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24 de julho de 2018

4º Seminário das Províncias Metalogenéticas Brasileiras- Província Aurífera Juruena Teles Pires

A região norte de Mato Grosso foi e continua sendo importante produtora de Ouro, com destaque a província aurífera município de Peixoto de Azevedo - MT, que em 2016 representou mais de 60% da produção de ouro de origem garimpeira legal do Estado de Mato Grosso (Fonte STN). Nos últimos tempos novas descobertas de alvos ricos em cobre e ouro elevaram ainda mais o potencial mineral dessa região e a retomada de novos investimentos no setor mineral.

É neste importante cenário que o Serviço Geológico do Brasil - CPRM, com o apoio da METAMAT e a COOGAVEPE coordenou e promoveu o 4º Seminário das Províncias Metalogenéticas Brasileiras- Província Aurífera Juruena Teles Pires, com o objetivo de abordar questões da geologia regional, tectônica, mineralizações, processos e gênese dos depósitos de ouro e metais-base, seus avanços, desafios e sugestões de trabalhos futuros.

O 4º Seminário veio a calhar, pois foi um evento que enriqueceu as comemorações de 10 anos de Cooperativa da COOGAVEPE. Este importante Seminário se realizou nos dias 19 e 20 de julho e contou com uma programação riquíssima de conteúdo do ramo Mineral: Palestras com importantes palestrantes, visita aos testemunhos de sondagem de alguns projetos na região, visitas a garimpos e filões da região, com acompanhamento dos geólogos das empresas.

O evento foi realizado na sede da OAB em Peixoto de Azevedo –MT.
Fonte: www.agitah.com

25 de outubro de 2017

Qual o valor da gratuidade?

Recentemente, em eventos e reuniões públicas com garimpeiros, os representantes de vendas de máquinas e equipamentos juntamente com os compradores de ouro anunciaram que tinham equipes prontas para efetuar o trabalho de licenciamento de PLG's (mineral e ambiental) sem cobrar nada. Isto mesmo: de graça!

E ficam as perguntas:
  1. estaria esta gratuidade inclusa no preço das máquinas compradas e do ouro vendido pelos garimpeiros? 
  2. os donos das compras de ouro teriam interesse na fidelidade na venda do produto ao "dar" essa gratuidade?
  3. os representantes das vendas de equipamentos estariam formando uma sociedade com os garimpeiros e compradores de ouro?
Deduz-se que:
  1. se não está incluso no preço dos equipamentos vendidos nem no preço do ouro comprado esses senhores são os verdadeiros bons samaritanos;
  2. se está incluso nos preços finais qual o percentual incidente?
  3. se não está incluso no preço final por que não procurar os profissionais que trabalham na região para efetuar o serviço? Aí basta dar o dinheiro ao comprador/vendedor e este procura o melhor preço e o profissional que lhe seja conveniente! 
  4. Nesta sociedade - bem anônima - quanto o garimpeiro lucra?
O serviço profissional produzido para o licenciamento mineral tem que ser de excelência (se o órgão ambiental for cumpridor de suas referencias) e se traduz em projetos que um leigo ou quem não mora/trabalha na região terá dificuldades em realizar.

Cuidado com a gratuidade: pode estar saindo muito caro pra você!

13 de maio de 2016

Portaria do DNPM traz novas regras sobre Permissão de Lavra Garimpeira, Alvarás de Pesquisa e averbação de contratos de cessão

Com informações do escritório William Freire:
Exibindo

A alteração mais significativa da Portaria 148/2016 refere-se ao aproveitamento excepcional de substancias minerais garimpáveis por Cooperativas de Garimpeiros em áreas já oneradas.


26 de março de 2015

Confusão em Andamento III

9 de janeiro de 2014

A visão da mineração e a suposta ameaça garimpeira

Nesta notícia, publicada pelo canal BBCBrasil.com, nota-se a deturpação da situação dos garimpeiros na região.
Fala em "pé de guerra com grandes empresas mineradoras", mas poucos sabem que esta disputa já teve a morte do geólogo Nelson Bueno (crime ocorrido em Manaus e até hoje não solucionado), a morte do advogado Dinho em Itaituba (caso ainda não julgado), ameaças de morte constantes e tenta imaginar os garimpeiros em extração de borracha e agricultura de subsistência.
Tudo em volta da Ouro Roxo e da vila de São José, em Jacareacanga.
A Ouro Roxo Participações S.A. é uma holding formada pela Planalto DL Participações S.A. e a Albrook Gold Corporation, fundada em junho de 2009, que negociou a área, conseguiu a prioridade no DNPM e vem tentando desalojar os garimpeiros seguidamente.
E a deturpação da nota, com referencia a comércio de drogas, prostituição e ameaça de morte mostra que o jogo da holding está ficando pesado. Os principais representantes da Ouro Roxo, que tem ou tiveram atividades comuns na região são Dirceu Frederico, atual Diretor de Planejamento da Prefeitura de Itaituba e José Alírio Lenzi, geólogo muito conhecido na região.

Na extraordinária corrida que se seguiu à descoberta do ouro na bacia do rio Tapajós, em 1958, dezenas de milhares de garimpeiros se instalaram no local. Apenas alguns enriqueceram. Mas a maioria conseguiu melhorar de vida, tendo lucrado mais do que se tivesse continuado extraindo borracha, pescando ou investindo na agricultura de subsistência. Apesar de a atividade de ter diminuído nos últimos anos, muitos homens ainda trabalham de forma primitiva em minas de ouro ainda não cadastradas.

A descoberta de vastas reservas do metal precioso no subsolo coloca os garimpeiros em pé de guerra com as grandes empresas mineradoras, que reivindicam o direito de tocar essas riqueza, inacessíveis pelos métodos artesanais. A aldeia de São José, que fica às margens do rio Pacu, no sul do Pará próximo ao Amazonas, está no centro de um conflito entre garimpeiros e a companhia Ouro Roxo Participações.
 Leia mais aqui.

Incrivelmente contraditório é o artigo postado no blog Língua ferina, onde as repórteres Sue Branford e Nayana Fernandez contam que a vida na vila de São José é " também uma verdadeira comunidade, na acepção cristã do termo, com famílias, escola, posto de saúde, várias igrejas, festas comunitárias, organização política própria e regras que eles mesmos implantaram e que o grupo respeita e faz valer. O lugar parece tranquilo, segundo relatam os moradores, quase não ocorrem roubos e as drogas não entram. É uma vila agradável, um dos lugares mais hospitaleiros que conheci. Não há mendigos e quando alguém atravessa dificuldades, sempre conta com a cooperação da comunidade."
Neste artigo, as repórteres mostram como a empresa está atuando na área, inclusive, escrevem que " vimos tanques cavados na terra, revestidos apenas por uma fina lona preta, muitas vezes, rasgada. Segundo os empregados da mineradora, nestes tanques, o curimã é misturado com o cianeto. O órgão ambiental indicou que a lona plástica deveria ser substituída por polietileno de alta densidade. Não só continua a lona, como também, agora, está rasgada, deixando o produto em contato direto com o solo. Antigos empregados nos confirmaram que as condições de segurança eram mínimas e acidentes sérios já aconteceram, como o caso de um homem que caiu em um desses tanques e ficou próximo de morrer." 

E, mesmo com as denúncias, o IBAMA, a SEMA e o DNPM continuam incólumes ao acontecimento.


14 de fevereiro de 2013

NÃO INSULTEM NOSSO DISCERNIMENTO




Dia desses uma raposa felpuda e de grande influencia da politica local tentou me convencer de que o atual poder municipal estava indo no caminho certo ao se fazer aguardar as providências para iniciar as reformas politicas, sociais e infra estruturais no município.

Suas alegações seriam de que os erros deixados pela administração anterior teriam que ser devidamente consertados para que a gestão pudesse acontecer. Estas alegações já duram 45 dias e não se vê nenhuma ação para amenizar os supostos estragos causados.
A cidade está mais esburacada sem que fosse tomada uma atitude para amenizar os estragos. Aliás, a única ação foi tapar os buracos da Transamazônica asfaltada com cimento e brita, o que não deu certo, por razoes óbvias: materiais diferentes para usos diferentes.

A preocupação demonstrada com a ação degradadora dos garimpos do Tapajós mostra um desvirtuamento, ou a tentativa, de visualizar os graves problemas que o município enfrenta.
Não que este assunto (degradação ambiental) seja de somenos importância, mas que já provocou inúmeras discussões aqui, em Santarém, em Belém, em Brasília e pouco avançou. Tudo com a conivência e por conveniência dos governos federal, estadual e municipal. E culpar somente os garimpeiros é um insulto ao discernimento de todos nós que vivemos e nos sustentamos à custa do mesmo. Ou alguém aqui, do braçal ao comerciante - passando por geólogos, engenheiros, donos de redes de TV e jornais, repórteres, compradores de ouro, fazendeiros ou artesãos – poderá erguer sua voz e dizer que não come, bebe e dorme sem auferir de lucros provenientes do garimpo de ouro do Tapajós? Quem mesmo?

Artigos escritos e publicados aqui no Agonia mostram minha visão (não tão atual) do garimpo. Num deles, intitulado A GESTÃO MINERO-AMBIENTAL DA RESERVA GARIMPEIRA DO TAPAJÓS faço críticas ao modelo gerencial estabelecido pelos órgãos minerais e ambientais. No segundo, ao qual denominei O PASSIVO DA PROVÍNCIA AURÍFERA DO TAPAJÓS procurei demonstrar como estava/está o que havia ficado pros descendentes atuais e futuros dos primeiros garimpeiros da era de ouro destes. E nada mudou nestes tempos.

Se o governo atual quer fazer algo pra amenizar o grave problema causado no federal rio Tapajós tem que começar proibindo que se cometa a loucura de construir as hidrelétricas aqui, para beneficiar os empresários do Sul/Sudeste/Nordeste beleza.  E quem acredita que elas não irão afetar os nossos recursos naturais de forma drástica? Depois, se a loucura for cometida, nada melhor que permitir que se extraia, dentro de padrões ambientalmente corretos toda a madeira que vai ficar sob o lago a ser formado, todo minério que puder ser extraído e que se pague integralmente por cada uso e abuso que vai ser cometido contra as famílias que moram nestes locais, as quais até hoje nunca puderam regularizar suas posses por ineficiência do governo federal!

E parece que as reuniões realizadas, com a presença de secretários de estado foi mais um fogo fátuo para não mostrar o que precisa ser realizado em prol de uma população esquecida. Coisas básicas como abastecimento de água (a COSANPA pegou 10 milhões para construir um reservatório e a captação vai continuar no mesmo local), esgotamento sanitário (todo o resultado dos esgotos vai direto pro rio Tapajós e ningém muge ou tuge), limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos (lixão até quando?) e manejo das águas pluviais e drenagem (os alagamentos contínuos a cada chuva intensa).



Que se tenha a precaução de não cuspir para cima, pois o risco de cair na cara é enorme.


8 de junho de 2009

A Briga por Votos: de olho nos garimpos

A deputada Elcione Barbalho, do PMDB, informou que irá defender com unhas e dentes as emendas que alteram o “Estatuto do Garimpeiro” estabelecendo aposentadoria especial para os mais de 1,5 milhão de trabalhadores, além de uma pensão vitalícia para os garimpeiros remanescentes de Serra Pelada.

A deputada, que é presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, será a relatora das propostas de iniciativa do deputado Cleber Verde (PRB-MA) que tramitam naquela Comissão. “Para mim, é uma honra muito grande ser a relatora desse documento. Como presidente da Comissão de Seguridade e Família da Câmara, nós pudemos resgatar o direito que assiste a você e haverá uma compreensão e leitura muito clara de todos os parlamentares desse direito que foi retirado anos atrás”, disse a parlamentar.

Elcione lembrou que os garimpeiros de Serra Pelada foram os mais sacrificados ao longo do tempo, quando seus direitos foram retirados pelo governo sem ter qualquer contrapartida a esses milhares de trabalhadores, que contribuíram decisivamente para o aumento do lastro de riqueza do país.

“Lamentavelmente tiraram a ferramenta e o ganhapão dos garimpeiros de Serra Pelada, mas creio que com os recursos das sobras do ouro e do paládio que pertencem aos garimpeiros de Serra Pelada e que se encontram na Caixa possamos mostrar ao governo um caminho melhor para assegurar o futuro desses trabalhadores.”

Elcione disse que vai elaborar um relatório que venha atender aos anseios e expectativas dos garimpeiros. “Quero aqui deixar o meu compromisso na certeza de que serei muito clara e honesta com os meus princípios em fazer um relatório que venha atender essas reivindicações, que são mais do que justas”, declarou.
Diário do Pará

31 de maio de 2009

A GESTÃO MINERO-AMBIENTAL DA RESERVA GARIMPEIRA DO TAPAJÓS

Este manuscrito foi escrito em fevereiro de 2007.
Necessita, pois, de revisão profunda do assundo, inclusive com atualizações. O que espero que aconteça imediatamente.

A publicação vai tentar mexer com a imobilidade dos garimpeiros e dos técnicos envolvidos nos garimpos. Espero.

Leia aqui sôbre uma visão da Gestão Minero-Ambiental Garimpeira do Tapajós, que começa assim:

"Na Amazônia, grande parte dos depósitos minerais estão relacionados às áreas pré-cambrianas e foram formados, através de processos de laterização, erosão e concentração em tempos geológicos mais recentes, que vão do Terciário ao Quaternário. Estas seqüências apresentam potencialidades de depósitos minerais de ouro, prata, platina, paládio, diamante, ferro, alumínio, cobre, níquel e manganês, entre tantos outros. Destes, apenas os metais nobres e as pedras preciosas são garimpados na Amazônia, desde o século XIX. Todavia, este exercício migratório, predatório e comumente ilegal e ilícito da atividade não beneficiou os locais de extração da mesma maneira do ocorrido em outras regiões do país durante o século 18 (Santos, 2002)".

11 de maio de 2009

Vice Governador e as PLG's

O Vice-governador enviou ofício à SEMA/Pará para que seja acelerado o Termo de Gestão Ambiental que passa para o município de Itaituba a responsabilidade do cadastramento, fiscalização, licenciamento e monitoramento ambiental das famosas PLG's (Plano de Lavra Garimpeiro).

Minhas reservas em relação ao assunto são simples:
  1. a SEMMA local não tem capacidade técnica para tal grandeza;
  2. a SEMMA local não quer seguir os ritos previstos nas Resoluções CONAMA para licenciar os emreendimentos mais simples;
  3. a SEMMA local não tem técnicos capacitados para tal empreendimento;
  4. a SEMMA local não sabe nem como fazer um licenciamento ambiental (procedimento);
  5. a Prefeitura local vai tirar proveito político do fato.

Então, se este pleito for levado a efeito prático pode se preparar para as besteiras que se seguirão.

Para que tal festival de "efebeabá" não aconteça, no termo deverá estar previsto a contratação de profissionais habilitados para tal empreendimento.
E isso eu duvido que o Nosso Guia Local o faça.

22 de março de 2009

Notícia Boa e Ruim

No Blog do Jeso, uma nota traz boas e más notícias para nossa região, afetada pelo uso indiscriminado do mercúrio:

Dez cilindros, cada um com cerca de 60 kg, com mercúrio foram apreendidos na sexta-feira, 20, na cidade de Bonfim (RR), numa ação conjunta da PM e Polícia Civil.

Contrabandeada da Guiana, a mercadoria estava a caminho dos garimpos de Itaituba, que voltaram a bombar.


19 de março de 2009

Lá como Cá

Do Blog da Amazônia:

Há menos de um ano, o garimpo de ouro se formou e toneladas de mercúrio estão sendo depositadas nos rios, cujos peixes são pescados e consumidos a jusante por peruanos, bolivianos e brasileiros.

O Rio Guacamayo é um dos afluentes do Inambari, que deságua no Madre de Dios, que vai dar no Bene, que por sua vez deságua no Mamoré e/ou Madeira, em território brasileiro.

O garimpo em Guacamayo é só mais uma das áreas onde a febre do ouro se expande do lado peruano. A alguns quilômetros mais a Leste, existe outro lugar cheio de garimpeiros, num rio chamado Jayave, que é bem maior que o Guacamayo.

No Peru, como no Brasil, muitos vão para os garimpos na esperança de enriquecimento rápido.

E sofrem, o garimpeiro, os familiares, o meio ambiente.

Só ganham os especuladores.

31 de janeiro de 2009

Repercussão

A entrevista do presidente da AMOT, Ivo Lubrinna concedida a Jota Parente tá sendo bastante discutida. Aplaudida por uns e aceita com reservas por outros.
Aqui você tem aplausos.
Aqui reservas.
*************************
Atualização em 01/02/2009:

Aqui tem mais reservas. Desta vez com mágoas.

28 de janeiro de 2009

Contaminação do mercúrio em garimpos

Do Portal Ecodebate:
Matéria [Third World gold mines spawn a global mercury threat] do jornal Los Angeles Times, de 25/1, baseada em reportagem da AP, afirma que 10 mil garimpos, em áreas remotas da Ásia, América Latina e África, utilizam mil toneladas de mercúrio por ano, contaminando a atmosfera, rios, oceanos e peixes.

Os garimpos em pequena escala são a segunda pior fonte de contaminação por mercúrio, atras, apenas, da queima de combustíveis fósseis.

O jornal afirma que, apesar de altamente tóxico, é fácil comprar mercúrio e o mercado internacional é, em grande parte, desregulado e sem fiscalização. De acordo com a matéria, existem 55 países com garimpos de pequena escala, empregando de 10 a 15 milhões de garimpeiros.

De acordo com o US Geological Survey, os EUA, em 2007, exportaram quase 498 tonenadas de mercúrio, contra 378 toneladas em 2006. A maior parte da exportação foi para o Canadá, Suriname, Hong Kong e Mexico. Mas não há como saber para onde e para quem este mercúrio foi reexportado ou contrabandeado.

O Zero Mercury Working Group, um conglomerado de Ogns em campanha mundial pela redução do uso do mercúrio, em seu sítio publicou um interessante resumo de informações (Mercury Fact sheet)sobre a toxidade e os usos (legais e ilegais) do mercúrio, cuja leitura recomendamos.

Para acessar a matéria “Third World gold mines spawn a global mercury threat“, no original em inglês, clique aqui.

Preocupante? E discutível?

27 de janeiro de 2009

Solução?

Em entrevista a Jota Parente, o presidente da AMOT, além de "descer o malho" nas empresas de mineração que estão "fugindo do pau" e afirmar que a luta por um meio ambiente equilibrado dificulta os trabalhos ("a oposição desses conselhos que são contra tudo que se refere a algum impacto ao meio ambiente"), ainda pugna para que o garimpo seja uma solução nesta época de crise.
Discordo frontalmente. O método utilizado na exploração mineral pelo garimpo, nos moldes atuais, só beneficia um grupo reduzidíssimo, formado pelos empresários de equipamentos e alguns donos de garimpo, que metem a mão nos trabalhadores.
E a luta pelo meio ambiente só gratifica os trabalhadores em garimpo, que passam a ter uma vida mais saudável.
E onde fica seu apoio ao projeto da SEMMA denominado "Cuide de seu tesouro" que era (é?) desenvolvido em área garimpeira?
Do Ecodebate copio a frase: "Compreendemos desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. É apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente."

A discussão não pode parar.

27 de maio de 2008

Florestas: Até Quando?

Na narrativa da Arca de Nóe, por ocasião do dilúvio, em determinado dia êle soltou uma pomba e a mesma retornou com um ramo de uma árvore. Era a vida de volta ao mundo!
Na história geológica, só houve surgimento de vida após um período de evolução química, quando surgiram os microorganismos e as primeiras rochas sedimentares. Era o início da vida? Não se sabe, pois na época em que estes primeiros organismos apareceram não havia nenhum oxigênio livre, como há agora, mas uma atmosfera composta de metano, gás carbônico, e hidrogênio. Os microorganismos deste período utilizaram metano ou hidrogênio no lugar do oxigênio no metabolismo, estes então eram organismos de metabolismo anaeróbico; eram heterótrofos, apenas tempos depois apareceram os organismo autótrofos.
Mas vamos deixar estes "bichos" estranhos de lado.
E daí? O que tem a ver com florestas? Ufa! Tudo!
Pesquisadores já concluiram que há 20 milhões de anos não existia a Floresta Amazônica, nos padrões atuais. Tudo por aqui era um clima árido demais para suportar uma exuberante floresta tropical. Então, ela só foi existir há 6 milhões de anos, após idas e vindas do mar e com as bençãos da pródiga natureza.
Significaria que por ela não existir anteriormente, os exploradores e moradores locais tem o direito de desflorestar e transformar o ambiente amazônico em um local árido e de futuro restrito?
Não acredito que esta seja a melhor solução. Esta floresta é um depósito de energia mundial. É o nosso "sumidouro de carbono".
Mas, mesmo que tentem transformar esta região em um imenso cerrado, a ação intempestiva demoraria alguns milhões de anos para se transformar nessa catástrofe. E se chegar a ser um cerrado degradado, não teria as mesmas condições de biodiversidade que um cerrado original, uma savana riquíssima em biodiversidade.
As oportunidades de exploração devem ser iguais para todos os que habitam e usam as florestas para fins comerciais, esportivos, de lazer, agropecuários ou conservacionista.
Então, se eu qui
copaiba1.jpgser "ceder" minha parte de floresta para alguém explorar está correto? E se eu não der a permissão e um explorador usar isto indevidamente ele deveria ser punido?
Infelizmente, o nosso processo democrático permite que deixemos nas mãos (nem sempre limpas) dos parlamentares (que muitas vezes nem elegemos ou votamos) e dos executivos deste país, o desejo e a satisfação de poucos.
'Tá certo que necessitamos satisfazer as necessidades e, por isso apelamos para as florestas para explorar as riquezas naturais. Agropecuária, mineração, exploração florestal são alguns dos itens que são extremamente importantes e economicamente disputados pelos homens.
Mas, com o olhar desenfreado de cobiça dos exploradores acontece a devastação das riquezas naturais das florestas. E ela se "vinga" com o desaparecimento de rios e córregos, com a "invasão" dos animais selvagens nas zonas urbanas, com o excesso de chuvas ou secas demoradas...
garimpo.jpg
Os garimpeiros, para alcançar o aluvião aurífero, promovem o desmatamento desenfreado ao redor dos igarapés e, sem se preocupar com o seu e nosso amanhã, por desconhecimento ou por ambição vão "matando" suas fontes de subsistências naturais. Nas associações garimpeiras existem poucos técnicos dedicados a usar seus conhecimentos em prol da causa ambiental. Assim, ainda não conseguimos transmitir os programas de sustentabilidade ambiental para a classe. Mas já existe a preocupação sobre este tema e está sendo desenvolvido paulatinamente em Itaituba, pela AMOT.
Um pesquisador (meu irmão) florestal me mostrou que os gestores municipais nunca se preocuparam em adornar as avenidas e ruas com os espécimes bonitos que ocorrem na floresta amazônica. Preferem trazer palmeiras imperiais aos taxizeiros ou samaumeiras, plantam acácias ao invés de visgueiros, deixam de trazer conhecimento (pela plantação) ao povo urbano sobre mogno, ipê, louro e tantas outras espécies amazônicas. Misturar estas a palmeiras amazônicas, como tucumã, inajá, buritirana, pupunha, açaí e outras espécies de classificação desconhecida foram muito pouco ou nada utilizadas para o paisagismo, que traria a beleza natural ao ambiente amazônico urbano.
Os indígenas mais velhos sabem que uma floresta em pé gera mais recursos naturais que se ela for derrubada para criação de pastos, mas os mais novos, com o aumento da população indígena promovem a derrubada de árvores para aumentar os pastos de bovinos e a agricultura de subsistência.
E à medida que aumenta a população indígena, seus valores de sustentabilidade vão diminuindo. Muitos já se dedicam a garimpagem aurífera, sem estudo geológico ou planejamento mineral, vão destruindo as matas ciliares e sua fonte de vida (os igarapés) vão diminuindo paulatinamente. E alguém poderia argumentar que antes do "domínio branco" existiam milhões de indígenas no Brasil e não havia a destruição das florestas? Não podemos esquecer que eram milhões de indígenas e nenhum branco por aqui. Também não existia um desejo irremediável de usufruir das atuais benesses da civilização: rádio, televisão, geladeira, fogão a gás, celulares etc. Para isso tem que fazer parceria com os civilizados, que detém o poderio economico para comprar equipamentos de alto poder escariante (no caso de garimpagem em rios) ou equipamentos de desflorestamento contínuo e rápido.
E seus valores também vão pelo ralo...
A biodiversidade da floresta amazônica, que responde por quase 40% das reservas de florestas tropicais úmidas ainda existentes no planeta, corresponde a mais de 20% de todas as espécies vivas do planeta. Mas avançamos demais na devastação e ainda há tempo de reverter este quadro preocupante.
No entanto, p
Floresta3.jpgor ser um ecosistema extremamente frágil necessita de atenção redobrada na sua exploração, uma vez que a retirada de sua vegetação, que retém os nutrientes, transformaria, provavelmente, a floresta em uma área desertificada, que afetaria o equilíbrio ecológico e aumentaria o efeito estufa.
Então, quando vamos começar a nos preocupar seriamente com a preservação equilibrada de nossos recursos naturais finitos? Quando juntaremos os cacos e faremos um belo adorno em torno do desenvolvimento? Da vida?
E pra não esquecer: hoje deveríamos celebrar o Dia da Mata Atlântica. Existe razão para festejar sobre aquela que cobria todo o litoral brasileiro e hoje está reduzida a 7% da porção original?
Faça a sua parte!


Fontes de pesquisa:
http://www.brasilescola.com/geografia/floresta-amazonica.htm http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351813.shtml

2 de maio de 2008

Operação Harpia

Autoridades Francesas e a Polícia Federal no Amapá realizaram uma reunião em Saint-Georges (Guiana Francesa) para discutirem o termo de Cooperação Policial Transfronteiriça. Os principais pontos discutidos foram à apresentação da chamada "Operação Harpia" de combate ao garimpo ilegal, desencadeada pela polícia francesa desde março deste ano.

A operação está resultando na expulsão de brasileiros que exploram garimpos na Guiana ilegalmente. Foram discutidos também os meios de cooperação material e logística para as futuras operações da Polícia Fe-deral na região; além da implantação de um centro integrado de cooperação policial na área de fronteira.

Fonte: Diário do Amapá

24 de abril de 2008

Tem que Arriar as Calças...

Conforme nos informa o Espaço Aberto, nesta sexta-feira vai ocorrer uma reunião entre o MTM - Movimento dos Trabalhadores Garimpeiros na Mineração e representantes estaduais e federais, com a observação do senador José Nery, para discutir uma pauta com sabor bolivariano-colombiano-paraguaio para o governo brasileiro.
As exigências feitas são para deixar os mineradores de orelha em pé e com o cinto amarrado nas calças: entrega, pelo DNPM, das áreas requeridas pelas cooperativas; aprovação imediata do estatudo dos Garimpeiros; aposentadoria; cinturão verde; crédito; formação profissional e muito mais.