De olho nos erros de outros países e empenhado em fazer jorrar mais do que petróleo dos campos do pré-sal, o governo já decidiu que a exploração dessa riqueza será a ponta de lança da política industrial da cadeia produtiva de óleo e gás no país. A meta é tornar realidade - e até aumentar - as previsões de investimentos e geração de empregos desenhadas com as descobertas. Projeções do BNDES apontam que apenas os aportes diretamente nas atividades de exploração e produção chegarão a R$ 269,7 bilhões até 2012, incluindo Petrobras e empresas privadas.
Com uma média de R$ 67,4 bilhões ao ano, os recursos deverão gerar, segundo a estatal, um milhão de vagas, diretas e indiretas, em empresas prestadoras de serviços até 2013.
O grupo interministerial que estuda o marco regulatório do pré-sal deverá anunciar, junto com o projeto das novas regras do setor, diretrizes para a contratação de empresas e fornecedores, para aumentar o conteúdo nacional nessa cadeia. O trabalho começou em julho do ano passado e tem como pano de fundo 18 setores industriais ligados diretamente ao setor.
Ainda não existem números tabulados sobre os investimentos nessas áreas, mas um estudo encomendado pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), ligado à Petrobras, traçou as características e os desafios de cada segmento.
21 de junho de 2009
Pré-sal quer mais que petróleo
9 de junho de 2009
Provocação
Na época disponibilizei-o para que os companheiros de leitura tivessem acesso às idéias do geólogo que "quer morrer trabalhando, é naturista, integrante dos quadros da Petrobras, autor do livro A inesgotabilidade do petróleo e o meio ambiente e convidado ocasionalmente a proferir palestras sobre fontes de energia".
O post parece vivo para esta época mais discutida:
Esta entrevista de Vicente Lassandro Neto, geólogo que trabalha há mais de 40 anos como engenheiro do petroléo vem causando polemicas acirradas entre biólogos, geólogos e demais profissionais.
Foi publicada, inicialmente, no ambientebrasil. Ele escreve afirmações instigantes e que soam aos leigos como absolutamente desprovidas de bom senso. Um exemplo: “destruir e queimar florestas também é ótimo para o meio ambiente”.
Quer ler? Garanto que vale a pena.
Ah! leia os comentários a esta entrevista também: vão desde imbecil a prepotente, egoísta e alienado. Mas existem alguns que concordam como Vicente.
E você o que acha?
8 de junho de 2009
Qual é o justo valor para o barril do petróleo?
No final de 2007, todos foram pegos de surpresa com o anúncio da retirada de 41 blocos marítimos da nona rodada de leilões da ANP. Ainda não se sabia, mas o que estava por trás desta decisão do governo federal era a descoberta do grande potencial das reservas da Bacia de Santos. A partir daí, aguardou-se com alta expectativa o que a região do pré-sal poderia trazer para o Brasil. Principalmente quando, em 2008, o preço do barril passou a rondar US$ 145 e já se imaginava o país em um novo patamar econômico dentro de algumas décadas. Todas as expectativas, no entanto, foram postas à prova no final do ano passado com a explosão da crise econômica.
Hoje, mais brando o vento que varreu o mercado global nos últimos meses (a ponto de levar a cotação do barril a 30-40 dólares), faz-se necessário trazer à tona esta pergunta: o interesse nas reservas da Bacia de Santos aumentou ou diminuiu?
Para responder essa pergunta, nosso primeiro passo foi retornar aos fatores que, no meio do ano passado, levaram o barril a irreais 145 dólares. Como já havíamos analisado no artigo "Desconstruindo o barril de petróleo", tais fatores podem ser definidos nestes termos: 1. Especulação financeira 2. Desvalorização do dólar 3. Consumo elevado 4. Questões geopolíticas 5. Queda das reservas 6. Subsídio aos derivados.
Observando com cuidado, podemos notar que o cenário, embora tenha sofrido um forte impacto com a crise, não chegou a passar por uma reviravolta. Embora os valores envolvidos sejam consideravelmente mais baixos, nenhum desses seis fatores sofreu grande alteração, e a cotação já começa uma nova escalada (no final de maio, mês em que passou por um crescimento de quase 30%, o preço do barril fechou em US$ 66 e agora em junho já esbarra nos US$ 70,00).
O componente mais nebuloso, e também de maior importância, é justamente a especulação. Assim como influenciou decisivamente para que o barril chegasse a 145 dólares - e posteriormente também no contra-choque - hoje ela também deve ser assumida em toda a sua dimensão. Os especuladores estão vivos e, segundo a lógica, nada mais natural do que agora eles desejarem um novo aumento.
A situação do dólar continua delicada. A moeda continua em desvalorização frente ao euro e às moedas asiáticas (assim como frente ao Real) e não apresenta sinais concretos de que vá restabelecer-se com força suficiente para derrubar as cotações.
Com a crise, pode-se dizer que o consumo é, dentre todos os fatores que compõe a cotação, aquele que sofreu maiores transformações. Em contrapartida, sua tendência conforme o ambiente de crise for se dissipando é apenas aumentar. Os países asiáticos já dão sinais de que serão os primeiros a se levantar e o investimento no petróleo parece estar em seus primeiros planos, uma vez que o consumo esperado na região não é compatível nem com as reservas (no seu caso mais grave China e Índia), nem com a produção e até mesmo com a capacidade de refino, tome-se com exemplo o Japão.
A questão geopolítica, que parecia destinada a sofrer grandes transformações com o governo Barack Obama, não vem seguindo exatamente este caminho. Mesmo com sua postura conciliatória, o presidente americano ainda não foi capaz de refrear o comportamento belicoso do Irã, e a organização terrorista Al-Qaeda já se manifestou contrária a qualquer interesse de paz manifestado pelos EUA.
O potencial das reservas é outro fator que não se alterou muito. Com o barril a 145 dólares, o Canadá já projetava um alto lucro com seu petróleo, e parecia inevitável que os americanos recorressem ao petróleo do Alasca; agora, tanto o alto custo de prospecção no Canadá quanto os ativistas ambientais nos EUA conseguiram equilibrar as forças na briga, e mais uma vez temos um mundo girando em torno da mesma escassez de reservas.
Como se pode constatar, as mudanças não são tão sensíveis quanto aparentavam a princípio. As reservas da Bacia de Santos, se não gerarão o mesmo lucro, caso o barril do petróleo não venha subir aos mesmos patamares ou até mais elevados do passado rescentes podem por outro lado assumir um papel estratégico ainda mais importante no atual cenário.
As dúvidas persistem, mas cada vez o país se vê em frente de uma responsabilidade maior em relação as novas reservas. pois sabemos que com o barril do petróleo a US$ 70, cerca de 95% dos projetos se tornam viáveis.
2 de junho de 2009
Desafio da Petrobrás: Tratar o CO2 do pré-sal
Estimativas apontam que somente nas duas áreas com reservas delimitadas -os campos de Tupi e Iara, onde há um acúmulo de até 12 bilhões de barris de óleo e gás- existam 3,1 bilhões de toneladas de CO2, um dos gases que contribuem para o aquecimento do planeta.
Para evitar que todo o gás pare na atmosfera, a solução é investir em tecnologia. A companhia quer reinjetar o CO2 extraído do pré-sal nos próprios reservatórios (veja à direita).
Segundo José Formigli, gerente da Petrobras para exploração e produção do pré-sal, o acúmulo de CO2 nas reservas da bacia de Santos é gigante e seriam liberadas "milhões e milhões de toneladas". Como o gás carbônico é um contaminante para o gás natural e não tem valor comercial, normalmente ele é lançado na atmosfera, afirma o gerente.
Desde o início deste mês, a Petrobras realiza o teste de longa duração de Tupi, uma produção piloto para avaliar as condições do reservatório que já dispõe da nova tecnologia de reinjetar no poço o CO2 extraído do fundo do mar.
Para atender uma exigência ambiental da ANP (Agência Nacional de Petróleo), a produção de petróleo na área está limitada. O teto é de 500 mil metros cúbicos, o que permite retirar 15 mil barris/dia do campo, metade da capacidade.
Formigli diz que a reinjeção é viável e seu emprego se justifica pelo grande passivo ambiental que seria gerado caso o CO2 fosse liberado. "Dentro de alguns anos, será socialmente inaceitável lançar tamanha quantidade de carbono".
Isso porque a produção será muito grande -somente numa fase inicial do desenvolvimento do pré-sal, a Petrobras estima instalar 10 plataformas com capacidade de produção de 150 mil barris/dia.
Para a Petrobras, não é possível estimar as emissões de carbono do pré-sal, pois não se sabe a produtividade dos campos.
Alexandre Szklo, professor de planejamento energético da Coppe, calcula que as emissões vão superar os 3 bilhões de toneladas somente com o carbono contido nos reservatórios. A conta considera o percentual de 10% a 15% de CO2 nos campos do pré-sal, concentração bem maior do que os 5% das demais reservas do país.
Nessa estimativa, não está embutido o CO2 que só será liberado com a queima dos combustíveis em veículos, caldeiras, entre outros usos.
De acordo com Szklo, a técnica de reinjetar o CO2 em poços de petróleo é conhecida, mas não é utilizada em escala comercial. Esse, diz, é o maior desafio da Petrobras.
Ao mesmo tempo, diz ele, a empresa precisa encontrar alternativas para o CO2, pois, caso contrário, será uma das companhias de petróleo que mais emitem na Terra. E levará ainda o Brasil ser obrigado a cumprir metas de emissão como países de matriz energética "suja", casos de China e EUA.
O país tem um problema grave com as emissões geradas pelas queimadas, mas não pelo uso de energia, como ocorre na maior parte dos países.
"Para o Brasil, as emissões do pré-sal podem ser ruins, embora o óleo do pré-sal venha a substituir o petróleo pesado da bacia de Campos, cujo potencial de CO2 na queima dos derivados é maior. Para a Petrobras, certamente as emissões vão crescer na área de produção de petróleo", diz
Mas para o mundo, isso não deve ocorrer. "O petróleo do pré-sal vai deslocar o consumo de óleos mais pesados, mais poluentes, como as areias betuminosas do Canadá e o petróleo ultrapesado da Venezuela".
Folha de SP, 31/5
27 de maio de 2009
O investimento no setor petrolífero brasileiro
Segundo cálculos do BNDES, a Indústria de bens e serviços nacionais terá de investir mais de US$ 5 bilhões até 2011 para que o capital anunciado para o setor petrolífero (como os US$ 174 bilhões da Petrobras) tenha um retorno garantido. São muitas as reformas necessárias para que o Brasil se adapte à sua nova posição no cenário político-econômico global. O intercâmbio de conhecimento com outras nações tem levado os executivos e engenheiros do Brasil a perceber a defasagem de sua infra-estrutura, o que certamente acarretará em transformações e reformas.
Segundo João Carlos Ferraz, diretor de planejamento do BNDES, a soma da área de todos os estaleiros brasileiros iguala a área de um único estaleiro da Coréia do Sul. Como outro exemplo, temos a situação da Petrobras, que pode perder seus direitos sobre parte de alguns blocos caso não amplie seu número de sondas. Em vias de se tornar uma potência do setor, é evidente que o Brasil precisa superar estas incongruências.
Existe por parte de investidores internacionais, especialmente na Ásia, um interesse particular pelo petróleo brasileiro. Semana passada, os chineses chegaram apontando uma soma de US$ 10 bilhões. Já se sabe que os japoneses também intencionam investir pesadamente.
Outros fatores convergem também para a aceleração do processo de exploração como por exemplo os preços, que voltam aos poucos a trazer otimismo para a Indústria do petróleo. Sabendo-se que com a cotação do barril acima dos 70 dólares viabiliza praticamente mais de 90% dos projetos no setor.
Aos profissionais do ramo tem sido este o momento de investir em sua formação. Os treinamentos gerenciais e naturamente as pós-graduações em petróleo tornam-se cada vez mais concorridos e ganham mais peso no mercado. Todos se preparam para o momento de trabalhar pela mais promissora riqueza natural do país deste novo século.
Fonte - Jornal do Commercio
6 de maio de 2009
O Petróleo.
O Brasil, com suas dimensões continentais, conta com uma área sedimentar de 6.436.000 km2. Em sua porção terrestre – cerca de 4.880.000 km2 – mais de 20 bacias são conhecidas. São bacias de diferentes histórias e idades de formação, compondo um complexo terreno sedimentar de múltiplos desafios para os exploracionistas. Bacias proterozóicas, paleozóicas, cretáceas e terciárias distribuem-se desde o Sul-Sudeste até o Nordeste e Amazônia.
O restante da área sedimentar brasileira está distribuído ao longo da plataforma continental. Destaque para a Bacia de Campos, a principal portadora de recursos petrolíferos. Mais de 1.500. km2, até a cota batimétrica de três mil metros, abrigam mais de 15 bacias sedimentares cretácico-terciárias, várias delas sendo extensão de bacias terrestres costeiras.
Quer saber mais sobre o petróleo?
Então leia o trabalho de Celso Fernando Lucchesi, que ele denominou O Petróleo.
14 de abril de 2009
Biodiversidade na Província Petrolífera de Urucu
O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Petrobras lançam, amanhã, dia 14, o livro “Biodiversidade na Província Petrolífera de Urucu”, que compila os resultados dos esforços científicos empreendidos entre os anos de 2004 e 2006 pelo projeto “Dinâmica de Clareiras sob Impacto da Exploração Petrolífera”, coordenado pela Dra Ana Lucia Prudente, curadora da coleção de Herpetologia do Museu Goeldi, e integrado a Rede CTPetro Amazônia.
10 de abril de 2009
O Petroléo vai acabar...
Coitado daqueles que não conseguem dar um passo pro lado sem o seu carro...
24 de abril de 2008
Acima...Mais Acima...
Daí se crer que é melhor permanecer com o tanque cheio...
14 de abril de 2008
Pão de Açucar
Aí vem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e afirmou nesta segunda-feira, 14, que é preciso ter cautela a respeito das informações sobre a extensão da reserva petrolíferas da área conhecida como "Pão de Açúcar", reserva que é considerada cinco vezes maior do que o campo de Tupi, descoberto no ano passado.
Vem aí mais uma desculpa do presidente Lula, encobrindo alguma falcatrua do governo federal.
31 de março de 2008
Mais uma Descoberta
A Petrobrás soluciona o problema imediatamente.
Anunciou que descobriu mais um reservatório de petróleo e gás abaixo da camada de sal na Bacia de Santos.
Pronto.
É o bastante para aliviar a barra do Lula, da Dilma e de seus fiéis escudeiros em relação a CPI dos Cartões Corporativos, que já 'ta dando muita imprensa.
16 de fevereiro de 2008
Petróleo é em Titã!
Somando todos os campos daqui ainda faltaria reserva para se igualar a de lá.
27 de novembro de 2007
Diversificando...
Os blocos fazem parte do terceiro lote ofertado pela ANP na 9ª Rodada de Licitações que acontece hoje no Rio.
Nesta disputa, foram ofertados 40 blocos, sendo apenas cinco arrematados - por um total de bônus de assinatura de R$ 6,74 milhões. Deste total, o consórcio envolvendo a Vale, Petrobras e Ecopetrol pagou R$ 5,291 milhões.
O quinto bloco foi levado pela OGX, por R$ 1,448 milhão.
Fonte: Amazonia.org.br
18 de novembro de 2007
Sheik das Arábias
É um cronograma específico que ocorre entre a prospecção da reserva e o jorro do óleo.
Como Tupi foi descoberto em 2005, ainda teremos pelo menos mais 3 anos para que os 8 milhões de barris de petróleo sejam realidade.
Mas, não deveremos desconfiar deste trabalho dos técnicos (geólogos, engenheiros, etc) da Petrobrás.
Lá só tem "fera" neste campo.
9 de novembro de 2007
Descoberta e Confusão
"A Agência Nacional de Petróleo (ANP) cancelou nesta sexta-feira sua nona rodada de licitações para áreas de exploração de gás e petróleo, marcada para o final deste mês, graças à descoberta anunciada ontem pela Petrobras, no campo de Tupi.
A explicação é simples: o edital da ANP impede qualquer mudança nas regras da nona rodada em um período inferior a 45 dias. Como algumas das áreas em leilão estão envolvidas na descoberta divulgada ontem, e foram retiradas da rodada, a licitação foi inviabilizada.
Segundo a coluna "Radar" da revista Veja, o governo "melou o jogo conscientemente", e nas companhias privadas que se habilitaram a concorrer na nona rodada de licitãções da ANP, o comentário é um só: "o governo reestatizou a exploração do petróleo", embora ninguém fale isso de público".