Geologia e Ambiental

31 de dezembro de 2009

Infidelidade Masculina é Bom pro Amor...

Podemos continuar sendo infiéis. Leiam abaixo:
No livro Les hommes, l’amour, la fidélité ("Os homens, o amor, a fidelidade"), Maryse Vaillant diz que a maioria dos homens precisa de “seu próprio espaço” e que para eles “a infidelidade é quase inevitável”.
Segundo a autora, as mulheres podem ter uma experiência “libertadora” ao aceitarem que “os pactos de fidelidade não são naturais, mas culturais” e que a infidelidade é “essencial para o funcionamento psíquico” de muitos homens que não deixam por isso de amar suas mulheres.
“A maioria dos homens não faz isso por não amar mais suas mulheres, Pelo contrário, eles simplesmente precisam de um espaço próprio”, diz a psicóloga.
“Para esses homens, que são na verdade profundamente monógamos, a infidelidade é quase inevitável”, afirma.
Para Vaillant, os homens que não têm casos extraconjugais podem ter “uma fraqueza de caráter”.
“Eles são normalmente homens cujo pai era fisicamente ou moralmente ausente. Esses homens têm uma visão completamente idealizada da figura do pai e da função paternal. Eles não têm flexibilidade e são prisioneiros de uma imagem idealizada das funções do homem”, afirma ela.
 Fonte: BBC Brasil

Tipping Point

Dados preliminares do projeto Mudanças Climáticas Impactantes no Brasil, colaboração entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Met Office Hadley Centre, do Reino Unido, indicam que o aquecimento global e desmatamentos podem causar grande impacto na floresta amazônica e também afetar o clima local e regional.
Além disso, de acordo com o Inpe, reforçando conclusões de estudos anteriores, a pesquisa aponta que o desmatamento em grande escala poderá tornar o clima mais quente e seco.
Se mais de 40% da extensão original da floresta amazônica for desmatada, pode significar a diminuição drástica da chuva na Amazônia Oriental. Esse percentual, ou aquecimento global entre 3°C e 4°C, representaria o tipping point, ou seja, o ponto a partir do qual parte da floresta corre o risco de entrar em colapso.
O projeto foi apresentado nesta quarta-feira (9/12) durante evento do Met Office na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), em Copenhague.
 Fonte: Agência Fapesp

30 de dezembro de 2009

Onde o Calo Apertou?

Numa cidade tão pequena e rica como Itabira (MG), berço da Companhia Vale, a crise financeira ceifou um emprego a cada 74 habitantes nos últimos 12 meses. O cenário já foi pior, quando empresas iniciaram cortes que atingiram o pico de 2 mil trabalhadores. Afetada diretamente pela crise global, que reduziu de forma drástica a demanda por produtos siderúrgicos, a Vale se viu obrigada a dispensar 150 funcionários e a fazer contenções em sua planilha de custos. Tudo para se ajustar a uma queda de 35% da produção desde o primeiro semestre de 2008.
Cerca de 90% dos demitidos pela Vale, segundo o sindicato da categoria, eram funcionários antigos, que puderam antecipar a aposentadoria. Mesmo assim a crise se alastrou. A empresa gera 3 mil empregos diretos e 1.200 indiretos. "A nossa cidade pagou um preço muito alto nessa crise", afirma o presidente do sindicato Metabase, Paulo Soares de Souza. "A Vale divulgou que o pior da crise já passou, começou a admitir novamente, mas a recuperação está muito tímida."
Segundo o prefeito João Izael Querino Coelho (PR), o planejamento urbano de Itabira teve de ser repensado. A arrecadação de impostos sobre a mineração e circulação de mercadorias caiu R$ 40 milhões. "O cenário ainda é muito obscuro. O que parecia uma gripe forte, foi uma pneumonia mesmo", diz Coelho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Lei de Mudanças Climáticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta segunda-feira, com três vetos, a Lei de Mudanças Climáticas, que fixará a meta de redução de emissão de CO2 entre 36,1% a 38,9% até 2020. Os vetos - de um total de dez recomendados pelos ministérios - foram definidos em reunião entre Lula e os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e de Minas e Energia, Edison Lobão.
Um dos vetos, pedido pelo ministério de Minas e Energia, elimina uma determinação de o País abandonar "paulatinamente" o uso de combustíveis fósseis. "O Ministério de Minas e Energia pediu para tirarmos a ideia do abandono dessas fontes, que estava no artigo 4º, inciso terceiro da lei", disse Minc, alegando que a proposta é estimular fontes limpas e não necessariamente deixar de usar por completo fontes não renováveis.
Outro veto, solicitado pela AGU (Advocacia Geral da União), consiste em dispositivo que estava previsto na lei que proibia contingenciamento de recursos para o enfrentamento das mudanças climáticas. "Essa foi uma interpretação técnica, pela qual uma lei ordinária não pode tratar de contingenciamentos ao orçamento", esclareceu Minc.
Outro veto mais amplo afeta diversos itens do artigo 10º, principalmente um que limitava a usinas hidrelétricas de pequeno porte as políticas de estímulo governamentais. Segundo Minc, o governo também quer estimular usinas de grande porte, por isso não cabia especificar o apoio apenas a usinas de pequeno potencial.
Segundo o ministro, a Lei de Mudanças Climáticas precisa agora de um decreto a ser formulado pelo governo, que estabelecerá as metas específicas de redução para cada setor da economia, como mineração, transporte, agronegócio, construção civil e geração de energia. Minc disse que não há prazo específico para o decreto, mas o governo trabalhará o mais rapidamente possível para conclui-lo.
Minc também fez elogios ao papel que o Brasil desempenhou na reunião do clima em Copenhague, afirmando que foi reconhecido por todos os países "o protagonismo do Brasil". "O mundo percebeu isso por nossas metas ousadas e pela nossa posição de cobrança e até pelo compromisso de colocar dinheiro (para financiar políticas de redução de emissões)", disse Minc.

29 de dezembro de 2009

A História dos 3 Porquinhos por um Engenheiro

COMO UM  ENGENHEIRO CONTA HISTÓRIA PARA O FILHO DORMIR
O  filho quer dormir e pede ao pai (engenheiro) para contar uma história. Ele conta a dos três porquinhos.
"Meu  Filho, era uma vez três porquinhos, P1, P2 e P3, e um Lobo Mau, por definição, LM, que os vivia atormentando.
P1 era sabido e já era formado em Engenharia.
P2  era  arquiteto  e  vivia em fúteis devaneios estéticos, absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos.
P3 fazia Estilismo e Moda.

LM,  na  Escala  Oficial  da ABNT para medição da Maldade (EOMM), era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa  decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem  escrúpulos e cobiçava a propriedade  que  pertencia  aos Pn (onde 'n' é um número natural e varia entre  1  e  3),  visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica.
Mas, nesse promissor perímetro, P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.
Já  P2  montou  uma  casa de blocos articulados feitos de mogno, que mais parecia um castelo lego tresloucado.
Enquanto  P3  planejou  no  Autocad  e  montou ele mesmo, com barbantes e isopor  como  fundamentos,  uma  cabana de palha com teto solar, e achava aquilo 'o máximo'.
Um dia, LM foi até a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:
-  'Uahahhahaha,  corra,  P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o CREA  para  denunciar  sua  casa  de  palha  projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual!'
Ao  que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do CREA já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.
Mas  quando  chegou  lá,  encontrou  LM  à  porta,  batendo  com força e gritando:
-  'Abra  essa  porta,  P2,  ou  vou  gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace,   para  denunciar  que  você  usou  madeira  nobre  de  áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no concreto.'
Antes  que P2 alcançasse a porta, esta foi posta abaixo por uma multidão ensandecida  de  eco-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam  os destroços,  pixando  e  entoando palavras de ordem.  Ao que segue  P3  e P2 correm para a casa de P1.  Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
P1: 'O que houve?'
P2:  -  'LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.'
P3:  -  'Não  temos  para onde ir. E agora, que eu farei?  Sou apenas um formando em Estilismo e Moda!'
Tum-tum-tum- tum-tuuummm! !!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é esse.)
LM:  -  'P1,  abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do CREA em cima de você!!! e se for preciso até aquele tal de CONFEA.'
Como  P1  não  abria  (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do...do... estilista), LM chamou os fiscais. Quando estes lá chegaram, encontraram todas as obrigações e taxas pagas e saíram sem nada argüir. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o  Greenpeace,  mas  todo  o  projeto  e  implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.
Cansado  e  esbaforido,  o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém  super  comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de  P1  pela parede, subiu até a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadi-la.
Mas  quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado  por  P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma  catapulta  que impulsionou, com uma força de 33.300 N (Newtons), LM para cima com uma inclinação de 32,3° em relação ao solo.
Este  subiu  aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade vertical chegou a zero, a 200 metros do chão.
Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o Papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8m/s², calcule:
a) a massa corporal do lobo.
b)  o  deslocamento  no  eixo  'x'  do  lobo, tomando como referencial a chaminé.
c)  a  velocidade  de  queda de LM quando este tocou o chão (desconsidere o atrito pela resistência do ar).
 
Boa noite!"

Dicas

Do site EcoDesenvolvimento:
Para reduzir o consumo de água no banheiro, encha uma garrafa PET, tampe-a e coloque dentro do vaso da descarga.
Assim, ela ocupará um espaço que seria da água e fará com que o equipamento encha mais rápido. Dessa forma, você evita o gasto desnecessário de água sem impactar a eficiência da descarga.
Você irá economizar a quantidade de água relativa ao tamanho da garrafa. Ou seja, uma garrafa de um litro representa um litro a menos de água a cada descarga.
 Agora vamos discutir a medida sugerida acima:
  • E se o "torete" não descer com a quantidade de água da caixa? Dar outras descargas? E aí se gastaria mais água...

28 de dezembro de 2009

Erupção Profunda

Da Agência FAPESP:
A mais profunda erupção vulcânica de que se tem notícia foi descoberta no Oceano Pacífico, próximo aos arquipélagos de Fiji e Samoa, a 1,2 mil metros abaixo da superfície. Indícios da existência do vulcão submarino, denominado West Mata, foram encontrados no fim do ano passado, mas confirmados apenas em maio último.
Vídeos e fotos da erupção podem ser vistos em: www.noaanews.noaa.gov/stories2009/20091217_volcano2.html
 

Sob Nova Direção

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem um novo diretor de Licenciamento Ambiental: o servidor de carreira Pedro Alberto Bignelli, que substitui Sebastião Custódio Pires.


Quanto tempo seu fígado será sadio, com tantas pressões do MME para a liberação da licença ambiental de Belo Monte? As apostas estão na mesa.

NOVA MINERAÇÃO?

A FAPESP e a Vale S.A. assinaram, na última quarta-feira (23/12), um acordo de cooperação para apoiar a pesquisa científica, tecnológica ou de inovação em áreas como mineração, energia, biodiversidade e produtos ferrosos para siderurgia.

O acordo prevê investimentos de até R$ 40 milhões, metade de cada instituição. As áreas de pesquisa contempladas vão desde o campo da mineração –, atividade fundamental da empresa –, até áreas como ecoeficiência, biodiversidade, geotecnia, busca de novas rotas de biocombustíveis e melhoria da eficiência energética.

Concurso do DNPM


As inscrições deverão ser efetuadas via internet, no endereço eletrônico www.movens.org.br, solicitadas no período entre 10 horas do dia 18 de janeiro de 2010 e 23 horas e 59 minutos do dia 31 de janeiro de 2010, observado o horário oficial de Brasília/DF.

Desvendando a Geologia VI

A última parte do vídeio Rochas Vivas - Uma Introdução à Geologia:

27 de dezembro de 2009

Concurso da Petrobrás

A Petrobras lançou nesta segunda-feira (21/12) o Edital nº1 (Petrobras/PSP-RH-1/2009) para concurso destinado ao preenchimento de 622 vagas para 56 cargos de nível médio e superior. Dentre as vagas oferecidas há 28 para geólogo junior e nenhuma para geofísico.
A inscrição deverá ser efetuada, no período de 12 a 29/01/2010, na página da FUNDAÇÃO CESGRANRIO (www.cesgranrio.org.br).
O edital contraria a expectativa do Gerente Geral de Exploração Mario Carminatti, que afirmou em novembro em entrevista ao Geofísica Brasil que a demanda da Petrobras por novos geofísicos e geólogos seria de 80 por ano de cada especialidade.


Concurso Público



DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL
EDITAL Nº 12, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2009
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS E FORMAÇÃO DE CADASTRO RESERVA

O DIRETOR-GERAL DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL - DNPM, no uso de suas atribuições, considerando a autorização contida na Portaria/MPOG n.º 184, de 8 de julho de 2009,  publicada no Diário Oficial da União em 9 de julho de 2009, torna pública a realização de concurso público para provimento de cargos e formação de cadastro reserva, tendo em vista o disposto na Lei n.º 11.046, de 27 de dezembro de 2004, no Decreto n.º 6.944, de 21 de agosto de 2009, e demais dispositivos legais pertinentes.

PUBLICADO NO DOU SEÇÃO 03 PÁG. 191. EM 23/12/2009.  
MAIS INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI.

26 de dezembro de 2009

Novo Código Mineral em Janeiro

A proposta de novo código de mineração será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na primeira quinzena de janeiro, informou ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Segundo ele, serão dois projetos: o primeiro tratará do código em si e tem o objetivo de modernizar a legislação, e o segundo abordará a questão dos royalties que serão cobrados, daqui para frente, sobre a exploração de recursos minerais. O governo quer elevar os royalties.
 Fonte: Estadão

CONFUSÃO À VISTA...À PRAZO...E REAL!

Leitor não contumaz do blog envia email comunicando que:
"Por conta de salários atrazados, os professores indígenas de Jacareacanga tentaram invadir a casa do prefeito local e da tesoureira. A ação demonstrou ser infrutífera, pois os dois "servidores" não se encontram há dias na cidade. A insatisfação é tanta que eles pretendem se deslocar a Itaituba e se instalar na chácara onde o prefeito mora para ter uma solução do caso, ainda este ano".
O leitor acima ainda desfia uma série de comentários que não terão espaço por se tratarem de acusações sérias, que ainda não cabe neste espaço virtual. Se forem confirmadas (já foram divulgadas em outro blog), também nós as publicaremos imediatamente.

Garimpeiros em Áreas Indígenas


Cinco grandes balsas de garimpo de ouro estão trabalhando a todo vapor no Rio Boia, afluente do Rio Jutaí, no sudoeste do Amazonas. São dragas mecanizadas, operadas por pelo menos cinco funcionários cada, que puxam o cascalho do leito do rio e jogam em esteiras, criando enormes bancos de areia e desmatando suas margens. O garimpo nessas condições é crime ambiental.


Balsa de garimpo com 'funcionários' encapuzados no rio Bóia durante expedição da FUNAI

As balsas foram encontradas no dia 20 pela expedição da Frente de Proteção Etnoambiental do Vale do Javari, realizada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em parceria com o Centro de Trabalho Indigenista e acompanhada pelo Estado. 
Cerca de 30 funcionários, não identificados, estavam encapuzados dentro das balsas. O uso do mercúrio, altamente tóxico, é comum para finalizar o processo de extração do ouro. Os primeiros indícios da operação de balsas de garimpo no Rio Boia foram encontrados a 405 quilômetros ao sul da cidade de Jutaí (AM) no dia 11 de dezembro. Bancos de areia recém-formados indicavam que o leito do rio havia sido revolvido pelas dragas. Uma primeira balsa, mais simples, foi encontrada por funcionários da Funai escondida em um igarapé.

22 de dezembro de 2009

22 DE DEZEMBRO...

Há 22 anos estávamos nos preparando para a grande partida da vida profissional: a colação de grau universitária.

PS: O "ARRAIA" JÁ ME CORRIGIU. SÃO 32 ANOS...CARAMBA COMO FICAMOS VELHOS.



Depois disso...alguns aposentados, outros ainda lutando contra a maré - que já está bem "maneira" - e uns poucos "surfando" com tranquilidade.
Muita coisa mudou...algumas centenas de fios de cabelo a menos, bastante cabelos brancos e, principalmente, muita sabedoria adquirida e nem sempre colocada em prática.







21 de dezembro de 2009

A Morte de um Batalhador pelo Meio Ambiente

Do Amazônia:

Glenn Switkes, ambientalista e diretor da International Rivers, morreu na madrugada de hoje (21), à 1h45, no Hospital Samaritano, em São Paulo.  Ele sofria de câncer nos pulmões, em estado terminal.

O ambientalista era americano, mas vivia no Brasil, onde era responsável pela campanha na América Latina da organização International Rivers.
Ele se uniu à organização em 1994 para facilitar a articulação de uma campanha contra um projeto de hidrovia, que pretendia abrir um canal de navegação através da segunda maior bacia hidrográfica da América Latina, com potenciais danos ao meio ambiente, em espacial ao Pantanal.
Mais recentemente, Switkes ajudava a facilitar a criação de uma rede de grupos que trabalhassem pela proteção dos rios da Amazônia, particularmente à luz dos planos de se construir um complexo de 70 grandes barragens na região, e de converter três dos principais afluente do rio Amazonas - Madeira, Tapajós e Xingu - em hidrovias industriais.

Recentemente. Glenn esteve em Itaituba num simpósio organizado para discutir a implantação das Hidrelétricas do Tapajós.

Pilhagem no Iraque

PILHAGEM NO IRAQUE (1)

Inicia-se a pilhagem do petróleo iraquiano - Exxon/Mobil e Shell tomaram um dos maiores campos de petróleo do mundo. As tropas norte-americanas e britânicas, no início da invasão ao Iraque, em 2003, denominaram seus acampamentos provisórios de "Camp Exxon" e "Camp Shell".
Agora, a história os justificou, quando o governo-fantoche do Iraque cedeu oficialmente os direitos de exploração do gigantesco campo petrolífero de Kurna Ocidental - uma das maiores reservas de petróleo do mundo - exatamente às referidas multinacionais. A região de Kurna Ocidental esconde em seu subsolo um tesouro inestimável. Suas reservas, comprovadas por pesquisas sismológicas, superam todas as demais reservas petrolíferas iraquianas, que totalizam hoje 115 bilhões de barris. Mas o valor da reserva específica de Kurna Ocidental aumenta por causa do fato de que trata-se de dois campos facilmente exploráveis sob o ponto de vista de extração e mais lucrativos por causa do baixo custo de refino no mundo. Nos contratos de exploração, cuja duração é de 20 anos, as parcelas para cada um dos novos "donos" do petróleo iraquiano foram calculadas de acordo com a participação e contribuição à guerra dos EUA e da Grã-Bretanha. Assim, a Exxon/Mobil abocanhou a "fatia do leão" (80%) do total das reservas, enquanto, o desdentado Império Britânico deverá ficar satisfeito com a parcela-saldo das reservas destinada à Shell (20%).
(Falah El Shakir - sucursal do Grande Oriente Médio/Redação).

PILHAGEM NO IRAQUE (2)

Direito a subvenção - As duas multinacionais agraciadas (Exxon/Mobil e Shell) serão, ainda, subvencionadas pelo governo-fantoche de Bagdá com US$ 1,90 por barril extraído, enquanto, de novo, o referido governo agradecido assumirá todos os custos de modernização das instalações de extração e demais equipamentos dos dois campos, custos estes que, no decorrer dos 20 anos de vigência dos contratos, totalizarão US$ 50 bilhões! "Business is business" (na Mesopotâmia, principalmente) . Trata-se dos dois primeiros contratos formalizados entre o governo-fantoche e multinacionais petrolíferas após a ocupação do país, porque as petrolíferas multinacionais esperaram, pacientemente, primeiro a "estabilização da situação de segurança", antes de ligarem outra vez suas bombas de sucção na sangrenta Mesopotâmia. O anterior "big deal" havia sido definido poucos dias antes e referia-se aos exclusivos direitos de exploração de um outro gigantesco
campo iraquiano em Ramala, cujas reservas são avaliadas em mais de 17 bilhões de barris comprovados, os quais serão cedidos de mão beijada à petrolífera britânica British Petroleum (BP) e à chinesa National Petroleum Corp. (CNPC), que dividirão o butim em 38% e 37%, respectivamente. De acordo com o "contrato leonino", a produção do imenso campo deverá ser triplicada nos próximos anos, sempre às custas do referido governo iraquiano, enquanto as duas empresas petrolíferas que o explorarão, calcula-se, registrarão lucros superiores a US$ 2 bilhões anuais cada.
(Falah El Shakir - sucursal do Grande Oriente Médio/Redação).

Desvendando a Geologia V

Apresentamos a 5a. parte do vídeo Rochas Vivas:

20 de dezembro de 2009

Opinião

Na edição deste domingo do Diário do Pará pode-se ler uma artigo do deputado Jáder Barbalho opinando sobre a divisão - tão almejada por tapajônicos e carajaenses - do estado do Pará.
Sensata a sua opinião.

Esperanças...

O presidente do TRE paraense, João Maroja retornou às férias interrompidas, nesta 5a. feira.
A primeira medida que tomou foi a de determinar, através de portaria, que "fossem vetadas quaisquer posses judiciais de prefeitos e vereadores antes de 07 de janeiro, quando termina o recesso da Justiça Eleitoral".

Isto posto podemos dizer que todos os cassados não afastados de seus cargos continuarão com a espada de Dâmocles suspensa em seus "cangotes".
Também não significa que continuarão em seus cargos após esta data.

19 de dezembro de 2009

Autoridade Desproporcional

Do Amazônia.org.br:

Os deputados aprovaram, nesta 5a. feira, um projeto de lei que altera as regras de licenças ambientais em todo país. Por 317 votos a favor e 17 contra, os parlamentares definiram que as licenças serão concedidas levando-se em conta o tamanho e o impacto das obras: se for uma obra nacional, a licença será de um órgão federal; impacto estadual, órgão estadual; impacto local, órgão municipal. Os deputados também tiraram autonomia do Conama para dar a resposta final em caso de conflitos. Agora, dúvidas sobre o licenciamento serão resolvidos por uma comissão formada por representantes do Conama, e dos governos federal, estadual e municipal.


Pelo projeto aprovado pelos deputados e que segue agora para o Senado é de prerrogativa exclusiva da União a concessão de licenças para obras em áreas situadas no mar territorial, incluindo as explorações do pré-sal; terras indígenas, áreas militares ou nos casos de obras que abranjam mais de um Estado, como ferrovias ou hidrelétricas.
 Este é, na opinião do blogger, uma autoridade desproporcional à competencia dos membros participantes. Todos sabemos que, nos estados e nos municípios existe uma "cooperativa" poderosa para arrecadar mundos e fundos sem a mínima preocupação ambiental.

18 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS

PARA TODOS OS LEITORES CONTUMAZES OU NÃO DO "AGONIA OU ÊXTASE":


Mensagem de Natal e Ano Novo



Este cartão vai, em especial, para aqueles a quem dedico uma saudade especial: meus pais e o Juca Arruda...

Prá Comemorar...

Lara Rebelo Cabral!

Uma futura enfermeira! Pelo IESPES.

Alguém vai cuidar da saúde deste "velho" num futuro próximo. Talvez daqui a 40 anos...rsrs..

Parabéns, filhoca.

E o Processo Valmir x Roselito andou...

Juntado Parecer da Procuradoria Regional Eleitoral " (...) Há provas mais que suficientes para atestar que a doação de cestas básicas (fato este inconteste nos autos) tinha clara intenção de captar os votos dos eleitores presentes, sendo imperioso ao MPE opinar no mesmo sentido do supracitado parecer."

O processo que se move contra o prefeito Roselito Soares da Silva e suas cestas básicas ganhou a movimentação acima.
Belo presente de Natal!

8 de dezembro de 2009

MATADOUROS DE ITAITUBA NAS GARRAS DA ADEPARÁ E MP

Os matadouros de Itaituba, que abatem o gado para abastecer a cidade fora interditados - tal qual aconteceu em Santarém - pelos fiscais da ADEPARÁ,  a pedido do Ministério Público.

Só sobrou na praça o Frigorífico do Tatá, que deu início ao desmonte dos matadouros onde perdurava a falta de instalações adequadas para o abate do gado.

Resta saber se vai se feito um Termo de Ajustamento de Conduta - TAC - com os interditados ou se os mesmos só irão funcionar após cumprirem todas as etapas de licenciamento ambiental e sanitário previsto.

CADASTRO TERRITORIAL MULTIFINALITÁRIO


 

O Ministério das Cidades fixou diretrizes para a criação do Cadastro Territorial Multifinalitário. A portaria foi publicada hoje (8) no Diário Oficial da União. O cadastro deverá apoiar a ação fiscal dos municípios brasileiros na tributação imobiliária.
Na prática, o cadastro deverá disponibilizar informações sociais, urbanísticas e fundiárias, além de dados referentes à oferta de serviços públicos que poderão instruir a gestão municipal e a elaboração de planos e projetos de desenvolvimento urbano.
De acordo com o Ministério das Cidades, o cadastro também vai desempenhar um papel importante no lançamento dos tributos imobiliários (especialmente o IPTU) e no suporte à aplicação dos instrumentos de política urbana, como a regularização fundiária, a cobrança do uso do espaço público, as operações urbanas e o cumprimento da função social da propriedade.

MP E ADEPARÁ FISCALIZAM MATADOUROS EM SANTARÉM


Em Santarém, o Ministério Público do Estado, por meio dos promotores de justiça Hélio Rubens Pinho Pereira e Harrison Henrique, promoveu fiscalizações nos matadouros da cidade, em conjunto com técnicos da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará). Na ação, que ocorreu em uma semana, foram fiscalizados onze estabelecimentos, sendo quatro interditados. O MP vai firmar Termos de Ajuste de Conduta (TAC), para adequação dos matadouros. Três TACs já foram assinados.
A ação aconteceu após denúncias recebidas pelo MP, da ilegalidade de funcionamento dos matadouros da cidade, tanto com relação ás licenças e registros necessários para o funcionamento, bem como pelas condições sanitárias , que comprometem a qualidade da carne comercializada em
Santarém. A Adepará foi representada pelo diretor técnico agropecuário e florestal, Sandro Lemanski, e pelas veterinárias Eliane Costa, Susiclay de Barros e Lorena Lobato.

Os proprietários dos frigoríficos Vitória, Frigosan e Mararu já assinaram o Termo de Ajuste de Conduta, que estabelece prazos e que tipo de adequações devem ser providenciadas. Em caso de descumprimento , a multa é de R$ 1 mil diários.
Os três estabelecimentos se comprometem a apresentar ao serviço de inspeção oficial, no prazo de cinco dias, o projeto arquitetônico executivo já existente das instalações, memorial descritivo da construção e econômico-sanitário. Após a resposta, deverá agir conforme as conclusões da
análise dos projetos. Também devem solicitar à secretaria municipal de Meio Ambiente o pedido de licença para instalação do matadouro.

No TAC estabelecido com os frigoríficos Vitória e Mararu, os proprietários se comprometem a contratar um médico veterinário no prazo de 20 dias, para atuar como responsável técnico; em 60 dias, apresentar manual de boas práticas de fabricação elaborado pelo veterinário; em 20 dias, instalar
telas em todas as aberturas que dão acesso ao bloco industrial e instalar bomba dosadora de cloro.

Com relação às obrigações impostas ao proprietário do Frigosan, consta que dez dias após a aprovação do projeto executivo das instalações, as obras de adequação devem ser iniciadas. No prazo de três meses, deve ser comprovada a execução de 25% das obras. Em seis meses, 50%; em nove meses, 75% e em doze meses, 100%. Após a conclusão das obras, deve em cinco dias apresentar o
pedido de instalação da atividade e aprovação da rotulagem no serviço de inspeção oficial.

A fiscalização ficará sob a responsabilidade do Ministério Público, com auxílio da Adepará e demais órgãos ambientais competentes.


Protejam nossos ouvidos!

O comércio de Itaituba está arrasando!

Contrataram todos os que possuem as caixas de som e/ou carros mais estrondantes na cidade.
E os ouvidos dos clientes que se protejam por si só, porque ninguém faz nada sobre isso.

Justo agora a SEMMA resolveu entrar de recesso...
E, claro, o MP deve estar muito ocupado ou seus membros não saem dos gabinetes para constatar essa agressão ambiental.

7 de dezembro de 2009

Cassação: Na cola de Belém...

A prefeita de Aveiro, Maria Gorete Dantas foi cassada do cargo pelo juiz eleitoral da 34a. zona.
A sentença manda que seja afastada imediatamente do cargo.

A dúvida é se assume o segundo colocado, que teve seu registro impugnado pela Justiça Eleitoral ou se haverá nova eleição no município.
Com certeza, a prefeita vai tentar seguir o exemplo de seu colega de infortúnio de Belém: uma medida liminar que a mantenha no cargo.
Se seguir os ritos ela conseguirá.

Recesso!?

A SEMMA/Itaituba está de recesso até 04/janeiro/2009.
Nem trabalharam em 2008...
Não adianta rir...

Meio de Campo Poderoso!

Com a anunciada assunção de Priante ao cargo de prefeito de Belém, um poderoso meio de campo está sendo formado para "municiar" o ataque do PMDB ao cargo máximo no Pará: o do governo do estado.

Ainda falta definir um "reserva de luxo" no time: o cargo de prefeito de Itaituba, que adormece em um "embargo de nádegas" do procurador Ubiratan Cazetta.

O problema do "ataque" são os reservas, que só sugam o sangue dos titulares sem entrar em campo... E se aqui em Itaituba tem de sobra imagine no resto do estado.
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Atualizado às 14:05 hs.:

Rádio Liberal AM acabou de anunciar que foi concedida a medida cautelar à volta de Duciomar Costa ao cargo de prefeito de Belém. 
Que azar...

Desvendando a Geologia III

Continuando a saga das Rochas Vivas, apresentamos a 3a. parte:

6 de dezembro de 2009

Do Inferno ao Céu em 90 Minutos

Um jogo de futebol...
Deveria durar apenas 90 minutos, mas prolongou-se um pouquinho mais.

E, no final veio a alegria, apesar do nervosismo, dos erros do adversário e, principalmente, de seus próprios tropeços.

Assim, o Botafogo, com a ajuda lá de cima" do Juca Arruda não se despede, de forma melancólica da Divisão da elite do futebol brasileiro. Mas que fique o aviso aos cariocas...

O Palmeiras não merecia ser campeão. Com uma vantagem enorme em relação aos adversários viu cair por terra, por água e pelo mar, com um time medíocre e covarde. E ainda perdeu a vaga da Libertadores para o Cruzeiro. Vexame do ano!

O São Paulo achou que poderia continuar a ser o Jason, aquele que chega na final e atropela todo mundo, mas não contava com as "pedras" Botafogo e Goiás. Ganhou o prêmio da Libertadores. E só!

Imagine um arqui rival depender de outro... Se o Inter não o fez por si, por que esperar que o Grêmio fosse seu salvador? Um vice é o suficiente pra quem tropeçou demais...

O Flamengo...é o campeão. Com todos os méritos e pelas próprias pernas, braços, cabeças e corações de seus jogadores e, principalmente, de seus fanáticos torcedores.

Ano que vem tem mais. Dores e Alegrias são as receitas de nossa vida.

Dia de Decisão

Hoje tem um montão de decisões:
  • Fogão, do eterno amigo Juca Arruda, do Jeso Carneiro, do Jota Ninos, do Jota Parente, do Jota Piteira, do Jota Brasil Rebelo e muitos outros Jotas e demais letras briga pra não cair;
  • Nense, do meu sobrinho Luiz Antonio e dos parceiros da esquina da casa em Santarém que vai matar mais um "leão" pra continuar na elite do futebol; 
  • A Coisa, esta "coisa" de um monte de enjoados torcedores - minhas filhas (???), Liberal, Danilo, etc- que quer ser campeão brasileiro (uns dizem que é hexa - e o Sport Recife rejeita - e outros tantos que é só penta;
Quem sobrevevirá aos torcedores?

4 de dezembro de 2009

BELÉM VAI MELHORAR!

Anunciada a cassação do prefeito Duciomar Costa, de Belém, pela acusação de abuso de poder econômico.

Outros "meninos e meninas" tem que ficar de olhos bem abertos pra não receber o mesmo presente de Natal antecipado da Justiça Eleitoral.

2 de dezembro de 2009

Subindo...

Do Mining. com:
A possibilidade de uma realização de lucros na bolsa levou o ouro, pelo segundo mês consecutivo, à liderança do ranking de investimentos em novembro. Com valorização de 15,03%, o ouro superou o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), que rendeu 8,94% no período. Desde julho, o Ibovespa mantinha a primeira posição do ranking.
Mesmo sem a liderança nos últimos dois meses, o índice já soma 78,55% de valorização - dez vezes mais que os fundos de renda fixa, segundo colocado no ranking, com 7,51%. Esse rendimento abre perspectiva de uma realização de lucros em breve, que levaria a uma queda na bolsa. Os aplicadores já estariam tentando fugir dessa desvalorização.

Nasce Um Novo Estado

Em votação simbólica, o Senado aprovou na terça-feira o projeto de decreto legislativo que autoriza o Tribunal Regional Eleitoral do Pará a realizar plebiscito sobre a criação do chamado Estado do Carajás.


Veja a localização de onde ficará o Estado do Carajás, se aprovado
Veja a localização de onde ficará o Estado do Carajás, se aprovado
O texto encaminhado à Câmara dos Deputados prevê que o novo Estado na Região Norte será formado por 38 municípios do sul e sudeste do Pará, onde vivem 1,4 milhão de pessoas, com extensão de 280 mil quilômetros quadrados. O plebiscito será realizado nesses municípios, seis meses após a publicação do decreto.

Relator do projeto, o senador Valter Pereira (PMDB-MS), endossou a justificativa do autor da proposta, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), de que as "enormes distâncias no Pará dificultam as ações da administração pública estadual, resultando dessa maneira na impossibilidade de implantação e gerenciamento de programas e projetos de interiorização e desenvolvimento".

No novo Estado, se for criado, o principal centro urbano será Marabá, com 200 mil habitantes e - segundo os senadores - terá sua economia baseada na agropecuária, extração de madeira e na exploração de minério de ferro e de outros minérios. E vai sediar a Represa de Tucuruí e a Serra de Carajás.


Fonte: Agencia Estado

ENQUANTO ISSO, NO AMAPÁ...

A Assembléia Legislativa do Amapá aprovou, ontem (1), três requerimentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Mineração, durante sessão ordinária da Casa.  Dentre os pedidos aprovados está a solicitação de que seja realizado um levantamento da destinação da madeira retirada para a implantação dos projetos de mineração Amapari e Serra do Navio.
O pedido de esclarecimento será encaminhado ao superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), bem como às prefeituras de Serra do Navio (AP) e Amapari (AP), para que forneçam documentos e levantamentos feitos e destinados às empresas mineradoras.  A CPI também pede aos diretores do Instituto do Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap), da Secretária do Meio Ambiente (Sema), que verifiquem a destinação da madeira retirada pelos projetos de Amapari e Serra do Navio.
Outro requerimento solicita o levantamento de todas as denúncias feitas sobre a situação da exploração de madeira, feitas pelas empresas de mineração de 2002 até os dias de hoje.  O deputado Ruy Smith (PSB) pediu os autos do processo policial referentes à operação Toque de Midas, da Polícia Federal (PF)- deflagrada em julho do ano passado, após uma denuncia de irregularidades na licitação da estrada de ferro que pertencia à indústria mineradora Icomi-, para apurar o possível envolvimento de autoridades na fraude.
A CPI investiga as atividades mineradoras do Estado e seus impactos sociais, ambientais e econômicos.  Durante a seção de ontem, foram apresentados 13 requerimentos para apreciação dos parlamentares, todos de autoria do presidente da CPI, deputado Alexandre Barcellos.  Somente três pedidos foram aprovados por unanimidade.  O deputado Zezé Nunes solicitou que na próxima sessão seja incluída na investigação a região de Cupixi e Porto Grande.  
As informações são do jornal Diário do Amapá.

Minerais e Rochas - Parte I

Acrescentando mais informações sobre a geologia:

1 de dezembro de 2009

Fujões do Debate

Do Salada Verde:

Ibama, Eletrobrás e Funai ignoraram a audiência pública sobre o projeto da usina de Belo Monte marcada para hoje pelo Ministério Público Federal, em Brasília. A idéia era seguir esclarecendo dúvidas de quem pode ser atingido pela obra. Uma centena de pessoas se deslocou do interior do Pará e Mato Grosso para a tentativa de debate. Indígenas de várias etnias (foto) coloriam o salão, muitos portavam bordunas ao lado do corpo e ostentavam cartazes contrários à principal obra do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento.

O sumiço estratégico dos representantes de órgãos oficiais acabou abrindo espaço para mais críticas e promessas de resistência à construção da barragem. Marcos Apurinã, coordenador da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, comentou que povos indígenas reforçarão o movimento contra Belo Monte. "Nem que seja o último índio, não deixaremos isso acontecer, dentro ou fora de terras indígenas. Se o governo Lula diz que o Brasil é um país de todos, mas não quer nos ouvir, paciência, também não ouviremos ninguém", ressaltou.

Procurador da República no Pará desde 1996, Ubiratan Cazeta comentou que o projeto de Belo Monte navega sobre uma "geração energética fantasiosa" e que o Estado brasileiro "vive de aparências" quando o assunto é ouvir a sociedade e avaliar alternativas à usina, que acabará com a Volta Grande do rio Xingu. "Os prometidos 11 mil megawatts de energia serão gerados por cerca de quatro meses no ano. Como garantir que Belo Monte não seja o início de outros aproveitamentos no rio Xingu para viabilizar seu funcionamento? Falta seriedade quando se fala que as alternativas a Belo Monte são termelétricas. Temos potencial de novas tecnologias em implantação, temos discussões sobre repotenciação do parque hidrelétrico já implantado e sobre as perdas de energia acima das médias internacionais em linhas de transmissão e subestações", disse.

Cazeta também lembrou que os projetos de Belo Monte, de cinco usinas para o rio Tapajós e duas termelétricas, tudo previsto para o Pará, precisam ser pesados frente às metas para corte de emissões de gases-estufa que o Brasil assumiu e levará à conferência climática de Copenhague. "Quê isso significa para o país? E o desmatamento com toda essa migração? A população na área da obra também deve dobrar, mas o estudo nada cita sobre emissões de gases de efeito estufa. Se temos metas de redução, temos que ter um modelo de desenvolvimento mais adequado. Enquanto essa discussão não for travada, o licenciamento vai gerar processos judiciais a cada passo", questionou.

Segundo o próprio Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte, serão atraídas para a região mais de 100 mil pessoas, agravando o desmatamento, a pesca e a caça ilegais, além da exploração madeireira e garimpeira. O lago da usina deve alagar cerca de 51 mil hectares de floresta.

Também procuradora da República, Deborah Duprat comentou que os licenciamentos federais tem sido subvertidos por fatores como pressões políticas e econômicas e má qualidade dos estudos de impactos, levando a um aumento no número de condicionantes a cada etapa dos processos - licença prévia, de instalação e de operação. "O que deveria ser estudade e diagnosticado previamente vira condicionante, até que o projeto esteja concluído. Isso é uma subversão do licenciamento", ressaltou.

"Todos os quarenta especialistas que avaliaram as 18 mil páginas do estudo de impacto de Belo Monte também concluíram que o projeto é uma desfiguração do licenciamento. Como maior obra do PAC, deveria ser um exemplo de condução do licenciamento e das discussões públicas, mas a realidade é outra", arrematou o professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP Francisco Hernandez, um dos coordenadores do painel de engenheiros, sociólogos, antropólogos, biólogos, ecólogos e cientistas políticos que analisou o projeto federal.

Importador de Alumínio?

Do portal Mining.com:
A falta de investimentos no setor de alumínio no Brasil deve levar o País a se tornar um importador do metal a partir de 2016, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). Em entrevista exclusiva à Agência Estado, o presidente da entidade, Adjarma Azevedo, afirmou que a capacidade produtiva nacional é de 1,66 milhão de toneladas anuais de alumínio desde 1985.
“A falta de investimentos em novas fábricas fará com que o Brasil passe de exportador a importador do insumo”, disse. No ano passado, o setor exportou 750 mil toneladas de alumínio, enquanto o consumo interno somou 1,024 milhão de toneladas. A expectativa do setor é de que a demanda continue a crescer no mercado doméstico, atingindo 1,6 milhão de toneladas, nível máximo da capacidade de produção.
Para 2020, a entidade prevê consumo interno de 2,072 milhões de toneladas. “A falta de matéria-prima deve levar cerca de 300 empresas a buscar as importações”, afirmou. O principal entrave a novos investimentos em alumínio no País, segundo Azevedo, é o custo da energia, que representa 30% dos custos totais de produção do metal.
De acordo com um estudo realizado pelo setor em 2007, a energia para a indústria de alumínio custava US$ 26,9/MWh na média mundial, enquanto o Brasil era de US$ 37/MWh. Segundo ele, os custos subiram desde então porque o preço da energia aumentou em todo o mundo, e ainda mais no Brasil.