Geologia e Ambiental

29 de abril de 2014

Nota do Blog Usinas do Tapajós

Do Blog Usinas do Tapajós:

Seminário de apresentação da AAI será em 6 de maio

Objetivo do encontro é apresentar uma síntese do estudo e principais resultados
 
O Grupo de Estudos Tapajós, coordenado pela Eletrobras, adiou para o dia 6 de maio o Seminário Público de apresentação da Avaliação Ambiental Integrada da Bacia do Rio Tapajós, que ocorrerá em Itaituba. O adiamento ocorreu para ajustar melhor a logística e fornecer mais conforto e estrutura aos participantes.
 
O objetivo principal do Seminário Público é apresentar uma síntese das atividades realizadas para a elaboração da AAI da Bacia do rio Tapajós e os principais resultados obtidos até o momento. A ideia é ampliar a divulgação dos estudos e, através da participação da sociedade, colher subsídios para a conclusão dos trabalhos.
 
A AAI é um instrumento de planejamento setorial, voltado à avaliação socioambiental dos efeitos sinérgicos e cumulativos dos aproveitamentos hidrelétricos previstos para a bacia do rio Tapajós, tendo como finalidade promover a integração do desenvolvimento do potencial hidrelétrico da bacia com os instrumentos de planejamento governamental e demais setores.
 
Para ler o Sumário Executivo do documento, clique aqui.

Bananas? Ora, bolas...

Incrível como uma simples e ingênua atitude provoca todos!
A atitude de Daniel Alves ao comer a banana lançada pelo torcedor provocou, no mundo todo, uma corrente de compartilhamentos do hashtag #‎somostodosmacacos‬.

Todos os famosos do Brasil e do mundo se uniram para repudiar a atitude do racista torcedor.

Mas recentemente, aqui no Brasil, mais precisamente no Rio Grande do Sul, um árbitro de futebol foi "trucidado" pela mídia em uma atitude de racismo explícito. Lembram?

Quais dos jogadores, apresentadores de TV, árbitros, facemaníacos famosos ou não tomaram uma atitude de comer banana ao vivo e a cores em defesa do anti-racismo e de amenizar as feridas abertas na vida deste profissional?
Ninguém quis aparecer!

Ora, bolas...

28 de abril de 2014

Por que teremos que pagar por este aumento de preços em 2015?




Hoje, nos jornais televisivos foi anunciado que o gasto de R$11 bilhões de reais por conta da escassez de água nas represas do sudeste e centro-oeste será debitado, no próximo ano, na conta dos brasileiros que utilizam a energia elétrica diuturnamente.

Isto seria muito louvável se nós, da região Norte, que fornece (ou fornecerá) a maior parte da energia consumida pelo restante do país tivéssemos um bônus nesta conta injusta.

O site Carta Capital, com assinatura de Luis Nassif, em uma postagem sobre as Hidrelétricas do Tapajós, feita após um seminário sobre o assunto promovido pelo Jornal GGN (www.jornalggn.com.br) diz textualmente: “Por outro lado, 35% do potencial hidrelétrico brasileiro estão na região norte, localizados nos rios à margem direita do rio Amazonas, começando pela fronteira, com o Tocantins-Araguaia. Tem o Xingu, onde se encontra a usina de Belo Monte; o Madeira, com as usinas de Jirau e Santo Antonio; e o Tapajós, a maior aposta.” 

Apesar de termos o maior potencial para aproveitamento hidrelétrico do país, também somos comprometido “por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente), baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e, no caso da região Norte, baixo densidade demográfica e pequena geração de renda, aliada às características geográficas” (publicação da ANEEL).

Então, além de permanecermos no escuro, pois aqui a renda é pequena e a densidade demográfica é grande e se temos 35% do potencial hidrelétrico brasileiro, seria justo que a conta deste aumento fosse nesta proporção e que cada um dos potenciais ou não fornecedores pagasse o restante da conta!

27 de abril de 2014

Por que o SIVAM não detectou a aeronave do Luis Feltrim?

O Projeto SIVAM - Sistema de Vigilância da Amazônia foi instalado a partir de 1993. Segundo o governo, o sistema se destinaria a preservação do meio ambiente na Amazônia, ao combate ao narcotráfico, à melhoria das condições de segurança da navegação aérea e fluvial, fiscalização das reservas indígenas, guarda das fronteiras e apoio a outras atividades governamentais.

Constatou-se, na época, que a contratação da empresa para aquisição de tecnologia e equipamentos de comunicação foi feita com dispensa de licitação ( o valor do contrato foi de 1,4 bilhão de dólares) e, com influencia do ex-presidente Bill Clinton, foi contratado o consórcio liderado pela Raytheon Company, uma empresa americana, que tinha como representante no Brasil a Líder Taxi Aéreo.

E as perguntas se avolumam em relação ao SIVAM:
Tem uma base instalada em Jacareacanga, onde desfilam militares oriundos, a maioria de Manaus, que recebem todos os gêneros alimentícios via aérea e só adquirem em Jacareacanga, as bebidas para as farras costumeiras. Há tempos atrás eles conseguiram atentar para um casal que fazia amor na cabeceira da pista do aeroporto de Jacareacanga. Eu estive lá quando esta base foi construída.
Por que esta base não detectou o voo do Comandante Feltrim?
Estariam com o radar desligado?
Ou não teria nenhum militar/civil trabalhando na ocasião?

Se o SIVAM não serve para detectar um voo dentro de sua casa, mesmo com transponder desligado, eis porque a FAB gastou uma fortuna e não conseguiu encontrar os sinais do avião. Mas um simples ser humano, sem nenhuma tecnologia artificial a seu alcance, conseguiu encontrar. E o radar? Nada...?

Muitas outras perguntas irão surgir, mas todas vão mostrar que o Sistema de Vigilancia da Amazonia, que envia inicialmente seus dados para outro país e depois ao Brasil, não serve pra nada mesmo!

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Atualizado às 19:53:
Vejam a opinião do SIVAM na ótica militar aqui: Projeto SIVAM - Os olhos da floresta; 
sobre o escandalo aqui: Escândalos não investigados do governo FHC (I): O Caso Sivam.

25 de abril de 2014

Peninha não volta?

Já está rolando um bolão de apostas sobre a volta do Peninha pra Casa da Noca itaitubense.
Neste bolão o ganhador tem que especificar:
  1. Se volta ou não;
  2. acertar a data da diplomação pelo juiz eleitoral 
  3. acertar a data da posse na Casa;
  4. qual será o tema do 1o. discurso.
Coisas fáceis de se prever...

24 de abril de 2014

Afastamento do prefeito de Monte Alegre



CÂMARA MUNICIPAL DE MONTE ALEGRE
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 675929
DECRETO LEGISLATIVO Nº 01/2014 DE 22 DE ABRIL DE 2014.

Dispõe sobre o afastamento do Senhor Raimundo Sérgio de Souza Monteiro, do cargo de Prefeito Municipal, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE MONTE ALEGRE, ESTADO DO PARÁ, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos IV, V e VI, do art. 22; arts. 53 e 54 todos da Lei Orgânica do Município, mais os fundamentos do art. 86 da Constituição Federal, acrescido do inciso VII, do art. 5º do Decreto-Lei nº 201/67, faz saber que o Plenário aprovou e fica promulgado o presente Decreto Legislativo e;

Considerando a denúncia apresentada nesta Câmara Municipal pela cidadã RAIMUNDA VILMA ARAÚJO DE SOUZA, no dia 16/04/14, às 11h25 em desfavor do Prefeito Municipal;

Considerando que a referida denúncia foi recepcionada por 2/3 (dois terços) dos membros desta Casa;

Considerando que o art. 54 da Lei Orgânica do Município em harmonia com o art. 86 da Constituição Federal prevê o afastamento do Prefeito do cargo

DECRETA
:
Art. 1º - Fica afastado do cargo de Prefeito Municipal de Monte Alegre, o senhor Raimundo Sérgio de Souza Monteiro.
Art. 2º - O período de afastamento será de 90 (noventa) dias.
Art. 3º - Se nesse período, o julgamento do processo concluir pela improcedência da denúncia, cessará os efeitos do afastamento.
Art. 4º - Este Decreto Legislativo entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Monte Alegre (PA), 22 de abril de 2014.

ANSELMO RAIMUNDO CORRÊA PICANÇO

Fonte: Diário Oficial Nº. 32628 de 24/04/2014
 
Presidente da Câmara Municipal

Licitação em Itaituba. Erro comum...?



PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAITUBA/PA
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 675698
AVISO DE LICITAÇÃO

PREGÃO PRESENCIAL Nº. 044/2014.  
Objeto: Contratação de empresa especializada na prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva de veículos automotores de pequeno, médio e grande porte, para atender a demanda dos Fundos e Secretarias Municipais da Prefeitura Municipal de Itaituba/PA (conforme termo de referência).
Tipo: Menor Preço por Item.
Data: 09/05/2014.
Horário: 09h.

PREGÃO PRESENCIAL Nº. 046/2014.
Objeto: Empresa especializada na confecção de impressos gráficos para atender as demandas dos Fundos e Secretarias Municipais da Prefeitura Municipal de Itaituba/PA (conforme termo de referência).
Tipo: Menor Preço por Item.
Data: 12/04/2014.
Horário: 09h.

OBS:
INFORMAÇÕES: Sala de Licitações, Av. Nova de Santana, 581, Centro, Diretoria de Compras, Itaituba/PA das 08h às 14h. Itaituba/PA, 22 de abril de 2014.

Kleber dos Anjos de Sousa
Pregoeiro

Fonte: Diário Oficial Nº. 32628 de 24/04/2014

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Observação do blogger: O edital contém um erro crasso no Pregão Presencial 046/2014: a data da licitação está especificada em 12/04/2014. Vai ser republicado e quem vai pagar a despesa do erro? Quem, Norton Sussuarana?

País precisa mais investimento para definir potencial




Por Domingos Zaparolli | Para o Valor, de São Paulo


O Brasil é uma potência mineral. Pelas informações disponíveis, sabe-se que o país detém a maior reserva mundial de nióbio, a segunda maior de ferro e de caulim, é o terceiro colocado na produção de bauxita, de estanho e níquel e ainda é produtor significativo de urânio, ouro, zinco, fosfato e manganês.
Mas o país ainda não está preparado para responder a uma pegunta básica: qual é o potencial mineral brasileiro? De acordo com o Ministério das Minas e Energia, 63% dos 8.515.767 quilômetros quadrados do território nacional estão mapeados em uma escala de 1 por 250.000 e apenas 25% em uma escala de 1 por 100.000, proporção considerada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) como a mínima necessária para a realização de um adequado trabalho de pesquisa mineral.
O Plano Nacional de Mineração prevê que em 2030 o país estará 91% cartografado na escala de 1 por 250.000 e 47% em 1 por 100.000. Carlos Nogueira da Costa, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM), diz que questões legais e operacionais estão na base das limitação do mapeamento geológico do país. Enquadram-se nesse caso, por exemplo, o levantamento em territórios indígenas e em áreas de preservação. Na Amazônia os trabalham são limitados pela densa cobertura vegetal e também por conta da dificuldade de acesso.
Manoel Barretto da Rocha, diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil, informa que a instituição tem utilizado a aerogeofísica - procedimento que conta com o apoio de avião e sistemas de magnetometria e gamaespectrometria -, para realizar o levantamento até mesmo nas áreas mais remotas. Segundo Barretto, a tímida dimensão do mapeamento geológico brasileiro é resultado de um longo período sem investimentos, que corresponde de 1979 a 2003. "Desde 2004 foram investidos R$ 222 milhões na tarefa. É o maior programa geofísico em execução no mundo, mas ainda há muito trabalho a fazer", diz.
Um avanço importante na última década foi o estudo aerogeofísico de 93% das áreas de rochas cristalinas do país, que são as mais propícias à ocorrência de depósitos minerais metálicos e ferrosos. Após a conclusão desse trabalho, afirma Barretto, a próxima meta é o levantamento das áreas de rochas sedimentares, onde petróleo, fosfato, cascalho são mais comuns, mas também há ocorrência de metais como ouro e cobre.
O mapeamento geofísico é a primeira etapa da pesquisa mineral. O passo seguinte é a sondagem, tarefa à qual, no Brasil, se dedicam empresas privadas. Os investimentos nessa área historicamente também são baixos. De acordo com um relatório do Metals Economic Group (MEG), que não leva em consideração gastos com minério de ferro, em 2012 foram investidos US$ 321 milhões em pesquisa mineral no Brasil, enquanto foram investidos US$ 535 milhões tanto no Peru quanto no Chile, países latino-americanos com dimensões territoriais bem menores. Na Austrália, os investimentos somaram US$ 1,28 bilhão. No Canadá, a inversão de recursos para mineração chegou a US$ 2 bilhões.
Marcelo Ribeiro Tunes, diretor de mineração do Ibram, diz que além de informações geofísicas adequadas, falta uma política de incentivo à pesquisa mineral no país. A atividade é de alto risco. De cada mil áreas onde há indícios de minérios, uma centena supera a fase de prospecção superficial e são alvo do trabalho de sondagem. Destas, em 15 encontram-se depósitos minerais, mas uma área efetivamente torna-se uma mina com exploração comercial.
A pesquisa mineral completa para a abertura de uma mina de outro dificilmente sai por menos de US$ 5 milhões, podendo chegar a US$ 10 milhões. "No Brasil não há sistemas de financiamento nem público nem privado. A atividade é bancada com recursos próprios", afirma Marcelo Tunes, do Ibram.
São poucas as empresas de grande porte no Brasil que se dedicam a pesquisa mineral e podem usufruir do autofinanciamento, como é o caso da Votorantin, da Vale ou da Anglo América. A maioria é de pequeno ou médio porte, as chamadas empresas juniores. Tradicionalmente essas companhias dedicam-se apenas ao trabalho de pesquisa, vendendo o direito de exploração da jazida encontrada. Segundo Tunes, as juniores buscam no exterior, principalmente no Canadá, os recursos necessários para o investimento. "A captação na bolsa de Toronto é a principal fonte de recursos da pesquisa mineral brasileira, mas a indefinição sobre o novo código mineral do país tem afastado os investidores", diz o executivo.
A principal preocupação dos investidores estrangeiros com o código em discussão no Congresso Nacional é a proposta do governo federal de realizar licitação das áreas a serem mineradas. Hoje no Brasil, como no Canadá, Austrália e nos Estados Unidos, prevalece o sistema de prioridade de exploração para quem primeiro descobre e registra um plano de pesquisa de um alvo mineral junto aos órgãos públicos responsáveis.
Uma dúvida com o novo código é se o governo assumiria para si o trabalho de pesquisa, leiloando as áreas minerais já detectadas. Nesse caso, não haveria mais espaço para o trabalho das juniores. A outra situação possível é o governo licitar áreas onde a pesquisa poderá ser realizada. Nesse caso, aumentam-se os custos da prospecção e restringe-se a capacidade de concorrência das juniores. "A pior situação é a que vivemos hoje, de indefinição do novo modelo", diz Tunes.
Carlos da Costa, da SGM, acredita que o modelo de leilão gera benefícios que irão gerar dinamismo à pesquisa mineral. "O processo será mais transparente e serão maiores as oportunidade de acesso às áreas com grande potencial mineral. O Estado também ganha aumentando sua capacidade de planejar o setor", afirma ele.
As reservas brasileiras já conhecidas garantem o bom desempenho da indústria mineral do país por muito tempo, para ficar apenas em alguns exemplos mais significativos. Com uma produção de 31 milhões de toneladas em 2011, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de bauxita, a base do alumínio, e possui também a terceira maior reserva, com 3,6 bilhões de toneladas do minério.
As reservas medidas de minério de ferro do Brasil são a segunda maior do mundo, com 29 bilhões de toneladas, de um total global de 180 bilhões de toneladas. Em estanho, utilizado pela siderurgia e pela indústria de embalagens e de soldas, 12,3% das reservas mundiais estão localizadas no país.
O Brasil é o maior produtor de nióbio, utilizado pela siderúrgica para produzir ligas mais leves de aço, e tem depósitos para garantir essa posição por 200 anos. As reservas conhecidas de ouro, de 2,6 mil toneladas, representam 5% do estoque mundial. As reservas de urânio somam 276 mil toneladas, a sétima do mundo, mas as estimativas são que o Brasil tenha mais de 800 mil toneladas desse minério, posicionando-o em terceiro lugar.
O impacto imediato do baixo investimento da pesquisa mineral se faz notar principalmente em minérios utilizados pela indústria de fertilizantes, um dos produtos que mais afetam negativamente a balança comercial brasileira. O Brasil produziu 6,2 milhões de toneladas de fosfato em 2011 e importou uma quantidade equivalente, mesmo avaliando-se que o país pode ter depósitos de 310 milhões de toneladas. Em potássio, a produção foi de 400 mil toneladas para uma importação de 7,6 milhões de toneladas.