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15 de junho de 2020

MAIOR JOALHERIA GLOBAL QUER USAR APENAS OURO E PRATA RECICLADOS



A Pandora, maior fabricante de peças de joalheria do mundo, tem planos de suspender o uso de ouro e prata recém-extraídos e usar apenas metais preciosos reciclados.
A nova política, que entra em vigor em 2025, tem como objetivo ajudar a empresa de Copenhague a melhorar suas credenciais climáticas e se tornar mais atraente para investidores ansiosos por incluir nas carteiras ativos que atendam aos objetivos ambientais, sociais e de governança.
As ações da Pandora acumulam ganho de cerca de 20% desde janeiro. Um porta-voz da Pandora disse que a mudança de política não terá nenhum impacto material nos custos.
O diretor-executivo da empresa, Alexander Lacik, disse que a nova abordagem não reduzirá a qualidade das joias produzidas. “Os metais extraídos  séculos  atrás  são  tão  bons  quanto  os  novos”,  disse  em  comunicado  na  terça-feira.  Ao mesmo tempo, “a necessidade de práticas de negócio sustentáveis se torna cada vez mais importante”, disse.
Meio ambiente
A Pandora diz que a transição para metais preciosos reciclados reduzirá as emissões de carbono em dois terços para a prata e em mais de 99% para o ouro. Um dos principais benefícios para o meio ambiente é a redução considerável do uso de água como resultado de menos mineração, segundo a empresa.
As emissões anuais do mercado global de ouro são equivalentes a cerca de 126 milhões de toneladas de CO2, sendo que mais de 30% desse volume vem direto da mineração e da fundição, de acordo com o Conselho Mundial do Ouro.
Uma das emissões mais significativas da indústria é o cianeto, que pode levar à contaminação das águas subterrâneas, entre outras ameaças ao meio ambiente. As preocupações com riscos associados à operação de minas e seus resíduos também aumentaram após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.
A Pandora diz que atualmente usa 71% de ouro e prata reciclados na produção.  Cerca de 15% da prata mundial é proveniente de fontes recicladas. A empresa planeja trabalhar com fornecedores para garantir o acesso à “prata reciclada de origem responsável, certificada de acordo com os principais padrões de iniciativas da cadeia de suprimentos, como o Responsible Jewellery Council”
. A Pandora também planeja “se envolver com as principais partes interessadas da cadeia de suprimentos para explorar oportunidades e aumentar a disponibilidade de prata reciclada e melhorar os padrões de produção”, afirmou.

Fonte: Bloomberg 
Data: 02/06/2020

28 de maio de 2020

Vamos discutir a Província Polimetálica Juruena-Teles Pires!

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17 de agosto de 2019

MPF PEDE QUE JUSTIÇA OBRIGUE AGÊNCIA DE MINERAÇÃO A CANCELAR PERMISSÕES DE LAVRA GARIMPEIRA

Fraudadores registram garimpos de fachada para extrair ouro ilegal através de lavras autorizadas.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que a Agência Nacional de Mineração (ANM) cancele todas as Permissões de Lavra Garimpeiras (PLGs) com prazo de exploração vencido e as permissões cujos relatórios anuais de produtividade não tenham sido apresentados ou que não tenham informado a produção efetiva da lavra.
Em alerta do MPF são elencados pontos que facilitam aos criminosos a comercialização do ouro. Já que, assim, os fraudadores enganam a fiscalização, utilizando a área concedida para extrair ouro, através
das milhares de lavras com exploração autorizada, mesmo que o prazo para exploração tenha vencido sem que os trabalhos tenham sido iniciados, ou que a prestação anual de contas registre produção nula ou incompatível com a indicada em notas fiscais. 
De acordo com o MPF, o que ocorre é a falta total de informatização do sistema de controle, falta de fiscalização, somada a uma legislação ultrapassada, que desconsidera a entrada das empresas de mineração de escala industrial.
Ao ser negligente com a fiscalização do uso das permissões de lavras garimpeiras e a produtividade, o país incentiva o crescimento desse mercado. Como essas permissões são negociáveis, e não há limite para o número de permissões que uma empresa ou uma pessoa podem ter, e as lavras não são fiscalizadas, especuladores buscam obtê-las em massa, apenas para revendê-las. 

Facilidade no ‘esquentamento’

 Em ações ajuizadas este ano, com base em provas obtidas em investigação inédita, para esmiuçar o funcionamento de uma das maiores empresas compradoras de ouro no maior polo da mineração ilegal no Brasil, a bacia do Tapajós, no sudoeste do Pará, o MPF em Santarém exemplifica como o “esquentamento” (acobertamento) da origem ilegal do ouro é facilitado pelo não cancelamento de PLGs de áreas não exploradas ou que apresentem relatórios de produtividade sem indicação da produção efetiva.
O posto de compra da Ourominas registrou em 704 notas fiscais que a maior parte do ouro adquirido pela empresa entre fevereiro de 2017 a maio de 2018 um total de 81 quilos do minério tinha sido extraído de três áreas com PLGs válidas. No entanto, a detentora das permissões informou à investigação que a extração sequer tinha sido iniciada. 
No total, só de 2015 a 2018 foram feitas 4,6 mil transações ilegais pelo posto da Ourominas em Santarém, perfazendo 610 kg do minério adquiridos de maneira ilícita, um prejuízo de R$ 70 milhões à União. E esse prejuízo pode ser muito maior, tendo em vista que o valor foi calculado com base nas indicações das notas fiscais, que são preenchidas apenas pelos criminosos, com indicações bem inferiores ao valor de mercado. 
Só na bacia do Tapajós são comercializadas ilegalmente 30 toneladas de ouro por ano R$ 4,5 bilhões em recursos não declarados , seis vezes mais que o comércio legal na região. Esse número pode ser bastante maior, tendo em vista que o descontrole sobre a cadeia econômica do ouro não permite que exista a garantia de uma mínima margem de acerto nas projeções sobre o volume de minério comercializado ilegalmente. 
Desde o final de julho o MPF tem publicado uma série de notícias para resumir as várias fragilidades do sistema de controle da cadeia do ouro possibilitam a atuação de organizações criminosas como a denunciada pela instituição e geram prejuízos financeiros, sociais e ambientais de proporções devastadoras.  
Também estão sendo descritos os pedidos feitos pelo MPF à Justiça relativos às instituições públicas e às empresas processadas. 

Fonte: G1 
Data: 12/08/2019

13 de agosto de 2018

A Arrecadação do CFEM subiu, mas a Produção de Ouro acompanhou?


Jubal Cabral Filho*

A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais - CFEM é distribuída ao Estados, Distrito Federal, municípios e órgãos da administração da União. Existe uma discussão imensa se esta compensação é um tributo, taxa ou seja lá o que o governo quiser dizer. Só se sabe que é uma obrigação comum a todos os exploradores de minerais e ao 1° comprador de ouro proveniente dos garimpos.
Ela é creditada automaticamente, em contas correntes específicas, no sexto dia útil que sucede ao recolhimento por parte das empresas de mineração ou DTVM’s aplicados em projetos que, direta ou indiretamente, revertam em prol da comunidade local, na forma de melhoria da infraestrutura, da qualidade ambiental, da saúde e educação. A utilização desses recursos para o pagamento de dívidas ou do quadro permanente de pessoal da União, dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios está terminantemente vetada (Decreto nº 01, de 11/12/1991).
Devido às mudanças efetuadas houve um acréscimo substancial na arrecadação.
“Em 2018, todos os meses têm apresentado crescimento na arrecadação na comparação anual, devido às mudanças no cálculo e na alíquota dos royalties da mineração. Julho, no entanto, tem a maior arrecadação do ano até o momento, ultrapassando maio, quando a arrecadação foi de R$ 238 milhões. De  acordo  com  análise  realizada  pelo  Notícias  de  Mineração  Brasil  (NMB),  a  partir  dos  dados disponíveis pela ANM de janeiro de 2005 a julho deste ano, a arrecadação no mês passado é a quarta maior da história, atrás de outubro de 2012, quando o valor foi de R$ 250,3 milhões; fevereiro de 2013, R$ 298,9 milhões; e janeiro de 2013, o recorde até o momento, com R$ 413,5 milhões. Na comparação anual, a arrecadação de julho deste ano teve crescimento de 76% em comparação com o mesmo mês de 2017, quando a arrecadação foi de R$ 141,6 milhões.” (Notícias de Mineração, 02/08/2018)
Estivemos acompanhando a arrecadação do CFEM desde o ano passado e nesse primeiro semestre (janeiro-junho) a arrecadação, em Itaituba foi excepcional em termos monetários, mas fica a dever em termos produtivos. Vejamos:
  • ·         A arrecadação do CFEM no período de janeiro a julho/2017 foi de R$1.340.175,84 ( um milhão, trezentos e quarenta mil, cento e setenta e cinco reais e oitenta e quatro centavos), em Itaituba (Fonte: DNPM).
  • ·         No mesmo período, em 2018, a arrecadação alcançou o valor de R$ 3.233.168,27 (três milhões duzentos e trinte e três mil, cento e sessenta e oito reais e vinte e sete centavos), em Itaituba. E tem um porém: nos meses de março e maio/2018 não houve recolhimento de CFEM! (Fonte: DNPM).
Houve um aumento na arrecadação quase três vezes maior em relação ao ano de 2017!
Mas ficam alguns questionamentos...Como houve um aumento na alíquota de recolhimento do CFEM de 0,2%, no ouro proveniente de garimpos, para 1,5% (isto é 7,5 vezes mais) deveríamos ter tido uma arrecadação 7 vezes superior e não só aproximadamente 3 vezes como indicado por fontes oficiais. Isto significa que tem algum erro já diagnosticado e deve ser na fiscalização efetiva das bases produtoras e das bases compradoras.
Quanto à produção de ouro podemos inferir que houve um decréscimo acentuado na extração aurífera garimpeira e as razões para que isso acontecesse são diversas: vão desde o aumento no descaminho, falta de fiscalização dos órgãos oficiais até a troca de acusações entre garimpeiros, compradores de ouro e a gestão municipal.
E tem conserto a médio prazo!

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Jubal Cabral Filho – geólogo.

24 de julho de 2018

NOVA DESCOBERTA MOSTRA VEIO COM ALTO TEOR NO PROJETO CUIÚ CUIÚ




A Cabral Gold apresentou hoje (19) os resultados iniciais de amostragem e exploração de um programa em andamento que mostram uma descoberta de alto teor de ouro no alvo Machiche, parte do projeto de ouro Cuiú Cuiú, em um antigo garimpo na região de Tapajós, no Pará. A amostra com maior teor tem 336 g/t de ouro.
"Os resultados iniciais destacaram uma tendência mineralizada recentemente descoberta, sem sondagem anterior, localizada a apenas 500 metros ao norte do depósito de MG da Cabral. MG é um dos quatro depósitos com recursos definidos no [projeto] Cuiú Cuiú", disse a mineradora em nota divulgada.
As recém-descobertas estruturas mineralizadas de Machiche se estendem por menos 300 metros e situam-se ao longo de uma tendência a leste, aproximadamente paralela à de MG. Segundo a mineradora, a descoberta é marcada por uma linha de poços artesanais recentemente afundados que buscavam veios de quartzo de alto teor de ouro hospedados em rocha macia e rasa.
"A estrutura é definida como um baixo magnético sutil que corresponde a uma anomalia geoquímica coincidente de ouro no solo (100-315 ppb Au). Ambas os veios e as rochas alteradas são ricas em sulfetos, o que parece correlacionar-se a uma elevada resposta de cargabilidade IP [Polarização Induzida] interpretada a partir de um levantamento de teste de IP realizado em 2006 cobrindo parte do depósito de MG ao sul", afirmou.
De acordo com um comunicado, uma amostra composta de rocha mineralizada retornou 336 g/t Au retirada de um veio de quartzo-pirita com 1 metro de espessura, retirado de um poço artesanal em Machiche. Os resultados da amostra da trincheira incluem 54,6 g/t Au, a partir de 0,80 metro; 13,2 g/t Au, a partir de 0,75 metro; 13,8 g/t Au, a partir de 1,5 metro; e 5,8 g/t Au, a partir de 1,75 metro.
A área do projeto Cuiú Cuiú fica onde se estabeleceu o maior garimpo de ouro de aluvião na região de Tapajós, no Pará, de onde foram retiradas 2 milhões de onças (Moz) de ouro, de um total estimado de 20 Moz a 30 Moz produzidas durante a corrida do ouro do Tapajós.