Geologia e Ambiental

29 de outubro de 2015

Hipocrisia sem limites

Imagine passar grande parte de sua vida trabalhando e conseguindo, após juntar os "trocados",  construir uma casa, com terreno para sua horta e espaço de lazer.
Imagine-se chegando em casa e deparando com pessoas desconhecidas estabelecidas no seu terreno, ocupando sua área de lazer sem sua permissão.
Imagine-se tendo que negociar com eles, para ficar com seu pedaço de terreno e eles onde invadiram, mesmo tendo as normas legais a seu favor.
Imagine que um legislador está a seu favor, mas ao mesmo tempo a favor deles, intercedendo para que haja uma negociação, eles possam permanecer lá e você no seu "resto de pedaço".

Pois é...Isto está acontecendo na realidade na área mineral: a empresa investe bastante dinheiro em pesquisa para conhecer o subsolo e programar sua lavra, mas tem que negociar com garimpeiros que invadiram a área permissionada pelo DNPM e tendo, como mediador, um parlamentar com "peninha" deles...
Agora imagine o inverso: os garimpeiros trabalhando na área e a empresa entrando sem nenhuma permissão para fazer a pesquisa mineral. Alguém iria fazer a defesa da empresa já que ela não produz votos?



Mário Henrique Simonsen dizia que, "Todo problema difícil tem uma solução fácil, invariavelmente errada"

É um sonho!

27 de outubro de 2015

Indignação, não dinheiro?

Um débito junto a Receita Federal está causando desconforto.
A história começou quando foi feito o parcelamento de uma dívida referente a débito de imposto de renda. Os três primeiros DARF foram pagos sem nenhum problema junto a rede bancária. Neste próximo pagamento, a rede bancária local "resolveu considerar o código de barras inválido".
Procurada a agência da Receita Federal local, a atendente (extremamente solícita) procurou informações junto a Delegacia da Receita Federal em Santarém sobre o assunto. A resposta da atendente em Santarém foi de que " alguns bancos oficiais e privados estariam se recusando a aceitar a validação do código de barras" e que o contribuinte deveria procurar outros bancos para efetuar o pagamento. A atendente local ainda argumentou que não haviam outras agências aqui e insistiu para uma resposta concreta sobre o assunto, porque o contribuinte queria pagar.
Aí - pasmem - a atendente de Santarém "ensinou" que o contribuinte deveria fazer uma carta à Procuradoria Federal mostrando sua indignação.

Assim, após este conselho inédito concluímos que a Receita Federal estará recebendo "indignação" ao invés de dinheiro no pagamento de seu débito. Ou não?

23 de outubro de 2015

Para Refletir...

"As multas ambientais no Brasil, aliás, são burras, pois os valores são tão absurdamente majorados que infinitamente menos caro fica pagar um bom escritório de advocacia para não as pagar. Mas se elas foram instituídas pelo simples prazer de alguém lavrá-las, cumprem com desenvoltura a finalidade."
Parsifal Pontes, no post Sem contaminação e em boas condições ambientais.

22 de outubro de 2015

Greve bancária provoca queda na arrecadação municipal

A greve, que os bancários estão promovendo em busca de melhorias salariais, está provocando uma queda na arrecadação própria municipal de Itaituba.
Tudo decorre dos limites impostos aos correntistas para saque e/ou transferência, o que impede, na maioria das vezes, a quitação das taxas e emolumentos municipais acima do limite estabelecido.
Assim os órgãos arrecadadores ficam impossibilitados de cumprir as metas estabelecidas e, consequentemente, dar continuidade aos pequenos serviços pré-estabelecidos.

21 de outubro de 2015

III Chamado da Floresta em Arapiuns

O Chamado da Floresta é realizado a cada dois anos pela CNS - Conselho Nacional das Populações Extrativistas - antigo Conselho Nacional dos Seringueiros.

O I Chamado foi realizado em 2011, na Resex Terra Grande Pracuuba, em São Sebastião da Boa Vista, na ilha do Marajó, no Pará. O II Chamado ocorreu em 2013, na Resex Gurupá Melgaço, no município de Melgaço, situado no mesmo arquipélago.
Cerca de 3 mil lideranças extrativistas de todos os estados da Amazônia são esperadas no III Chamado da Floresta.

O evento se realizará nos dias 28 e 29 de outubro, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, situada na comunidade São Pedro, no município de Santarém, na região do Baixo Amazonas, no Pará. 
A presidenta da República, Dilma Rousseff e ministros são esperados no evento.
A Resex fica distante oito horas de barco da sede de Santarém.

O III Chamado da Floresta é tratado como uma jornada de luta das comunidades extrativistas, realizada a cada dois anos, que tem como objetivo apresentar reivindicações da pauta extrativista para o governo federal, voltadas à melhoria das condições de trabalho e de conservação na natureza. Este ano, o tema do evento será "Floresta conservada é vida continuada". 

Durante o III Chamado, os grupos de trabalho vão aprofundar as discussões sobre os temas afeitos às atividades das populações extrativistas: reforma agrária; produção e geração de renda; infraestrutura básica; saúde, especialmente a preventiva; e organização e gestão, incluindo os serviços ambientais.


20 de outubro de 2015

É preocupante!

O DNPM  "tem por finalidade promover o planejamento e o fomento da exploração mineral e do aproveitamento dos recursos minerais e superintender as pesquisas geológicas, minerais e de tecnologia mineral, bem como assegurar, controlar e fiscalizar o exercício das atividades de mineração em todo o território nacional, na forma do que dispõem o Código de Mineração, o Código de Águas Minerais, os respectivos regulamentos e a legislação que os complementa" (informe do sítio eletrônico do órgão).

Preocupa quando temos a informação de que "a Polícia Federal (PF) que está no garimpo ilegal de ouro na Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, desde sexta-feira (16), já retirou de forma pacífica as mais de cinco mil pessoas que se abrigavam na região devido a uma ordem do juiz federal Mauro César Garcia Patini, da Vara Única de Cáceres". (fonte: Mining.com) Quer dizer, um juiz federal resolveu tomar a atitude institucional?

E aí começam as perguntas:
  • O que o DNPM fez para cumprir sua função institucional?
  • E se um juiz federal resolver ordenar à Polícia Federal para que sejam desocupados todos os garimpos considerados ilegais na região do Tapajós? E também no resto do país...
Sorte ou azar que o ouro não tenha DNA e possa ser vendido em qualquer lugar com uma PLG de qualquer lugar.

É preocupante.
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Atualizado em 21/10/2015 às 09:25 hs

Para ilustrar a matéria acima leia a postagem "Ouro de Pontes e Lacerda: uma amostra clara de quanto o Brasil perde por pura incompetência".

Atualizado em 22/10/2015 às 09:25 hs
Outra postagem sobre o assunto que corrobora o post: "Ouro de Pontes e Lacerda e o golpe eminente".

19 de outubro de 2015

CREA tolhe as ações de Geólogo

O Conselho Federal do CREA, sob a presidência do Diretor Antonio Albério (engenheiro agrônomo e ex-presidente do CREA/Pará) aprovou a Decisão n.º PL-1741 de 7 de setembro de 2015, sobre orientações relacionadas aos procedimentos de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART quanto aos serviços técnicos exigidos pelo DNPM.

Abaixo enumeramos as novas orientações referentes aos procedimentos da ART. aos serviços técnicos exigidos pelo DNPM.

  1. Nenhuma atividade de pesquisa ou lavra de substâncias minerais poderá ter início sem a competente Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, nos termos da lei n.º 6.496/77 e Resolução n.º 1025/09 do CONFEA;
  2. Para cada área requerida junto ao DNPM é obrigatório o registro de ARTs específicas para as diversas atividades técnicas realizadas;
  3. A ART referente às atividades de elaboração de memorial descritivo, planta de situação, plano de pesquisa e outros documentos técnicos exigidos no requerimento de pesquisa mineral deverá ser registrada e entregue ao DNPM até a data do protocolo do requerimento de autorização de pesquisa;
  4. A elaboração do Memorial Descritivo, Planta de Situação e Plano de Pesquisa deverão ter suas ARTs individualizadas e realizadas pelo mesmo profissional (Engenheiro de Minas ou Geólogo);
  5. A elaboração do Memorial Descritivo, Planta de Situação e Plano de Pesquisa em áreas contíguas ou próximas deverão ter ARTs específicas e individualizadas para cada requerimento;
  6. No caso do plano de pesquisa único, poderá ser registrada uma única ART para todas as áreas compreendidas pelo plano. A ART só é válida para o plano de pesquisa;
  7. A ART referente à atividade de Execução de Pesquisa Mineral deverá ser registrada por profissional habilitado (Engenheiro de Minas ou Geólogo) e entregue ao DNPM até 60 dias após a publicação do alvará de Pesquisa Mineral no Diário Oficial da União – DOU;
  8. Havendo a substituição do responsável técnico pela execução da pesquisa mineral, o titular da área deverá anotar novo profissional dentro do prazo de 10 dias, devendo juntar a nova ART de execução da pesquisa mineral no respectivo processo do DNPM;
  9. A ART referente ao Plano de Aproveitamento Econômico – PAE do empreendimento mineral deverá ser elaborado por profissional habilitado (Engenheiro de Minas), sendo registrada e apresentada ao DNPM até a data de protocolo do requerimento de concessão de lavra.
  10. A ART de execução de lavra será elaborada pelo responsável técnico, habilitado e de exclusividade da profissão de Engenheiro de Minas e será apresentada ao DNPM até 60 dias após a publicação da portaria de concessão de lavra ou da expedição do registro de licença, de registro de extração, permissão de lavra garimpeira ou de guia de utilização;
  11. A ART citada no item 10 não poderá ser substituída pela ART de Cargo e Função e vice-versa, conforme o disposto no art. 44 da Resolução Confea n.º 1.025 de 2009;
  12. A ART do Relatório Anual de Lavra (RAL) deverá ser elaborada por profissional habilitado e de exclusividade de Engenheiro de Minas e apresentado conforme prazo estabelecido pelo DNPM;
  13. A ART citada no item 12 não poderá ser substituída pela ART de Cargo e Função do responsável pela empresa junto ao CREA;
  14. As ARTs referentes à elaboração do memorial descritivo e planta de situação e outros documentos técnicos necessários para efetivar o requerimento de registro de licença, permissão de lavra garimpeira ou registro de extração deverão ser registrados e entregues ao DNPM;
  15. É obrigatória à apresentação de ART para todos os trabalhos técnicos contratados durante a pesquisa ou lavra de minérios, não contemplados nos itens anteriores;
  16. No encerramento das atividades ou desligamento do profissional, deve ser solicitada a baixa da ART de execução junto ao Crea, seja por conclusão da pesquisa, esgotamento do alvará, do alvará ou distrato, fato que deverá ser comunicado ao DNPM pelo empreendedor;
  17. O profissional deverá informar ao Crea e ao DNPM claramente as fases da obra/serviço, executados sob sua responsabilidade quando do distrato.
Para saber mais sobre a Decisão clique aqui.

16 de outubro de 2015

O ouro de Pontes e Lacerda

O ouro que está sendo explorado nas últimas duas semanas em Pontes e Lacerda (448 km a oeste de Cuiabá) tem um grau de pureza de 99%, de acordo com o prefeito do município, Donizete Barbosa (PSDB). Por isso, o garimpo improvisado tem atraído tantos moradores da cidade de 42,5 mil habitantes, sem experiência em mineração. O prefeito acredita que não mais que 500 pessoas que estão atuando no garimpo vieram de fora da região.

A estimativa é que mais de 2 mil pessoas estejam tentando extrair ouro na serra localizada a cerca de 20 km da cidade, que está sendo chamada de “Serra Pelada de MT”. Porém, o número de pessoas no local oscila bastante. Ele se reuniu com o governador Pedro Taques (PSDB) na manhã desta quarta-feira (14) para pedir auxílio do Estado na saúde, segurança e organização.

Fonte: Olhar Direto

14 de outubro de 2015

Assembleia Geral Ordinária da AMUT em Mujuí dos Campos

No próximo dia 16 de Outubro(sexta-feira), ocorrerá em Mojuí dos Campos, a Assembleia Geral Ordinária da AMUT, onde será tratado sobre Plano Municipal de Saneamento Básico e Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, com representante da FUNASA. 

FUNASA prorrogou, até o dia 16 de outubro de 2015, o prazo para municípios cadastrarem as cartas consultas referentes aos programas de Resíduos Sólidos Urbanos e Melhorias Sanitárias Domiciliares. Estas poderão ser preenchidas no Sistema Integrado de Gerenciamento de Ações da Funasa (Siga), a fim de subsidiar as aplicação dos recursos conforme os critérios da Portaria n.º 669/2015.


13 de outubro de 2015

Desenvolvimento da Pesca na Várzea do Baixo Amazonas

Jorge Panzera, Superintendente do Patrimônio da União no Pará, vai a Santarém participar, amanhã (14/10) de um seminário realizado pela UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará), com o tema "Desenvolvimento da Pesca na Várzea do Baixo Amazonas". 

Ele participa da mesa que vai debater a política fundiária da várzea do Baixo Amazonas, que terá a participação, também do Ministério Público (Estadual e Federal), INCRA e FETAGRI.

A SPU é responsável pela gerência das áreas que fazem parte do patrimônio da União em todo o estado do Pará. Em Santarém, além de áreas na região de várzea, gerencia algumas existentes na área urbana, como as existentes nas avenidas Cuiabá e Curuá-una, que ainda pertencem ao 8º BEC.
Com informações de Jota Ninos.

MP se engana, discute agrotóxico e não mineração

O Ministério Público do Pará se "enganou" no tema contido no convite distribuído e, ao invés de discutir mineração e CFEM, fez a apresentação do tema "Uso Desenfreado de Agrotóxicos".
O tema é, também, de profundo interesse a toda a população, especialmente à área de agricultura e pecuária, além dos comerciantes dos produtos, mas por erro no convite o público presente esteve interessado em discutir a mineração e CFEM.
A promotora pública Lílian Braga fez a apresentação e prometeu discutir o tema proposto inicialmente em outra ocasião.

Combate ao Desmatamento: NORMA PROÍBE LIMPEZA E SUPRESSÃO DA VEGETAÇÃO DE ÁREAS EM INÍCIO DE REGENERAÇÃO

Via SEMAS:
O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou nesta quarta-feira (7), uma Instrução Normativa (IN), de responsabilidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que proíbe atividades de limpeza e supressão nas áreas de vegetação secundária em estágio inicial de regeneração, localizadas fora da Reserva Legal e da Área de Preservação Permanente (APP) dos imóveis rurais no Pará. A publicação também revoga a IN 02 de 2014, que define procedimentos administrativos para a realização de limpeza e para a obtenção de autorização de supressão nessas áreas, além de suspender as autorizações concedidas para a atividade até regulamentação por norma específica da Semas.
As medidas fazem parte das ações de combate ao desmatamento desenvolvidas pela Semas e visam impedir que árvores de valor comercial, no momento da efetivação da limpeza dessas áreas, sejam exploradas de forma ilícita para atender o mercado madeireiro ilegal.
Na assinatura da normativa, o titular da Semas, Luiz Fernandes, levou em consideração a defesa e preservação do meio ambiente e que ao Poder Público compete a revogação de seus próprios atos, com base na conveniência e oportunidade. Considerou também a necessidade de reavaliar os procedimentos para a realização de limpeza e obtenção de autorização de supressão, a serem realizadas nas áreas de vegetação secundária em estágio inicial de regeneração, com objetivo de esclarecer e conferir segurança jurídica aos produtores rurais no Pará.
A IN entra em vigor na data da publicação e considera ainda Decreto Estadual de 2011, onde está determinado que áreas abandonadas de imóvel rural, que estiverem recobertas por vegetação nativa, a implantação de atividades agropecuárias deverá obedecer normas técnicas expedidas pela Semas ou pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) e Resolução de 2014, do próprio Coema, que estabelece que os procedimentos a serem adotados para o licenciamento das atividades ou empreendimentos de impacto ambiental local devem atender normas legais e requisitos técnicos estabelecidos na legislação vigente.
Ascom Semas

8 de outubro de 2015

MP: Discutindo a mineração em Itaituba

Dia 13 de outubro, na próxima terça-feira, o Ministério Público do Estado do Pará em parceria com o Ministério Público Federal estará realizando uma reunião, no auditório da FAI, para discutir acerca dos procedimentos minerais e CFEM.
Espero que o convite esteja estendido às lojas de compra de ouro dos municípios produtores de ouro, especialmente aqui em Itaituba, pois poderíamos ver as desculpas públicas para esta arrecadação pífia do CFEM.

5 de outubro de 2015

Trabalho de Sísifo

Acompanho há longo tempo as gestões municipais onde morei tais quais Porto Velho (RO), Manaus (AM), Macapá (AP), Boa Vista (RR), Santarém e Itaituba (PA).
Em alguns deles trabalhei na gestão pública.
E em todos por onde passei constatei uma coisa simples: nenhuma administração consegue aplausos dos munícipes por seus trabalhos realizados. Principalmente quando está chegando a época eleitoral.

É um verdadeiro trabalho de Sísifo!

Nova versão da ISO 14001

Com informe de Centro da Qualidade, Segurança e Produtividade:
A tão aguardada norma revisada ISO 14001 (sobre Sistemas de Gestão Ambiental) já é realidade, finalmente!
A partir de hoje, a ISO 14001:2015 poderá ser adquirida, na versão em inglês, no site da própria ISO. No Brasil, a edição em português deverá ser publicada pela ABNT no início de outubro.
Já a ISO 9001:2015 (sobre Sistemas de Gestão da Qualidade) será publicada na próxima 4ª feira, dia 23, no site da ISO. Provavelmente no mesmo dia ou logo em seguida, a ABNT publicará a versão em português.
Principais mudanças
A estrutura de alto nível e o texto comum para todas as normas ISO novas e revisadas, conhecidos como Anexo SL, são a maior mudança na ISO 9001:2015 e na ISO 14001:2015.
Outros tópicos novos ou que agora contêm informações mais específicas incluem os seguintes:
- contexto da organização;
- necessidades e expectativas de partes interessadas;
- abordagem de processo (maior ênfase, na ISO 9001);
- abordagem baseada em riscos;
- liderança e comprometimento da alta direção;
- gestão de mudança;
- conhecimento organizacional (na ISO 9001);
- perspectiva de ciclo de vida (na ISO 14001);
- informação documentada;
- controle de processos, produtos e serviços providos externamente (na ISO 9001).
Validade das certificações
Os atuais certificados ISO 9001:2008 e ISO 14001:2004 serão válidos até o final do período de transição para a versão 2015 de ambas as normas, ou seja, até setembro de 2018.
O prazo de validade dos certificados ISO 9001:2008 e ISO 14001:2004 emitidos durante o período de transição deverá ser também até setembro de 2018.

2 de outubro de 2015

Cadeira Vazia?

Todos os ex-ocupantes do cargo de Líder do Governo na Câmara Municipal de Itaituba reclamam, através das redes sociais, que o cargo é ostentação e que não conseguem resolver seus requerimentos (e dos outros vereadores) com os secretários das pastas municipais.
Parece que não sabem usar o cargo devidamente, já que este não deveria ser somente o de "defensor das reclamações" no plenário da Casa de Leis.

Quem será o próximo ocupante ainda é uma dúvida, segundo o Jota Parente.

1 de outubro de 2015

Hidrelétricas do Tapajós: ameaça os vivos e assusta os mortos!

Segundo os munduruku, indígenas que vivem ao longo do rio Tapajós e seus afluentes, a construção do Complexo hidrelétrico do Tapajós é uma ameaça às suas origens.
Na recente XI Assembléia Munduruku estes assuntos foram tratados com destaque:
Na aldeia munduruku Dace Watpu, na margem do rio Tapajós, próximo do município de Itaituba, no Pará, caciques, guerreiros, moças e crianças se enfileiraram, no último dia 24 de setembro, para esperar a chegada dos convidados, pesquisadores, apoiadores não-índios (pariwat, na língua munduruku) e o procurador da República no Pará Felício Pontes Jr. Cantando, conduziram os convidados ao local das reuniões da XI Assembleia Munduruku do Médio Tapajós. Já reunidos no barracão central da aldeia, as vozes se calaram para ouvir um menino de não mais do que sete anos, que cantou para todos mostrando que a língua e a cultura munduruku seguem vivos nas novas gerações (assista ao vídeo).
Os índios Munduruku formam uma das maiores e mais guerreiras nações indígenas brasileiras e resistem desde o século XVIII às ameaças da colonização. No século XXI, se encontram numa encruzilhada diante de um conjunto de projetos de barragens que o governo brasileiro implanta na bacia do Tapajós, rio que segundo os mitos formadores desse povo lhes foi destinado para viver e proteger pelo criador Karosakaybu. No total, são 48 barragens previstas para o rio e seus formadores, Jamanxim, Teles Pires e Juruena, algumas já em construção.
Fonte: MPF
E agora eles querem somente o cumprimento da Constituição Federal:  saúde e educação de qualidade!

Continência com chapéu alheio...

Meu parceiro Ivo Lubrinna sempre usa este mote: "É fácil fazer continência com chapéu alheio".
O artigo no Código Florestal, abaixo segue esta "regra" governamental à risca.
Leiam e aproveitem:


O Governo anunciou essa semana nos Estados Unidos a meta brasileira de redução de emissão de gases de efeito estufa. Reduziremos 43% até 2030 tendo como linha de base as emissões de 2005. Além do fim do desmatamento ilegal, o Governo conta com a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares previstos no novo Código Florestal, a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e a integração de outros 5 milhões de hectares de lavoura-pecuária-florestas. Tudo as expensas do produtor rural brasileiro. O Governo prometeu reduzir emissões de gases de efeito de estufa, colhe os louros de ter estabelecido uma meta ousada, mas quem tem que fazer o esforço é o produtor rural.As ONGs ambientalistas, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB) elogiaram as medidas. A CNA se fechou em copas e nada disse a respeito até agora.Vamos fazer uma conta de padeiro?Recuperação de 12 milhões de ha a um custo médio (estimado por baixo) de R$ 6.000 por ha = R$ 72 bilhões em 20 anos = R$ 3,6 bilhões por ano sem qualquer expectativa de receita significante uma vez que não se pode produzir nada em APP e a economia da Reserva Legal só existe na cabeça de ambientalista.Recuperação de 15 milhões de ha de pastos degradados a um custo médio R$ 7.000 por ha (considerando limpeza, preparo e correção de solo mais um "burrifo" de P2O5 e replantio de semente) = R$ 105 bilhões em 15 anos = R$ 7 bilhões por ano, mas com uma expectativa de incremento de receita decorrente da intensificação do uso do solo.Sem contar os cinco milhões de integração lavoura-pecuária-floresta-plantio-de-orquídeas-e-outras-coisas-maravilhosas cujo custo este escriba é incapaz de estimar, estamos falando de R$ 10,6 bilhões de reais por ano a débito na conta concorrente de quem trabalha e produz.Eu acho que é factível, mas considero uma tolice não tirar proveito desse esforço. O Agro carrega essa país nas costas desde 1500. Sustentou o plano real com a âncora verde, sustentou os anos Lula com a exportação de commodities a preços favoráveis, é o único setor que continua com números positivos no atual cenário de crise. Fará agora o maior esforço para o alcance da meta brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa. É justo que continuemos sendo os vilões do meio ambiente?O alerta que faço aqui é, novamente, para a tibieza da forma como o Agro se mostra para sociedade brasileira. Essas metas não serão alcanças sem apoio, sem financiamento a juros equalizados, sem correções das distorções nos preços de frete dos insumos (calcário e fósforo). Há ONGs, secretarias estaduais de meio ambiente e a Funai amarrando licenças ambientais para exploração de jazidas viáveis de potássio no Amazonas e de calcário em Rondônia e Mato Grosso. Os recursos internacionais do Fundo Amazônia bem poderiam ser utilizados para equalizar o custo do financiamento de parte daqueles R$ 10,6 bi, mas ao invés disso estão sendo utilizados para financiar ONGs como o Imazon e o ISA (as mesmas que lutam contra as jaziidas de fertilizantes). Há obstáculos que precisam ser mapeados e subjugados.É hora de dizer à sociedade brasileira e ao mundo que seremos parceiros na proteção da resiliência do ecossistema global, que faremos o que ninguém faria se tivermos a ajuda adequada. Precisamos dizer aos quatro ventos que os ecopilantras que lutam contra o produtor rural brasileiro são os verdadeiros inimigos de um ecossistema equilibrado.Podemos aproveitar as oportunidades dessa crise... ou não... como de costume.
Este mesmo artigo poderia ser usado em tantas outras atividades, que são pagas às expensas do produtor mineral.

Qual exemplo dou para minha prole?

O trânsito em Itaituba continua louco.
Apesar da recente campanha capitaneada pela COMTRI, com ajuda do DETRAN, Escolas e empresários na Semana nacional de Trânsito notamos que a maioria só se preocupou em seguir algumas regras durante este período.

Em frente à escola em que minha filha (e de outros tantos pais blogueiros ou não) ainda não houve a conscientização de que o exemplo mostrado pelo pai é a atitude do filho, no futuro. 
Assim, os pais (e mães) continuam estacionando em fila dupla, levando seu filho(a) na moto sem capacete, carregando até 3 passageiros com a criança espremida e outros tantos desacertos.
Talvez a preguiça de caminhar poucos metros até a porta da escola ou o conforto de não haver um agente de trânsito (como se precisasse dele para ser educado) para ordenar o fluxo provoque esta aumento desordenado e mal educado nas ruas e travessas da cidade.
É claro que a atitude de melhorar o acesso a estes locais, pelo órgão estruturante municipal, tem que ser levada em conta. 

No nosso caso nós podemos melhorar mostrando aos pequeninos como se faz o correto.
Alguns vão continuar agindo torto, mas não é porque alguém se lambuza de mel que nós devemos seguir este exemplo. 
Ou é?