
Santarém. Anos 60. Travessa 15 de agosto.

O Amazonas foi declarado em "estado de emergência" pelo governador Eduardo Braga, devido às inundações que são consideradas as piores dos últimos 54 anos, ameaçando 175 mil pessoas. "A situação é muito grave e milhares de famílias serão desalojadas", disse o governador Eduardo Braga, especificando que as enchentes atingem 24 municípios e devem afetar também a capital Manaus, prejudicando inclusive a atividade industrial na zona franca.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o nível dos rios Negro e Solimões subiu a uma altura registrada pela última vez em 1955, quando parte da região ficou debaixo da água.
A Defesa Civil prevê que cerca de 50 mil pessoas que vivem em áreas ribeirinhas de Manaus terão que ser desalojadas nos próximos dias.
No interior do estado, outras 34 mil pessoas já foram afetadas direta ou indiretamente pelas inundações, que podem levar inclusive à mudança temporária de mais 90 mil pessoas.
O departamento de Defesa Civil anunciou o envio de 312 toneladas de alimentos, enquanto o Ministério da Saúde se prepara para levar equipamentos médicos, remédios e vacinas às cidades onde que a situação é mais grave.
Além disso, as autoridades enviarão colchões e roupas para ajudar os desabrigados.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, advertiu também sobre uma possível escassez de água potável na região.
Segundo o serviço meteorológico, as previsões indicam que as fortes chuvas durarão pelo menos mais sete dias.
O prefeito interino José Maria Tapajós incluirá Santarém, logo mais às 18h, como área em Estado de Emergência.
O decreto já está devidamente alinhavado.
Motivo: as chuvas e cheia dos rios Tapajós e Amazonas que castigam o município.
Coincidência: neste mesmo dia em 2008 a então prefeita Maria do Carmo tomava essa decisão que hoje seu sucessor repete.
Bem que por aqui, o Nosso Guia local poderia fazer o mesmo. Não pelos motivos de Santarém, mas de tão avacalhada que anda a cidade.