brasileira, com seus mais de cinco milhões de kms quadrados, dois terços do território nacional. Vai ver o presidente Lula e a ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, pretendem terceirizar a fiscalização da destruição amazônica ao Greenpeace. Bem a propósito, o diretor de Fiscalizaçãp do Ibama, Flavio Montiel, era antes de ser chamado para trabalha no governo Lula, diretor de fiscalização do Greenpeace."

Bom, acho que Itaituba deveria se adequar a esta legislação para não vai sofrer com estas novas unidades de conservação. Mas Aveiro, Rurópolis e Belterra serão extremamente prejudicadas por serem de pequeno porte e por não existir os funcionários adequados e que seriam de extrema utilidade no desenvolvimento sustentável. Mas se forem sagazes vão fazer o governo federal "pagar o pato".

Em todos os casos basta preparar uma Gestão direcionada para tal fim.

E agora, secretário?


Repercutiu de forma estridente a afirmativa do secretário Gabriel Guerreiro, da SECTAM sobre a criação de um parque florestal (Parque Nacional do Jamanxim) que corta a rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá): "O asfaltamento da rodovia, para mim está evaporado".

Veio chumbo de todos os lados: da Igreja (padre Edilberto Sena) a Justiça (os procuradores).

Também o governo federal foi mexer com a menina mais bonita dos seus olhos: o ZEE - Zoneamento Ecológico-Economico.

Parece que os secretários gostam de estar polemizando na mídia. Será uma nova síndrome?

Corra ... prá saber quem é

Está no blog Quintaemenda de hoje e vale a pena.

Definição de fracasso
Vá em
http://www.google.com.br/

1º Escreva "Failure", sem as aspas. - Fracasso, em inglês

2º Em vez de clicar em "Pesquisa Google" clique em "Estou com sorte"

3º Tire suas conclusões...
posted by Juvencio de Arruda at 07:24

A VINGANÇA - PARTE INICIAL


Este diálogo já está no blog do Dududourado, mas que bom republicá-lo:

Trimmmmmmmmmmmmmm... trimmmm...

Toca o telefone...

- Alô - Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

- Pois não, pode ser comigo mesmo.

- Quem fala, por favor?

- Edson.

- Sr. Edson, aqui é da TELEFÔNICA, estamos ligando para oferecer a promoção TELEFÔNICA linha adicional, pela qual o Sr. tem direito...

- Desculpe - interromper, mas quem está falando?

- Aqui é a Rosicleide Judite, da TELEFÔNICA, e estamos ligando...

- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser? - ... bem, pode.

- De que telefone você fala? meu bina não identificou.

- 103

- Você trabalha em que área, na TELEFÔNICA?

- Telemarketing Pró Ativo.

- Você tem número de matrícula na TELEFÔNICA?

- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da TELEFÔNICA.

- Mas posso garantir...

- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a TELEFÔNICA.

- Ok.... Minha matrícula é 34591212

- Só um momento enquanto verifico. (Dois minutos)

- Só mais um momento. (Cinco minutos)

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.

- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide, obrigado por haver aguardado. Qual o assunto?

- Aqui é da TELEFÔNICA, estamos ligando para oferecer a promoção linha adicional, pela qual o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?

- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, por que é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones. Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.

Coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino tocando no Repeat (eu sabia que um dia essa droga iria servir para alguma coisa!), depois de tocar a musica toda, minha mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado....pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..

- 103

- Com quem estou falando, por favor?

- Rosicleide

- Rosicleide, de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).

- Qual sua identificação na empresa?

- 34591212 (mais irritada ainda!)

- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?

- Aqui é da TELEFÔNICA, estamos ligando para oferecer a promoção linha adicional, através da qual a Sra. tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?

- Vou abrir um chamado e, dentro de alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, pode anotar o número do protocolo, por favor?.... TUTUTUTUTU... Ué Desligou???????

Que beleza! Estou esperando a próxima ligação da companhia telefônica ou do meu operador de cartão de crédito ou quem sabe dos meus cobradores diários para me vingar. HEheheheheheheheheheheheeehhh...

ME VINGUEI!!!!!!!!!!!!!!

A TELEMAR ME LIGOU E QUANDO SEGUI OS PASSOS DESTA NOTA PASMEM: A MULHER DESLIGOU O TELEFONE!! NÃO DEU NEM TEMPO DE COLOCAR UMA MÚSIQUINHA PRA ELA.

TÔ MORRENDO DE ALEGRIA!

MONTE ALEGRE E O TURISMO

O município de Monte Alegre quer se voltar para a sua natural atração vocacional: o turismo ecológico.

Construíram um Terminal Hidroviário estupendo, mas que enfrenta os seguintes problemas:

  1. Colocaram um telão que é ligado somente na hora das novelas da Globo, SBT, Record e Band. Depende do humor do operador. Ah! e jogos, também. Notícias e informações? Prá que? Povo informado é povo politizado, manô!
  2. O som é altíssimo. Não dá pra conversar na lanchonete. Quem manda é o operador e não conversamos mais.
  3. Na lanchonete, às vezes some a chapa de sanduiches. Vai para uma festa particular. Se quiser comer vá comprar na esquina ou coma o que tiver.

Ao lado do esplendido terminal continua a feira do peixe montealegrense. Peixes de todos os tipos e para todos os gostos: acari, curimatã, tambaqui, tucunaré, pacu e outros futuros quitutes. Que visual bonito! Só vendo de perto prá avaliar a "beleza" dos restos de peixes sendo lançado no chão aos cachorros e urubus.

Visitem Monte Alegre e ... punam-se!

SERRA DO ÍNDIO?

Puxa vida! Prá não dizer puta merda (já disse, então fica) nenhuma denominação seria tão apropriada como esta para um morrote que está atrapalhando e causando o assoreamento do igarapé Irurá, no pensar do secretário de planejamento da prefeitura de Santarém, Estado do Pará, o médico Everaldo Martins Filho e de outros "especialistas" no assunto.

Índios? É repetitivo o modo de agir secular em relação ao indígenas brasileiros: ACABEM COM ELES! É assim que estão agindo em relação à Serra do Índio: exterminando paulatinamente.

E ainda querem que Santarém seja a capital do futuro estado do Tapajós.

Juca, você tem razão: é melhor ficar mais uns séculos sob a asa protetora do Pará.

16 de fevereiro de 2006

A INDÚSTRIA DAS ALAGAÇÕES

Alguns experientes moradores de diversas partes da Amazônia começam a desconfiar da "indústria das alagações", prima-irmã da "indústria da seca" no Nordeste.

O blog Ambiente Acreano já demonstra como está funcionando no Acre.
Aqui no Pará já começou com as notícias nos periódicos da capital e logo, logo vai se estender aos do interior. Atenção para os "interessados" em resolver a situação. Vão aparecer políticos veterenos, aspirantes a políticos, cabos eleitorais e tudo o mais que leva vantagem neste terreno.
A enchente vai ser grande, não resta dúvida, mas já é hora dos órgãos de defesa civil se movimentar e amainar este grave problema amazônico.

Ondas3 Avisa!

O blog português Ondas3 publicou o seguinte post:

"Cibernautas podem ajudar a prever alterações climáticas.

Juntos, podem contribuir para reduzir a margem de erro dos modelos climáticos elaborados por um super computador. Trabalhando em paralelo, os computadores pessoais podem fornecer aos cientistas da Oxford University muitos mais dados acerca do clima do futuro do que os melhores super computadores do mundo. E é fácil. Basta baixar e instalar um programa a partir daqui. Há versões para Linux e Windows XP e 2000. Depois, o computador faz o resto sempre que estiver ligado. Faz os cálculos que tiver que fazer e envia-os para Oxford, onde os investigadores combinarão todos os resultados recolhidos. Quanto mais gente participar, mais completas poderão ser as previsões das alterações climáticas. Os resultados serão divulgados em Maio. Diz quem sabe bastante destas coisas, que este tipo de programa informático tem um comportamento de um tipo de vírus. De um vírus bom, "dos nossos". Apesar disto, o servidor que aloja o programa tem enfrentado problemas decorrentes da súbita avalanche de procura. Segundo as pesquisas que fiz, mais de 35.000 pessoas em 109 países (mais de 30 em Portugal) já se tinham registado.

Não digam que o Ondas não vos avisou acerca do comportamento do dito cujo!"

Eu, hein? Tô fora desta "colaboração".

SANEAMENTO URGENTE

Um artigo publicado no Jornal do Meio Ambiente, de autoria de Engenheiro Jorge Fortes , ex-presidente da RioUrbe( 2001-2005) sobre o saneamento no Rio de Janeiro, que em 1861 tornava-se a 5a. cidade do mundo a ter um sistema de esgotos sanitários. Após passar por um processo de tratamento químico e a decantação dos rejeitos sólidos, os despejos eram lançados diretamente na Baía de Guanabara. O processo, eficiente para a época, perdeu força já no início do século XX. Hoje não existe mais este processo. Estão preparando um sistema de lançamento de resíduos, através de emissário submarino, diretamente na Baía de Guanabara. Retrocesso total.

Enquanto isso, aqui na Déli-Belém, a coisa vai de mal a pior: não tem nem emissário, quanto mais recebedor!

Triste "metrópole da Amazônia" no entender do gestor municipal e sua troupe. Vão gastar alguns milhões de dólares na construção de uma orla cinematográfica para alavancar o turismo e continuaremos bebendo "suco de coliformes fecais", ouvindo altíssimos sons ditos musicais e cheirando coisa pior ainda. Ora, o turismo é alavancado com ações mais simples como segurança e limpeza urbana. Simples assim!

REVISTA COMCIÊNCIA


Uma boa pedida é a revista ComCiência que, a partir do número 73 vem de cara nova. Nesta edição traz uma série de reportagens sobre a genética humana, diversos artigos e reportagens refletem sobre o polêmico tema. Andréa Trevas Maciel Guerra, professora titular do Departamento de Genética Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, lembra de outro exemplo da ciência a serviço da destruição além da bomba atômica: o desenvolvimento das teorias eugênicas e seu aproveitamento por movimentos raciais, culminando no Holocausto nazista na Segunda Guerra Mundial.

O site da revista ComCiência é www.comciencia.br. Vale a pena conferir!

15 de fevereiro de 2006

MANANCIAIS DO IRURÁ

O Ministério Público resolveu entrar na briga contra a Prefeitura e a Construtura Melo de Azevedo em virtude não só da poluição do igarapé do Irurá, como também pela destruição da mata ciliar nos seus mananciais.

Uma reportagem foi publicada em O Liberal sobre a ação do MP e relatando as providências que serão tomadas neste caso. Também o Blog do Jeso publica a notícia e dá algumas informações detalhadas.

Preocupou-me, sobremaneira, as declarações do secretário Everaldo Martins, publicadas no site de Paulo Leandro Leal e em O Liberal "que a serra do Índio é considerada por especialistas como a principal responsável pelo assoreamento do Irurá e que a prefeitura estuda a sua remoção total da cabeceira do igarapé". O secretário informou que no seminário "Pensando Santarém" o engenheiro Roberto Branco, ex-diretor da Coordenadoria de Desenvolvimento Urbano (CDU), propôs a remoção da serra como medida para diminuir o assoreamento do Irurá.

Este pensamento do secretário é retrógrado e poderia suscitar alguns adjetivos invejáveis e impublicáveis sobre tamanha imbecilidade. Vou me conter e deixar que os internautas percebam a "síndrome de eugenia" que acomete o secretário.

Prefiro sugerir às entidades que se propuseram a ajuizar a ação que não permaneçam de braços cruzados esperando que as medidas mitigadoras a serem propostas pelos delituosos caiam do céu e formem um comitê para ESTUDAR e PUBLICAR as formas de conter o assoreamento dos mananciais e promover a proteção da mata ciliar responsável pelo recursos hídricos dos igarapés. Sugiro uma parceria com a Universidade Federal do Pará, através do Núcleo de Meio Ambiente, do IESAM - Instituto de Estudos Superiores da Amazônia, da UFRA e das outras faculdades instaladas em Santarém para provocar uma mobilização geral de atitudes. Sem esta ação, que poderá incluir a educação ambiental, manejo dos recursos florestais e minerais e, principalmente, a revitalização dos mananciais tudo ficará como antes ou poderá se transformar em algo bem pior.

Esta bandeira tem que ser de todos. Longe ou perto seremos sempre santarenos!

14 de fevereiro de 2006

Vai Começar a Confusão!

O Projeto de Lei 4776/05, aprovado pelo Congresso Nacional que regulamenta a gestão de florestas em áreas públicas, cria o Serviço Florestal Brasileiro e estabelece o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. O documento que vai agora a sanção do presidente Lula, define três formas de gestão das florestas públicas para produção sustentável: criação de unidades de conservação que permitem a produção florestal sustentável, como as florestas nacionais; a destinação para uso comunitário, como assentamentos florestais, reservas extrativistas e áreas quilombolas e, ainda, concessões florestais pagas, baseadas em processo de licitação pública.

A discussão vai ser, principalmente, sobre quem vai ganhar mais com esta gestão: as empresas ou os governos federal, estadual e municipal. Quem leva a taça? E a aplicação dos valores como vai ser feita? Quem vai fiscalizar? Será mais uma farra com dinheiro público?

Na minha opinião, se não houver uma efetiva ação pública pode inventar legislação que não vai dar certo. Uma região, como a do primeiro distrito florestal, com mais de 16 milhões de hectares, sendo cinco milhões de hectares de manejo nas Flonas - Florestas Nacionais de Caixuanã (noroeste), Carajás (sudeste), Itaituba e Altamira (oeste) - região Xingu, estado do Pará deveria ter responsabilidades também divididas entre os que vão levar parte da receita. No caso, os municípios deveriam ter um quadro de funcionários para se colocar a par das ações florestais e efetuar sugestões e praticar as ações efetivas.

A origem da Vida na Terra

Uma conferência de dois dias sobre a origem da vida na Terra, na Royal Society, em Londres, a academia de ciências da Grã-Bretanha, com início nesta terça-feira, começa a discutir diversas hipóteses.

Desde que Darwin, há 140 anos atrás sugeriu que a vida teria início em uma "poça morna", os cientistas discutem as mais variadas hipóteses. Apesar dos avanços da ciência, a explicação para o surgimento da vida ainda não foi encontrada. Max Bernstein, do Instituto Seti, nos Estados Unidos acredita que a resposta possa estar na poeira interestelar. A professora Monica Grady, da Open University do Reino Unido vai explorar a possibilidade de vida ter existido em Marte. O professor Ian Smith, da Universidade de Cambridge, organizador da conferência, disse : "Tentar entender como a vida emergiu na Terra em algum ponto no 1 bilhão de anos desde sua formação é um problema científico fascinante e um passo essencial para prever a presença de vida em outros pontos do universo".

13 de fevereiro de 2006

DESABAFO ANTI BBB

CONSTATAÇÃO
Jose Neumani Pinto - Rádio Jovem Pan

29 milhões de ligações do povo brasileiro votando em algum candidato para ser eliminado do Big Brother. Vamos colocar o preço da ligação do 0300 a R$0,30. Então, teremos R$ 8.700.000,00. Isso mesmo! Oito milhões e setecentos mil reais que o povo Brasileiro gastou só nesse paredão.

Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato "fifty to fifty" com a operadora do 0300, ou seja, ela embolsou R$ 4.350.000,00. Repito, somente em um único paredão...". Alguém poderia ficar indignado com a Rede Globo e a operadora de telefonia ao saber que as classes menos letradas e abastadas da sociedade, que ganham mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro, as contas dessas empresas. Mas o "x" da questão, caro(a) leitor(a), não é esse. É saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dela desfruta; mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, consequentemente, daqueles que só bebem nessa fonte.Certa está a Rede Globo.

O programa BBB dura cerca de três meses. Ou seja, o sábio público tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações. Aliás, algo muito natural para quem gasta mais de oito milhões numa só noite! Coisa de país rico como o nosso, claro. Nem a Unicef, quando faz o programa Criança Esperança com um forte cunho social, arrecadatanto dinheiro.Vai ver deveriam bolar um "BBB Unicef". Mas tenho dúvidas se daria audiência. Prova disso é que na Inglaterra pensou-se em fazer um Big Brother só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência. A razão? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria. Programas como BBB existem no mundo inteiro, mas explodiram em terras tupiniquins.

Um país onde o cidadão vota para eliminar um bobão (ou uma bobona) qualquer, mas não lembra em quem votou na última eleição. Que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita de extrema utilidade para o seu desenvolvimento pessoal e, que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de PAGAR pelo seu voto. Que eleitor é esse? Depois não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado, etc.Quem os colocou lá? Claro, o mesmo eleitor do BBB. Aí, agüente a vitória de um Severino não-sei-das-quantas para Presidente da Câmara dos Deputados e a cara de pau, digo, a grande idéia dele de colocar em votação um aumento salarial absurdo a ser pago pelo contribuinte.Mas o contribuinte não deve ligar mesmo, ele tem condições financeiras de juntar R$ 8 milhões em uma única noite para se divertir (?!?!), ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou de qualquer assunto relevante para melhorar a articulação e a autocrítica... Chega de buscar explicações sociais, coloniais, educacionais. Chega de culpar a elite, os políticos, o Congresso. Olhemos para o nosso próprio umbigo, ou o do Brasil. Chega de procurar desculpas quando a resposta está em nós mesmos. A Rede Globo sabe muito bem disso, os autores das músicas Egüinha Pocotó, O Bonde do Tigrão e assemelhadas sabem muito bem disso; o Gugu e o Faustão também; os gurus e xamãs da auto-ajuda idem.

Não é maldade nem desabafo, é constatação...

Comentário do post: Égua do desabafo... Também pode ser a constatação de que só ganha dinheiro quem explora o zé povinho.

EUGENIA

"No início do século XX, quando as teorias de Darwin eram amplamente aceitas na Inglaterra, havia grande preocupação quanto à “degeneração biológica” do país, pois o declínio na taxa de nascimentos era muito maior nas classes alta e média do que na classe baixa. Para muitos parecia lógico que a qualidade da população pudesse ser aprimorada por proibição de uniões indesejáveis e promoção da união de parceiros bem-nascidos. Foi necessário, apenas, que homens como Galton popularizassem a eugenia e justificassem suas conclusões com argumentos científicos aparentemente sólidos.

As propostas de Galton ficaram conhecidas como “eugenia positiva”. Nos EUA, porém, elas foram modificadas, na direção da chamada “eugenia negativa”, de eliminação das futuras gerações de “geneticamente incapazes” – enfermos, racialmente indesejados e economicamente empobrecidos –, por meio de proibição marital, esterilização compulsória, eutanásia passiva e, em última análise, extermínio.

Como salienta Edwin Black no livro A guerra contra os fracos, “os EUA estavam prontos para a eugenia antes que a eugenia estivesse pronta para os EUA”. O aumento no número de imigrantes no final do século XIX levou o grupo dominante no país, os protestantes cujos ancestrais eram oriundos do norte da Europa, a buscar motivos para exclusão. Encontraram terreno fértil na pseudociência da eugenia.

Os eugenistas usaram os últimos conhecimentos científicos para “provar” que a hereditariedade tinha papel-chave em gerar patologias sociais e doença. Os imigrantes tornaram-se alvos fáceis de defensores dessa nova “ciência”, que empregaram os achados do movimento eugênico para construir a imagem dos imigrantes como pessoas deformadas, doentes e depravadas, encontrando eco em seus contemporâneos nas ciências sociais e na biologia, entre os quais a eugenia propagou-se como algo considerado perfeitamente lógico.

O racismo dos primeiros eugenistas norte-americanos não era contra não-brancos, mas contra não-nórdicos, e as doutrinas de pureza e supremacia raciais eram elaboradas por figuras públicas cultas e respeitadas. Quando as teorias de Mendel chegaram aos EUA, esses pensadores influentes acrescentaram um verniz científico ao ódio racial e social.

O líder do movimento eugenista dos EUA foi Charles Davenport, que dirigia o laboratório de biologia do Brooklin Institute of Arts and Science, em Long Island, instalado em Cold Spring Harbor. Em 1903, obteve da Carnegie Institution o estabelecimento de uma Estação Biológica Experimental no local, onde a eugenia seria abordada como ciência genuína. Em seguida, juntou-se aos criadores de animais e especialistas em sementes da American Breeders Association, muitos deles convencidos de que o conhecimento mendeliano sobre gado e plantas era aplicável a seres humanos.

O próximo passo de Davenport foi identificar os que deveriam ser impedidos de se reproduzir. Em 1909 criou o Eugenics Record Office para registrar os antecedentes genéticos dos norte-americanos e pressionar por legislação que permitisse a prevenção obrigatória de linhagens indesejáveis. Para isso, o grupo concluiu que o melhor método seria a esterilização, e o estado de Indiana foi a primeira jurisdição do mundo a introduzir lei de esterilização coercitiva, logo seguido por vários outros estados. Desde o início, porém, o uso de câmaras de gás estava entre as estratégias discutidas para eliminação daqueles considerados indignos de viver.

Com o tempo, a eugenia passou a ser vista como ciência prestigiosa e conceito médico legítimo, disseminada por meio de livros didáticos e instituições de instrução eugenista. No primeiro Congresso Internacional de Eugenia, em 1912, líderes de delegações dos EUA e países europeus formaram o Comitê Internacional de Eugenia, que, posteriormente, deu origem à Federação Internacional de Organizações Eugenistas, cuja agenda política e científica era dominada pelos EUA, para onde eugenistas estrangeiros viajavam para períodos de treinamento em Cold Spring Harbor.

Na Alemanha, a eugenia norte-americana inspirou nacionalistas defensores da supremacia racial, entre os quais Hitler, que nunca se afastou das doutrinas eugenistas de identificação, segregação, esterilização, eutanásia e extermínio em massa dos indesejáveis, e legitimou seu ódio fanático pelos judeus envolvendo-o numa fachada médica e pseudocientífica".

Quer ler mais sobre este polêmico assunto? Então acesse o link sugerido ou adquira o livro de Edwin Black - A guerra contra os fracos.

Investimento Mineral em Parauapebas

O crescimento da exploração mineral no Brasil faz com que uma das maiores empresas no segmento de equipamentos de grande porte para mineração e siderurgia e a inauguração de uma nova linha de produção de britadores da Metso Minerals Latin America põe em prática um novo plano de metas para os próximos cinco anos. Neste ano, a empresa finaliza investimentos de R$ 30 milhões, entre modernização e expansão de linhas e na recém-inaugurada fábrica de componentes de borracha e poliuretano - produtos de desgaste, revestimentos para moinhos, telas de peneiramento. Parte do dinheiro também será aplicada na inauguração de um centro técnico e de serviços em Parauapebas, cidade paraense próxima à Carajás, que concentra grandes projetos de mineração. A filial deve ser aberta ainda neste semestre.

12 de fevereiro de 2006

Os mananciais do Irurá


Triste. Decepcionante. Irritante. São muitos os adjetivos que se poderia compor para descrever o descaso que os órgãos municipais e os particulares demonstram com as belezas de nossa terrinha.

O Irurá foi belo. Foi pulsante. Era ponto de encontro dominical dos moradores santarenos para relaxar. E foi sendo destruído paulatinamente pela inércia e ação da população. Quem dos frequentadores poderá dizer que efetuou a devida coleta dos recipientes e/ou lixo orgânico quando ia fazer uma "farofada" nas suas margens? Quem permitiu que os construtores (ou destruidores) retirassem a cobertura vegetal de suas nascentes? Quem se revoltou contra o lixo que é jogado diuturnamente em seu leito e suas margens?

A ação ajuizada por ong's contra a Prefeitura Municipal ainda é pouco. Deveriam sofrer uma ação mais ampla todos os órgãos envolvidos - DNPM, SECTAM, inclusive a própria Promotoria do Meio Ambiente, por não agir em nosso nome contra esta ignomínia.

Ainda há tempo de reverter esta situação. Basta aplicar a legislação e participar de sua regeneração. A natureza fará a sua parte se fizermos a nossa pelo agonizante Irurá.

Cursos Ambientais - 2006

A genda para Cursos relacionados ao Meio Ambiente em 2006:
  1. Auditor Ambiental de 22 a 26/05/06 - http://www.ahkbrasil.com
    Objetivo: Este curso foi elaborado por coordenação e orientação da Proenco Brasil Ltda. com o apoio do Núcleo de Desenvolvimento Profissional da Câmara Brasil-Alemanha. Um curso de cinco dias, com teoria e prática de auditoria, aprovado pelo EARA - Environmental Auditors Registration Association, destinado àqueles que desejam se tornar auditores profissionais registrados. Proporcionar a condição necessária ao processo de registro como Auditor Ambiental no EARA para a realização de Auditorias Ambientais de Certificação. Prover os participantes da metodologia, conhecimentos necessários e prática para o exercício de auditorias ambientais.
  2. Conservação Ambiental - Curso de Sistema de Informação Geográfica (SIG) aplicada à Biologia da Conservação. De 01/04/2006 a 04/04/2006 - Local: IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas (Rod. Dom Pedro I, km 47 - Bairro Moinho) - Nazaré Paulista-SP.
  3. Direito Ambiental - Curso de Noções e Práticas de Direito Ambiental. De 07/04/2006 a 09/04/2006 Local: IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas (Rod. Dom Pedro I, km 47 - Bairro Moinho) - Nazaré Paulista-SP.
  4. Ecologia e Meio Ambiente - Feira Internacional de Ecologia e Meio Ambiente (Fiema Brasil 2006). De 03/05/2006 a 06/05/2006 Local: R. Júlio de Castilhos, 201, sala 301 - Bento Gonçalves-RS.
  5. Educação Ambiental - Curso de Educação Ambiental. De 13/03/2006 a 15/03/2006 Metodologias e práticas de avaliação em educação ambiental.
  6. Curso de História Ecológica do Brasil. De 29/04/2006 a 30/04/2006 - Local: IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas (Rod. Dom Pedro I, km 47 - Bairro Moinho) - Nazaré Paulista-SP .
  7. Especialização em Engenharia Sanitária e Ambiental. De 06/03/2006 a 15/12/2006. Objetivo: Aprofundar conhecimentos técnicos necessários à elaboração de projetos na área de Saneamento Ambiental. Especial destaque é dado aos fundamentos científicos e doutrinários da questão e às soluções mais eficientes e adaptadas às nossas peculiaridades. Os especialistas formados estarão aptos a analisar criticamente os novos modelos de gestão dos Sistemas de Saneamento, considerando-se os princípios norteadores do desenvolvimento sustentável. Inscrições até: 15/02/2006

Seu calendário ambiental está só começando. Ainda teremos cursos voltados para as ciencias ambientais, geociências e agroflorestais no Pará. Só falta as instituições informar.

E eu com isso, Mauro Bonna?

Da coluna de Mauro Bonna, em o Diário do Pará, neste domingo (12/02/06) duas notas me chamaram a atenção:

Gol

O jogador que marcar mais gols, no Parazão, vai garantir exames de graça durante o ano inteiro oferecidos pelo laboratório Beneficente Belém.

Pois é, mas e se o goleador for embora no final do campeonato? Vai ganhar o que?

Cobrança

Cada vez mais com pinta de que deságua para privatização, embora o legal seja a municipalização, a Cosanpa agora vai credenciar, via seleção, escritórios para cobrança administrativa e judicial dos consumidores inadimplentes. Com um detalhe: menos os órgãos públicos das três esferas. Somente dos cidadãos.

Pois é, como sempre quem paga a conta é o zé povinho!

11 de fevereiro de 2006

Meu Incômodo Ambiental - II

Talvez devido ao fato de que o aprendizado nos torna mais exigentes, nesta viagem ao interior do Pará fiquei observando "coisinhas miúdas" que nós, reles mortais, estamos praticando no dia a dia e contribuindo para que o meio ambiente se torne mais poluido.

Durante minha estada em Santarém levei minhas filhas para lanchar e, enquanto esperávamos os sanduiches e refrigerantes (eu tomei cerveja, é claro!) fiquei observando um rapaz (era mais novo que eu e portanto rapaz, rs..) que ficava em pé na beira da calçada fazendo os sinais para os atendentes dos clientes que chegavam e sentavam para serem atendidos com presteza. De vez em quando o "gerente" ia e apanhava um lenço de papel, limpava o rosto e as mãos e jogava o "imprestável" objeto na sarjeta. Ao mesmo tempo, um grupo de jovens ia devorando seus sanduiches e, à medida que limpavam os lábios também jogavam os lenços, copos e canudos na sarjeta. Logo, aquele local ficou cheio de papéis, de plástico e de restos de comida.

Atento, o "gerente" chamou um atendente e mandou jogar água no local e despachar para dentro do esgoto. Que ia para o rio. O importante era que fosse mantida a limpeza do local!

Ai fico pensando: o esgoto lança seus dejetos no rio (não tem tratamento sanitário na cidade), a companhia de abastecimento capta parte das águas do rio que é lançada na rede de distribuição e nós bebemos este lixo.

Imaginem que isto acontece ao longo de todas as cidades dos rios Tapajós e Amazonas. Qual é a saúde que suas populações apresentam?

A questão é de simples tratamento: educação ambiental no ensino fundamental e médio. Quando da realização da Conferencia das Cidades, versão municipal em julho do ano passado, me intrometi e sugeri que fosse obrigada a educação ambiental, nos moldes da educação física, isto é, uma vez por semana nas escolas. Então uma advogada (pelo menos ela dizia que era) da prefeitura fez uma crítica surpreendente: "Daqui a pouco tu vais sugerir aulas até de educação sexual!" Esta é a visão dos dirigentes atuais em Santarém do Pará: Prevenir não é melhor que Remediar.

Ah! Existem normas que obrigam a um tratamento de água, à coleta de lixo, à saúde pública, etc. etc. etc. que não são e nem serão cumpridas à risca. Quando o forem, a vida será mais agradável.

Neste caso, os incomodados que se retirem. Para onde? Até nos cemitérios há excesso de mortos e nenhum planejamento. Para que planejar um campo santo se os mortos não votam, né?

9 de fevereiro de 2006

Meu Incômodo Ambiental - I



O tema desta semana refere-se a uma agressão covarde ocorrida há aproxidamente um ano contra o jornalista Lúcio Flávio Pinto, editor do Jornal Pessoal.

Porque tocar neste assunto que assusta tanto os leitores e simpatizantes de O Liberal? O que tem de tão importante nesta agressão a ponto de se tornar um tema de meu assunto semanal?

Bom, tudo começou (ou gira) em torno da atuação do jornalista desde que foi articulista de O Liberal e que, por divergencias de opinião (ou de atuação jornalística) abandonou o barco Maiorana e começou a promover um combate desigual contra a atuação do jornal em relação à alquimia utilizada para fazer tintilar as moedas em seu cofre atacando e se escondendo das grandes empresas, que logo vinham praticar o "beija-mão" registrando um aumento nos valores arrecadados. Como cita o próprio Lúcio: "vinagre num dia, vinho no outro".

Para defender a honra da família ultrajada (sic), o Ronaldo "caçula" Maiorana agrediu, por trás o jornalista e na frente de 150 pessoas, sem se importar com o rebuliço que isto iria causar. Afinal era o grupo Maiorana que havia sido ofendido.

Para não dar tempo de reação abriram mais de 12 processos, provcando uma batalha judicial intermitente. A OAB, por meio de seu presidente declarou que era uma rixa particular. Não sei se o termo usado foi exatamente este, mas se o foi, a Ordem cometeu um erro crasso que o mais simples estudante de Direito não cometeria: rixa (art. 137, CP), no termo jurídico é a luta tumultuosa, indefinida e desorganizada entre 3 ou mais pessoas com ataques recíprocos. E o que ocorreu foi uma agressão covarde e despropositada.

Ao contrário do advogado Frederico Guerreiro, que publicou um artigo sobre esta agressão (reproduzido no Jornal Pessoal) não acho que os Maiorana estejam vencendo esta batalha. Nem vencerão esta guerra. O triste fato proporcionado por este desonesto ato terá como resultado contínuo a diminuição da fruição das moedas. Sem esquecer que os maiores impérios mundiais quebraram exatamente pela prepotencia e arrogância de seus membros, que se achavam os donos do poder. Fora o fato de que o Lúcio continuará sendo homenageado sem ter que pagar propinas por isso e seu legado será a sua luta à la Descartes: FALARÁ E CONTINUARÁ EXISTINDO!

Abraços, amigo!

Para a Comunidade



O Instituto de Geociências (IG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acaba de lançar o periódico Terræ Didatica, destinado à divulgação de materiais didáticos, recursos educativos e informações de interesse geral para as comunidades de geologia, geografia e educação.
A publicação é editada em formato eletrônico. A primeira edição, com 96 páginas, já está disponível na internet. Os textos podem ser baixados gratuitamente de três formas: apenas resumos, artigos completos ou a revista na íntegra, com todas as imagens e textos.

Esta é a pedida. Pra acessar link: Terræ Didatica: www.ige.unicamp.br/terraedidatica.

Colabore, também!

Paleontologia na China

O G. wucaii destaca-se pela surpreendente crista na cabeça
(ilustração: Zhongda Zhang/IVPP)

Segundo reportagem publicada no site da Agencia FADESP, a China vem demonstrando ser um celeiro de descobertas paleontológicas, para se contar a história da evolução das espécies.

Desta vez foram encontrados ossos do Guanlong wucaii (“dragão coroado das cinco rochas coloridas”, em tradução livre de seu nome científico) na árvore evolutiva dos dinossauros, no leste do país, na região de Xinjiang.

O artigo A basal tyrannosauroid dinosaur from the Late Jurassic of China, de Xing Xu, do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia de Pequim, e colaboradores pode ser lido, por assinantes, em www.nature.com.

CAROLINA!


Hoje minha filha faz 10 anos!

Quisera que, juntamente com outos milhões de outras crianças de sua faixa etária, lhes fosse concedido o direito de ter sempre a PAZ e A ALEGRIA DE SER CRIANÇAS.

Hoje quero aprender a olhar o mundo com um olhar menos crítico, menos exigente e mais, muito mais infantil.

Felicidades, minha filha. Pelos próximos anos. Deus lhe abençoe!

8 de fevereiro de 2006

Retratos da Belém-Déli

Agora há pouco (07:13) uma tentativa de assalto a uma senhora que esperava um ônibus. Em frente à minha janela! Um corajoso senhor jogou-se em cima do bandido e conseguiu evitar, mas seu comparsa o ajudou e fugiram. Os outros só ficaram olhando. Que se lixe que está sendo assaltado.

E isto à puco metros da delegacia da Cremação!

Ei, Manoel Santino! É ilusão de ótica do povo e da imprensa? Vá se catar, "promotor"!

O Lixo é o Vilão ?

Em todos os lugares que visitei nestes dias fora de Belém-Déli (vou adotar a denominação do Juca Arruda) deparei com o mesmo problema: o lixo. De todas as maneiras e tipos. Tratado como se fosse algo que se deve sempre jogar fora por todos os usuários, não interessando aonde: se no rio (a lixeira mor da Amazônia) se no chão (que se vire os garis pra recolher) de qualquer cidade deste belo rincão.

Mas também tratado de forma que produza energia e benefícios, como mostra esta reportagem publicada no ambiente brasil.

E pergunto: o que falta para os dirigentes municipais tratarem do lixo sem o desprêzo costumeiro e transformá-lo em benefícios para sua população, encampando a mão de obra excluída, dando educação condigna para seus filhos e, principalmente, respeito próprio?

Neste caso, o vilão é o político corrupto e aproveitador contumaz e em quem votamos para efetuar as mudanças necessárias ao nosso dia a dia!

Bom dia, meus amigos e amigas. Voltei!

Tratado de Educação Ambiental

O Tratado de Educação Ambiental será discutido num debate via internet no dia 10 de fevereiro, das 14h às 17h. O acontecimento é organizado pelo Programa Juventude e Meio Ambiente, do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, composto pelos Ministérios da Educação e Meio Ambiente. As discussões são abertas ao público. Para participar, basta acessar o site do Ambiente de Debate Interativo – ADI, no endereço www.adi.proinfo.mec.gov.br.

Não se pode perder!

4 de fevereiro de 2006

MEU INCÔMODO AMBIENTAL

Este título - MEU INCÔMODO AMBIENTAL - foi tema de um "paper" durante o curso de especialização em Gestão Ambiental. Aproveitarei para transformá-lo em uma coluna permanente (provavelmente semanal) comentando sobre as situações peculiares no meio-ambiente diuturno das cidades e do meio rural.
Aproveitarei no primeiro momento é claro, as observações efetuadas nas cidades do oeste paraense. Espero me satisfazer e aos meus leitores.
Então veremos o que vai sair.

1 de fevereiro de 2006

AVEIRO - PARÁ

Aveiro, no Oeste do Pará.
Município e cidade com grandes problemas ambientais. Pequeno e com renda própria reduzida tenta construir sem destruir. Mas enfrenta alguns questionamentos desagradáveis:
  1. A cidade está na Flona Tapajós. Além dela também fazem parte uma parte do Paque Nacional da Amazonia e a Reserva Extrativista Arapiuns-Tapajos. Um senão: o município tem 224 anos de existência e as áreas de proteção ambiental por volta de 30 anos. Como crecer nestas condições?
  2. O apoio que o Governo Federal concede está restrito à algumas fiscalizações esporádicas e ao criadouro de tartargas do Tabuleiro de Monte Cristo.