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13 de outubro de 2015

Combate ao Desmatamento: NORMA PROÍBE LIMPEZA E SUPRESSÃO DA VEGETAÇÃO DE ÁREAS EM INÍCIO DE REGENERAÇÃO

Via SEMAS:
O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou nesta quarta-feira (7), uma Instrução Normativa (IN), de responsabilidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que proíbe atividades de limpeza e supressão nas áreas de vegetação secundária em estágio inicial de regeneração, localizadas fora da Reserva Legal e da Área de Preservação Permanente (APP) dos imóveis rurais no Pará. A publicação também revoga a IN 02 de 2014, que define procedimentos administrativos para a realização de limpeza e para a obtenção de autorização de supressão nessas áreas, além de suspender as autorizações concedidas para a atividade até regulamentação por norma específica da Semas.
As medidas fazem parte das ações de combate ao desmatamento desenvolvidas pela Semas e visam impedir que árvores de valor comercial, no momento da efetivação da limpeza dessas áreas, sejam exploradas de forma ilícita para atender o mercado madeireiro ilegal.
Na assinatura da normativa, o titular da Semas, Luiz Fernandes, levou em consideração a defesa e preservação do meio ambiente e que ao Poder Público compete a revogação de seus próprios atos, com base na conveniência e oportunidade. Considerou também a necessidade de reavaliar os procedimentos para a realização de limpeza e obtenção de autorização de supressão, a serem realizadas nas áreas de vegetação secundária em estágio inicial de regeneração, com objetivo de esclarecer e conferir segurança jurídica aos produtores rurais no Pará.
A IN entra em vigor na data da publicação e considera ainda Decreto Estadual de 2011, onde está determinado que áreas abandonadas de imóvel rural, que estiverem recobertas por vegetação nativa, a implantação de atividades agropecuárias deverá obedecer normas técnicas expedidas pela Semas ou pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) e Resolução de 2014, do próprio Coema, que estabelece que os procedimentos a serem adotados para o licenciamento das atividades ou empreendimentos de impacto ambiental local devem atender normas legais e requisitos técnicos estabelecidos na legislação vigente.
Ascom Semas

21 de julho de 2015

O CAR e o desmatamento galopante

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) – espécie de carteira de identidade para imóveis em áreas não urbanas – não está cumprindo uma de suas principais funções: conter os desmatamentos ilegais na Amazônia. Segundo dados levantados pelo Imazon, de 2009 a 2014, parte das propriedades do Pará que se inscreveram no sistema continuaram derrubando suas áreas de floresta. Uma vez que um imóvel está na base de dados do CAR, precisa de uma autorização prévia do governo para fazer novas derrubadas. Não é o caso da maioria.O CAR é autodeclaratório e tem duas etapas. Primeiro, o proprietário obtém o registro provisório. Nessa categoria está a maior parte dos imóveis na base de dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará. Eles ainda não foram avaliados ou validados tecnicamente quanto às informações declaradas. E é justamente nessa fase que estão os maiores índices de desmatamento observados. Entre 2009 e 2014, foram 324 mil hectares de florestas abaixo na Amazônia.
Donos de terras rurais obtêm o CAR definitivo assim que a Semas valida e comprova as informações. Essa é a segunda etapa e apresenta índices de desmatamento bem menores, mas que deveriam ser zero.
Fonte: Época

Como se nota a obrigatoriedade do cadastro não inibe os "produtores ruraris" de continuar desmatando a torto e à direito.

26 de março de 2015

O CAR tem prazo para registro!

Criado pela Lei 12.651/12, o CAR é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais e que tem por finalidade integrar informações ambientais, criando assim um banco de dados nacional para planejamento ambiental e econômico. Ao realizar o CAR, o produtor rural consegue identificar a reserva legal, as áreas de uso restrito e as áreas consolidadas das propriedades e posses rurais.
O prazo para que todos os proprietários rurais do Brasil façam o CAR de suas propriedades termina no dia 6 de maio. Ou seja, após essa data, os produtores que não se cadastrarem poderão ficar impedidos de obter crédito agrícola e ter as atividades embargadas. Além disso, cadastrando-se no prazo, o proprietário de imóvel que não estiver em dia com a reserva legal – área de preservação obrigatória na propriedade – terá mais prazo buscar a regularização sem sofrer sanções. (Fonte: MundoGeo)
Após a assinatura do Pacto contra o Desmatamento Ilegal este deveria ser o primeiro passo para a a prática.
Resta perguntar se as entidades que assinaram estão orientando seus associados a cumprir os seus deveres e nos tirar da vice liderança em desmatamento.

23 de março de 2015

Um Pacto contra o Desmatamento

Após ser festejado o Dia Mundial da Água (22 de março) hoje foi realizada uma das cerimônias mais importantes em Itaituba: o Pacto contra o Desmatamento!
Poucos conseguem perceber que com a ausencia da mata nos topos de morros, nas margens  e ao redor das nascentes não teremos água. E sem água não há vida...
As entidades - pra não nomeá-las e esquecer alguma, o que poderia parecer falha ou desatenção - que assinaram este importante documento na Sala Verde (Espaço Geólogo Elias Leão), com a iniciativa da secretaria de Meio Ambiente local, marcaram um "gol de placa" na luta pela vida.

Mas que, após todos os holofotes terem se voltado para o evento, não fique no papel.

Parabéns a todos!

10 de março de 2015

Programa Municípios Verdes

O secretário de Meio Ambiente de Itaituba vai "roer um osso" pra fazer os responsáveis pelo desmatamento no município assinarem o Pacto contra a ação devastadora.
Associações e cooperativas de garimpeiros, trabalhadores rurais e fazendeiros estão na lista.
Difícil é conseguir.

26 de junho de 2009

Sinceramente

Essa explicação dada pelos fazendeiros de que "naquela época fomos incentivados pelo governo a abrir pastos para dar legalidade à terra" parece a história do peão que todos os dias saía de casa cedinho e cagava no mato.

Fez tanta porcaria no mato ao seu redor, que um dia 'tava pisando na própria merda.
Assim tomou vergonha na cara e cavou um retrete pra dar fim às suas bostas.

Se naquela época não havia a preocupação com o meio ambiente, agora há. E fortemente.
Então é melhor cuidar de se regularizar ambientalmente e parar de ameaçar com isso, aquilo e aquilo outro.

25 de junho de 2009

Só 123 km2

O sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), baseado em satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), detectou 123 quilômetros de quadrados de desmatamento na Amazônia Legal por corte raso ou degradação progressiva no último mês de maio.

No período, 62% da região permaneceu coberta pelas nuvens, que prejudicam a observação através das imagens de satélite.

Do total detectado pelo Deter, 61 quilômetros quadrados estão no Mato Grosso, que em maio foi o estado que apresentou melhor oportunidade de observação. Estados como o Amapá, Pará, Amazonas e Acre não puderam ser monitorados adequadamente, pois tiveram um alto índice de cobertura de nuvens no período.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Deter não representam uma avaliação fiel do desmatamento mensal da Amazônia. A informação sobre áreas serve para indicar prioridades aos órgãos responsáveis pela fiscalização.

O Inpe enfatiza que o Deter é um sistema de alerta e mostra apenas tendências do desmatamento. Para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia o Inpe utiliza o sistema Prodes. Também é importante notar que o Deter mapeia tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.


Informações de MundoGeo.


23 de junho de 2009

Boicote

A respeito deste boicote que está sendo feito pelas grandes empresas do varejo no resto do país fica uma pergunta abusada:

Se for feito boicote da compra de carne bovina de áreas desmatadas irregularmente, aqui neste pedaço será que o povão vai passar fome?

Ou irão fazer como os famosos fiscais do Sarney, que fechavam até supermercados para manter os preços estabelecidos por tabelas do governo?

21 de junho de 2009

Exportando...

Depois do Pará, o Ministério Público Federal (MPF) do Mato Grosso deverá apresentar, no início do mês que vem, as empresas da cadeia da pecuária bovina que contribuem para a devastação da Amazônia. Um levantamento está em processo no Estado, onde o órgão realiza a coleta de dados sobre fazendas, frigoríficos e compradores de carne e subprodutos do boi para o cruzamento de informações que possam indicar ilegalidade na cadeia produtiva.

Matéria de Bettina Barros e Alda do Amaral Rocha, no Valor Econômico.

14 de junho de 2009

Apuí Mais Verde

Do Salada verde:

Produtores rurais de Apuí, município com o segundo maior rebanho de gado do estado e apontado como o quarto que mais desmata no Amazonas, poderão reflorestar áreas desmatadas em suas propriedades. Basta boa vontade. Isso porque o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam) fechou parceria com a prefeitura de lá para implementar o projeto Apuí Mais Verde, lançado no último final de semana.

O projeto prevê mecanismos de incentivo técnico e econômico para convencer produtores a reflorestarem suas áreas degradadas, usando como lógica a compensação pelos ganhos ambientais do reflorestamento. Desde 2007, o Idesam busca implementar trabalhos como este no município amazonense. No entanto, segundo Mariano Cemano, diretor-executivo do Instituto, até a mudança na direção municipal, o Idesam não conseguia acesso à prefeitura, quanto mais às associações de pecuaristas, voltados exclusivamente para benefício das práticas de criação de gado.


13 de junho de 2009

Atitudes Insensatas e colaboracionistas

A INSENSATEZ

Coluna de Miriam Leitão, O Globo, Sexta 5/jun

O confronto entre ruralistas e ambientalistas é completamente insensato. Mesmo se a questão for analisada apenas do ponto de vista da economia, são os ambientalistas quem têm razão. Os ruralistas comemoram vitórias que se voltarão contra eles no futuro. Os frigoríficos terão que provar aos supermercados do Brasil que não compram gado de áreas de desmatamento.

O mundo está caminhando num sentido, e o Brasil vai em direção oposta.
Em acelerada marcha para o passado.

O debate, as propostas no Congresso, a aprovação da MP 458, os erros do governo, a cumplicidade da oposição, tudo isso mostra que a falta de compreensão é generalizada no país.

A fritura pública do ministro Carlos Minc, da qual participou com gosto até o senador oposicionista Tasso Jereissati (PSDB-CE), é um detalhe. O trágico é a ação pluripartidária para queimar a Amazônia.

Até a China começa a mudar. Nos Estados Unidos, o governo George Bush foi para o lixo da história. O presidente Barack Obama começa a dirigir o país em outro rumo. Está tramitando no Congresso americano um conjunto de parâmetros federais para a redução das emissões de
gases de efeito estufa. O que antes era apenas um sonho da Califórnia, agora será de todo o país.

Neste momento em que a ficha começa a cair no mundo, no Brasil ainda se pensa que é possível pôr abaixo a maior floresta tropical do planeta, como se ela fosse um estorvo.

A MP 458, agora dependendo apenas de sanção presidencial, é pior do que parece. É péssima. Ela legaliza, sim, quem grilou e dá até prazo. Quem ocupou 1.500 hectares antes de primeiro de dezembro de 2004 poderá comprá-la sem licitação e sem vistoria. Tem preferência sobre a
terra e poderá pagar da forma mais camarada possível: em 30 anos e com três de carência. E, se ao final da carência quiser vender a terra, a MP permite. Em três anos, o imóvel pode ser passado adiante. Para os pequenos, de até quatrocentos hectares, o prazo é maior: de dez anos.
E se o grileiro tomou a terra e deixou lá trabalhadores porque vive em outro lugar? Também tem direito a ficar com ela, porque mesmo que a terra esteja ocupada por "preposto" ela pode ser adquirida. E se for empresa? Também tem direito.

Os defensores da MP na Câmara e no Senado dizem que era para regularizar a situação de quem foi levado para lá pelo governo militar e, depois, abandonado.

Conversa fiada. Se fosse, o prazo não seria primeiro de dezembro de 2004.

Disseram que era para beneficiar os pequenos posseiros. Conversa fiada. Se fosse, não se permitiria a venda ocupada por um preposto, nem a venda para pessoa jurídica.

A lei abre brechas indecorosas para que o patrimônio de todos os brasileiros seja privatizado da pior forma. E a coalizão que se for$a favor dos grileiros é ampla. Inclui o PSDB. O DEM nem se fala porque comandou a votação no Senado, através da relatoria da líder dos ruralistas, Kátia Abreu.

Mais uma vez, Pedro Simon (PMDB-RS), quase solitário, estava na direção certa.

A ex-ministra Marina Silva diz que o dia da aprovação da MP 458 foi o terceiro pior dia da vida dela. "O primeiro foi quando perdi meu pai, o segundo, quando Chico Mendes
morreu" desabafou.

Ela sente como se tivesse perdido todos os avanços dos últimos anos.

Minha discordância com a senadora é que eu não acredito nos avanços. Acho que o governo Lula sempre foi ambíguo em relação ao meio ambiente, e o governo Fernando Henrique foi omisso. Se tivessem tido postura, o Brasil não teria perdido o que perdeu.

Só nos dois primeiros anos do governo Lula, 2003 e 2004, o desmatamento alcançou 51 mil Km. Muitos que estavam nesse ataque recente à Floresta serão agora "regularizados".

O Greenpeace divulgou esta semana um relatório devastador. Mostrando que 80% do desmatamento da Amazônia se deve à pecuária. A ONG deu nome aos bois: Bertin, Marfrig, JBS Friboi são os maiores. O BNDES é sócio deles e os financia. Eles fornecem carne para inúmeras empresas, entre elas, as grandes redes de supermercados: Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar.

Reuni ontem no programa Espaço Aberto, da Globonews, o coordenador do estudo, André Muggiatti e o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda. O BNDES não quis ir.

A boa notícia foi a atitude dos supermercados. Segundo Sussumu Honda, eles estão preocupados e vão usar seu poder de pressão contra os frigoríficos, para que eles mostrem, através de rastreamento, a origem do gado cuja carne é posta em suas prateleiras.

Os exportadores de carne ameaçam processar o Greenpeace. Deveriam fazer o oposto e recusar todo o fornecedor ligado ao desmatamento. O mundo não comprará a carne brasileira a esse preço. Os exportadores enfrentarão barreiras. Isso é certo.

O Brasil é tão insensato que até da anêmica Mata Atlântica tirou 100 mil hectares em três anos.

Nossa marcha rumo ao passado nos tirará mercado externo. Mas isso é o de menos. O trágico é perdermos o futuro. Símbolo irônico das nossas escolhas é aprovar a MP 458 na semana do Meio Ambiente.

12 de junho de 2009

Do Desmatamento

As três caravanas do Mutirão Arco Verde Terra Legal partiram para a Amazônia Legal na manhã desta quarta-feira (10). Durante quatro meses, em torno de 300 servidores federais e funcionários dos governos estaduais e municipais percorrerão mais de 20 mil quilômetros para chegar em todos os 43 municípios prioritários no combate ao desmatamento.

Os mutirões começam em Alta Floresta (MT), Marabá (PA) e Porto Velho (RO), as três cidades que vão sediar o lançamento oficial do programa no dia 19 de junho, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois, seguem para os outros 40 municípios (veja anexos ) que também apresentaram os maiores índices de desmatamento da Floresta Amazônica.

Leia mais aqui: Mutirão do Governo percorrerá as regiões campeãs do desmatamento na Amazônia.


Áreas desmatadas não trazem progresso


Um estudo publicado na última edição da revista científica Science afirma que a derrubada de florestas para criação de pastagens ou plantações na Amazônia tende a provocar uma elevação inicial rápida nos índices de desenvolvimento humano local, mas a vantagem desaparece na medida em que o desmatamento avança.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas compararam os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de 286 municípios amazônicos em diferentes estágios de desmatamento, tendo como base o ano 2000.

O IDH é uma metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para medir a qualidade de vida e inclui indicadores como renda, expectativa de vida e nível de educação.

Nos municípios que estão nos estágios iniciais do desmatamento ou nos quais o ritmo de desmatamento é alto, os pesquisadores encontraram índices de desenvolvimento humano próximos aos da média nacional e acima da média regional.

Nos municípios com pouco ou nenhum desmatamento e nos municípios com taxas de desmatamentos superior a 60% da área, os índices de desenvolvimento são similares e baixos quando comparados à média nacional.

Duas velocidades
Segundo os pesquisadores, isso sugere que "a expectativa de vida, nível de educação e padrão de vida melhoram mais rápido do que a média nacional nos municípios nos estágios iniciais do desmatamento".

Mas, em um segundo estágio, as condições de vida passam a melhorar num ritmo inferior à média nacional.

O resultado, argumenta o estudo, é que "em termos líquidos, pessoas em municípios que derrubaram suas florestas não estão melhores do que aqueles em muncipíos que não o fizeram."

De acordo com o artigo, a explicação mais provável para o progresso inicial é que "as pessoas se beneficiam dos recursos naturais disponíveis e da melhora no acesso aos mercados oferecida por novas estradas", assim como de investimentos públicos em infra-estrutura, educação e saúde.

A decadência nos padrões de vida "provavelmente reflete a exaustão dos recursos naturais que sustentaram o boom inicial, aliada ao aumento da população local".

O argumento é sustentado por estatísticas que mostram não só a redução da produtividade da exploração da madeira, como também da agricultura e da pecuária - o que "provavelmente reflete a degradação em larga escala dos pastos pela perda de produtividade do solo ou alterações no uso das terras por conta de mudanças nas condições do comércio de terras".

Medidas
Para os pesquisadores, o problema "provavelmente não tem uma solução única".

Entre as medidas propostas, estão apoio a um uso melhor das áreas já desmatadas, restrições a novos desmatamentos e reflorestação de áreas degradadas", além de incentivos a atividades sustentáveis, como manejo florestal e pagamento por serviços ecológicos.

O estudo é assinado por pesquisadores do Instituto Superior Técnico de Portugal, do Imazon, do Centre d'Ecologie Fonctionnelle et Evolutive, da França, e das universidade britânicas de Cambridge, Imperial College London e de East Anglia e coordenado pela pesquisadora Ana Rodrigues, do Instituto Superior Técnico de Portugal.

Um dos autores, o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), afirmou à BBC Brasil que o estudo "mostra claramente que desmatamento não compensa, que este modelo baseado na apropriação do patrimônio público não é o caminho nem para o Brasil nem para o mundo".

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse à BBC Brasil que o governo está fazendo a sua parte para quebrar o ciclo de expansão-colapso apontado pelo estudo.

"O que faz sair do ciclo de degradação é injetar tecnologia, recursos e pagar (a população local) para fazer a coisa certa", disse Minc.

O ministro deu como exemplo a nova fase da Operação Arco Verde, iniciada nesta semana pelo governo federal, que deve passar pelos 43 municípios que mais registraram desmatamento, levando informações sobre desenvolvimento sustentável, títulos fundiários e linhas de crédito "verdes".

Para Veríssimo, o ciclo é consequência do "grande dilema do modelo de desenvolvimento baseado na combinação da extração predatória de madeira, seguida pela pecuária". E, para ele, a única forma de sufocar essa dinâmica seria o fim da apropriação ilegal de terras públicas.

"No momento em que a MP 458 está dizendo que vai regularizar as terras de quem faz este jogo (de ocupação ilegal, exploração e novas ocupações), está dando um sinal claro de que as pessoas podem continuar ocupando que o governo em algum momento vai anistiá-la. Do jeito que ela está, ela vai criar condições concretas para que o processo continue na Amazônia", disse Veríssimo.|

Fonte: BBC Brasil

8 de junho de 2009

Plano de Prevenção, Controle e Alternativas ao Desmatamento do Estado do Pará

A governadora do Estado assinou o Decreto nº. 1.697/2009, que institui o Plano de Prevenção, Controle e Alternativas ao Desmatamento do Estado do Pará, com objetivo de promover a cooperação entre os diferentes setores da sociedade para o enfrentamento dos problemas relacionados ao desmatamento no Estado do Pará.
O decreto entre outras disposições, determina que o Plano de Prevenção, será implementado de acordo com os objetivos, metas, ações e o cronograma de execução tendo como eixos orientadores e estratégicos de atuação, o ordenamento territorial, fundiário e ambiental; o fomento às atividades sustentáveis e o monitoramento e controle.

28 de maio de 2009

Desmatamento em queda livre



O desmatamento da Amazônia Legal diminuiu mais de 35% em março e abril deste ano, com relação ao mesmo período do ano passado. As informações são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), mantido pela ONG Imazon Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. As medições por satélites mostram que foram destruídos 57 quilômetros quadrados em março e 121 quilômetros quadrados em abril deste ano.

A redução foi de 50% em relação a marco de 2008 e de 22% para abril de 2008. Os dados, no entanto, podem estar subestimados. Durante os dois meses de 2009, no entanto, a Amazônia estava com 65% de cobertura de núvens, que impedem a análise completa dos satélites

Já o desmatamento acumulado de agosto de 2008 a abril de 2009 totalizou 927 quilômetros quadrados. Em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior (3.849 quilômetros quadrados) houve uma redução de 76%, segundo o Imazon.

Em março de 2009, o desmatamento foi maior em Mato Grosso (39%) e Roraima (34%), seguido de Rondônia (13%), Acre (7%), Amazonas (6%) e Pará (1%).

Em abril, 45% do desmatamento ocorreu em Mato Grosso, seguido do Pará com 32% e Roraima com 14% e o 9% restantes no Amazonas, Rondônia e Acre.

Soraya Aggege - O Globo

25 de maio de 2009

Operação Ícaro

Do site IBAMA:


O Ibama constatou no último sábado (23/05) um descumprimento de embargo de uma área de aproximadamente 1,16 mil ha, no município de Senador José Porfírio, que estaria servindo de criação de gado. O infrator será autuado por descumprir o embargo e, a partir da notificação, tem 180 dias para remover os animais da área, podendo pagar multa de até R$ 1 milhão.

A equipe chegou na região, na última quarta-feira (20/05), quando deu início ao monitoramento de áreas embargadas em todas as regiões do estado do Pará. A operação Ícaro, que irá fazer vistoria em áreas embargadas por desmatamento ilegal para verificar o cumprimento do embargo pelos infratores e, se necessário, irá atuá-los por crime ambiental.

A operação partiu de uma solicitação da Procuradoria Geral Especializada do Ibama - PROGE e da Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama - DIPRO, para que a fiscalização do órgão vistoriasse áreas embargadas no estado, que, hoje, totalizam mais de 600 áreas.

Tarcya Monteiro e Luciana Almeida - Ascom Ibama/PA


13 de maio de 2009

Vigília pela Amazônia

Do Amazônia:

Começa hoje (13), às 18h00, na sede do Senado Federal, em Brasília (DF), uma vigília pela Amazônia, que será realizada em forma de audiência pública, com o objetivo de chamar a atenção da opinião pública para a necessidade de conservação da floresta.

O evento, que poderá ser acompanhado ao vivo em transmissão pela TV Senado, deverá se estender até meia-noite e contará com a participação de ambientalistas e parlamentares empenhados em debater as atuais ameaças à Amazônia, a importância do bioma e o avanço de iniciativas sustentáveis na região.

A vigília foi pedida ao Senado pelo movimento "Amazônia para Sempre", liderado pelos atores Christiane Torloni, Juca de Oliveira e Victor Fasano. Os artistas se impressionaram com a devastação da floresta amazônica durante as gravações da minissérie Amazônia, em 2007. O movimento reuniu cerca de 1,2 milhão de assinaturas de pessoas que pedem o fim do desmatamento.

Estudos já comprovaram que a Amazônia presta importantes serviços ambientais ao planeta, e especialmente ao Brasil, já que o equilíbrio climático do país depende da conservação da floresta. No entanto, o bioma vem perdendo, em média, um campo de futebol oficial de mata nativa a cada dez segundos, nos últimos seis anos.

12 de maio de 2009

Derubada Legal

Um grupo de 60 assentamentos concentrou no ano passado metade do desmatamento registrado nas 2.546 áreas de reforma agrária da Amazônia Legal, região formada pelos Estados do Norte, Mato Grosso e parte do Maranhão.

Essa densidade na derrubada da floresta aparece em relatório do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) recém-concluído com auxílio de dados do Ibama e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Fonte: Jornal da Ciência

25 de março de 2009

Só um Desgarrado

Dos municípios que fazem o Oeste paraense só Novo Progresso pertence à laia dos maiores desmatadores.

Haverá algo de novo por lá?