1 de março de 2006

VIDA? TÔ NO SALDO!

HOJE NÃO VOU POSTAR NADA!

TENHO 55 BONS MOTIVOS PARA PENSAR NO TEMPO.

COM TRANQUILIDADE.

SEM PRESSA.

FAZENDO O QUE EU GOSTO.

NA SOLIDÃO QUE SEMPRE ME FOI A COMPANHIA MAIS AGRADÁVEL.

VEJO-OS DEPOIS!

TRABALHOS CIENTÍFICOS: A CONSULTA

Em minha busca por trabalhos científicos que me levassem a desenvolver o tema da monografia de especialista em Gestão Ambiental ao NUMA/UFPa deparei com a seguinte citação:

"Um trabalho só é considerado científico quando é passivel de reprodução".

Pedro José da Silva, em tese - ESTRUTURA PARA IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM OBRAS HIDROVIÁRIAS - apresentada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor em Engenharia.

Que sirva de bússola e GPS para muitos pesquisadores que não permitem que "qualquer uma pessoa" tenha acesso aos seus trabalhos.

Dudu programa ...


MARCANDO PASSAGEM...

A prefeitura diz que a macrodrenagem da Estrada Nova tem uma excelente receptividade junto à Secretaria de Patrimônio da União e ao Ministério das Cidades, que podem até dar apoio financeiro ao empreendimento. Duciomar Costa acha que pode concluir o projeto, que marcará a sua passagem pelo governo da cidade”.

Este tópico acima está no Repórter 70 (O Liberal), em 01 de março de 2006.

Esta é a idéia dos governantes: marcar a passagem. E é triste ler isto em um periódico, como se fosse a melhor proposta para o povo belemense!

A macrodrenagem da Estrada Nova mostra que o político atual não se preocupa em planejamento, em organização. Tudo é aleatório: faça isto hoje, faça isto amanhã, porque quero marcar minha passagem. E amanhã virá o próximo, que mandará fazer outra obra e deixará àquela que não foi terminada, sem o favorecimento pessoal, mesmo que seja do mesmo bloco político.

Se pudéssemos ler que o prefeito atual está mandando preparar um projeto de lei (rever o Plano Diretor de 1993, por exemplo) prevendo as ações a serem implementadas nos próximo vinte (20) anos para melhorar, no mínimo, as condições sanitárias, a trafegabilidade, a segurança, a saúde e a educação do povo estaríamos em outro estado da federação galática?

Qual é a visão política deste governo municipal? Promoção pessoal me parece! Tal qual os outros!

Cuidado, prefeito, porque sua carreira política pode acabar como a de médico incorporado: sem continuidade e sentenciado!

O Atirador

Quando li a nota em Observatório da Imprensa fiquei pensando: "Encontraram, enfim"!

Voltei e li com mais atenção. Então notei que no nome faltava um "l" no nome: era Juba, o snipper.

Ufa! Foi por pouco.

O Rigor Científico

A matéria publicada em janeiro/2006 com o título "A areia do deserto é mais rica que o solo da Amazônia" está provocando outros estudos sobre o tema. Aliás, já existem muitos trabalhos realizados nesta área.

O pesquisador da Embrapa Agrobiologia Orivaldo José Saggin Júnior escreveu um artigo sobre o tema, publicado em Ambiente Brasil dismistificando a afirmação e sugerindo que estudos mais profundos devam ser realizados para que se tenha uma resposta cientificamente comprovada.

A ÁGUA!

Visitei o blog MeioAmbiente e descobri um artigo que deveria ser lido por todos os que se preocupam com o nosso mundo.

Chama-se Carta Escrita em 2070 d.C.

Trata de uma reflexão sobre a água, é obvio!

No Ondas3: A Ameaçã nuclear!

Poderia ser uma "chamada" para um novo filme de George Lucas ou Steve Spielberg, mas é uma postagem que revela a preocupação com este tipo de energia ainda-não-completamente-conhecida: a nuclear. Os técnicos dizem que é segura, mas porque os acidentes nos trazem tantas vítimas? Porque continuamos pesquisando as energias alternativas? Leiam o post publicado no Ondas3 e reflitam:

Cálculo nuclear

Excertos de artigo de Sandro Mendonça, publicado no Público (sem link). Existem dois argumentos típicos que são lançados para sugerir a opção nuclear: (i) que é eficiente economicamente, mas também (ii) cada vez mais segura e eco-eficiente. (…) Convencionalmente a base dos argumentos acima enunciados radica no progresso que tem animado a tecnologia tornando o nuclear muito mais atraente do que no passado. (…) Os dados disponíveis apontam para um significativo desenvolvimento tecnológico do nuclear durante a década de 1980. Contudo, apontam também para um refluxo assinalável na transição para os anos 90. (…) O que sabemos da análise económica da produção de nova tecnologia leva-nos a considerar duas razões essenciais para explicar estas tendências recentes. Em primeiro lugar, o incentivo económico à investigação na engenharia nuclear foi forte no passado mas terá diminuído. Em segundo lugar, as oportunidades ligadas ao potencial técnico da trajectória nuclear ter-se-ão atenuado em relação a outras formas de geração energética, isto é, a tecnologia terá entrado numa fase de rendimentos decrescentes. (…) O início da década de 1980 marca um declínio mundial na instalação de novos reactores. Durante este período constata-se que as optimistas projecções de custo-benefício das décadas anteriores nunca foram concretizadas na realidade. A experiência do sector, o qual sempre dependeu de pesados e sustentados subsídios estatais, demonstrou que 1) o custo de instalação das centrais foi sempre muito mais alto do que o esperado, 2) que o custo de manutenção provou ser tudo menos negligenciável, e 3) que o custo de desactivação foi sempre sub-estimado e nunca parou de aumentar. Entretanto, os acidentes foram ocorrendo, sendo um dos mais recentes o de Tokai no Japão em 1999. Os reactores utilizam igualmente água em abundância, sendo este um recurso cada vez mais escasso. Hoje o cepticismo internacional sobre a validade do argumento da eficiência da energia nuclear é sólido junto de muitos analistas. A implicação é que o custo de oportunidade de investir nesta via é demasiado elevado. Ou seja, a fixação com esta tecnologia do século XX implica o abandono de outros investimentos. Simultaneamente, e por comparação, as energias alternativas têm sido objecto de uma rápida sofisticação nos últimos 15 anos, sobretudo no campo das soluções eólicas, das marés e células de hidrogénio. (…) A evolução da situação geopolítica, a qual tem focado a proliferação nuclear, ajuda a criar também uma envolvente que desincentiva o crescimento deste sector. (…)

Ódio aos Blogs?

Impressionou-me o ataque intempestivo e virulento cometido contra o Blog Ambiental, por um anônimo, nesta semana, com palavras de baixo calão e acusações infundadas.

Eu poderia me comunicar através de mensagens pessoais de apoio a Ana Sobral, dona do blog. Mas prefiro faze-lo publicamente pois nós todos corremos o mesmo risco. Continue vociferando contra este anònimo covarde e invejoso!

Parece que o post do Quinta Emenda tem toda razão em nos avisar que os blogs serão "uma leitura que areja a cabeça" ou os jornais do futuro e que a inveja vai grassar entre os incompetentes!

28 de fevereiro de 2006

AUMENTO DE PREÇO


No Brasil, o produto adulterado tem aumento e é determinado pelo Governo. Este é o caso da gasolina mistura com álcool. Diminui o álcool, mas o preço sobe.

Valha-nos quem?

SOBRE A AVENIDA JOÃO PAULO II

Notas publicadas no Repórter Diário, Diário do Pará de hoje (28/02/2006):

Suposto pivô da briga entre Sectam e Dnit, no caso do sistema de drenagem do Entroncamento, o Parque Ambiental do Utinga voltará a ser motivo de novas polêmicas por causa de obras de infra-estrutura, na vizinhança. O traçado do prolongamento da avenida João Paulo II, antiga 1º de Dezembro, passa justo sobre a cabeceira do lago Bolonha, que abastece Belém e fica dentro do parque.

Técnicos envolvidos no projeto da avenida dizem que a solução passa por um desvio ou construção de ponte sobre o lago. Engenheiros e ambientalistas concordam que há saída para o problema. O que poucos entendem é o súbito zelo do governo do Estado, que se arvora a defender o parque, mas não consegue evitar invasões nem com o Batalhão de Polícia Ambiental instalado dentro da área.

Que tal discutir porque está sendo efetuado o desvio para dentro do Parque em detrimento de seguir pela rota original? Será que mexer com o comodato de uma área municipal à Assembléia Paraense traz tanto temor ao poder público? Nem o governo estadual (que concedeu a licença ambiental) como o municipal (que contratou a empresa) querem falar no assunto. Se mexer vai feder!

27 de fevereiro de 2006

MEU INCÔMODO AMBIENTAL


Este artigo foi escrito pelo premiado jornalista Lúcio Flávio Pinto.

O negrito é uma homenagem deste poster aos cientistas amazônidas, de diversas nacionalidades, que continuam a estudar e a publicar seus trabalhos sobre a região.

Amazônia: a utopia aqui e agora, já!

O recurso natural mais valioso da Amazônia é a sua floresta, que representa um terço de toda floresta tropical da Terra.

Essa é uma verdade que a ciência já confirmou. No entanto, a característica mais marcante do processo de ocupação da Amazônia é a destruição da sua floresta. Em apenas meio século, a cobertura vegetal nativa perdeu uma área de 700 mil quilômetros quadrados, o equivalente a quase três vezes a extensão de São Paulo, o mais rico Estado da Federação, com um terço do PIB brasileiro. Não há nada igual na história do Homo Sapiens. Qualquer que venha a ser o resultado final da incorporação econômica da maior fronteira de recursos naturais do planeta, essa marca já é definitiva: nunca houve tanta destruição florestal.

Quando, entre o final da década de 50 e o início dos anos 60 do século passado, a rodovia a Belém-Brasília uniu por terra, pela primeira vez, a Amazônia ao Brasil (que antes só se relacionavam por via marítima e pelo ar), a alteração da floresta original da região não chegara ainda a 1% da sua superfície. O homem se limitara às margens dos rios navegáveis e a uma ou outra incursão ao interior. Vivia do que os rios lhe forneciam e da coleta e extração de alguns bens de valor econômico, o mais importante dos quais seria a seiva da seringueira, transformada em borracha.

Na segunda metade do século XX a Amazônia permanecia basicamente a mesma que fascinara Euclides da Cunha 50 anos antes: a página do Gênesis que Deus se permitira não escrever, transferindo essa tarefa ao homem, elemento secundário na paisagem dominante. O homem, porém, não conseguia se tornar um criador genuíno dessa última página da criação: era um intruso.

Passado todo um século, essa intrusão só fez se agravar. Entre as décadas de 80 e 90 o homem destruiu 20 mil quilômetros quadrados de floresta a cada ano, em média. Em 1987 bateu o recorde mundial de desmatamento em todos os tempos: foram 80 mil km2 de floresta densa e mais 120 mil km2 de outros tipos de cobertura vegetal, segundo um ainda polêmico levantamento que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) realizou na época.

O que a consciência regional, nacional e internacional se questionam é sobre a base de sustentação de uma atitude tão irracional como essa por tempo já tão prolongado (embora restrito ba amplitude da história humana). O agente do processo atua para exaurir o recurso mais valioso que está à sua disposição. Não se trata apenas de pôr a perder um bem de valor econômico, que pode gerar um excepcional volume de receita. Essa prática significa também ferir gravemente a capacidade de sobrevivência da própria Amazônia e comprometer o papel que ela desempenha no equilíbrio da Terra.

Sem sua maciça capa florestal, a região ficará exposta às intempéries, como a lixiviação e compactação do solo, e a transformações agressivas, como a dramática redução de seu exuberante volume de água (sobre cujo alcance teve-se um ensaio com a seca do ano passado), num ciclo de conseqüências para trás catastróficas de verdade. Por outro lado, deixará de haver a ação benéfica da vasta floresta pan-amazônica (de tamanho equivalente aos Estados Unidos e à Europa Ocidental), de absorver parte da poluição mundial.

As funções econômica e ambiental que a Amazônia pode desempenhar não são excludentes, ao contrário da visão distorcida que alguns setores da opinião pública tentam difundir. O "conservacionismo" já não pode ser apresentado como um entrave à produção de mercadorias. Determinações de proteção à Terra, acatadas em protocolos internacionais, criaram um mercado não-convencional tão vasto quanto aquele pelo qual circulam produtos tradicionais. A escala de transformação de determinado recurso natural depende do grau de informação detida por quem a ele tem acesso. O focinho de uma cascavel pode ser modelo para um míssil teleguiado pelo calor. Uma cascavel vale "x". O míssil, um milhão de "x". Quem sabe pouco mata a cascavel. Quem sabe muito, a estuda e transforma, sem destruí-la.

A diferença, portanto, está no saber. O saber não cai das árvores pronto, como no sistema extrativo, do homem coletor. O saber é uma construção. A construção do saber na Amazônia ainda é uma obra apenas iniciada. O acervo que já se tem, insuficiente mas ainda assim expressivo, colide com o "modelo" de ocupação da região. O que a ciência diz, o pioneiro não ouve. Por fazer ouvidos de mercador ou por desinformação, despreparo, ignora sugestões e recomendações. O cientista se tornou a carpideira nessa funesta cerimônia de destruição do bem mais nobre da Amazônia: vive a chorar e lamentar que não se tenha podido fazer isso e aquilo, com o qual todos sairiam ganhando, e se faça diferentemente. Em longo prazo, o que se faz é um crime de lesa-humanidade. Mas em curto prazo todos estaremos mortos, retruca o pioneiro, imaginando-se deus ex-machina do pragmatismo, de um conhecimento que cabe na cabeça de um fósforo.

Qual, então, a saída? Fazer mais ciência. Não ciência para ficar circunscrita ao local que a produz, nem aos livros dos seus autores, aos seus currículos Lattes. A ciência tem que ir para as frentes nas quais se faz necessária e nelas plantar sua boa semente (e se a semente não for boa, não é boa a ciência que se faz). Ou se promove uma revolução científica na Amazônia ou, amanhã, não haverá Amazônia - seja para a ciência como para os amazônidas e todos mais.

É preciso multiplicar os investimentos em ciência na região. Mas não só isso. É necessário formar pessoal qualificado na própria região, invertendo o fluxo do conhecimento. Boas verbas e boa estrutura física podem abrigar os centros do saber que se encontram fora da região, que são vitais para ela, sem provocar a migração de cérebros. Esses centros - de biotecnologia, engenharia genética, florestas, águas, commodities, etc - não ficariam confinados em campi centrais. Eles seriam deslocados para os lugares que constituem seu objeto de estudo ou seu laboratório de aplicação. Não apenas especializariam e atuariam na pós-graduação: também graduariam estudantes, para que sua formação ocorresse em contato com o alvo de seu trabalho. Mas esse processo não pode acontecer em condições precárias: o "último grito" em ciência e tecnologia seria dado na Amazônia, em equipamentos e em pessoal. Todo esse esforço sendo orientado pela construção e implantação do zoneamento ecológico-econômico, não como um jogo virtual, manobrado em computadores postados na retaguarda, mas na linha de frente da história.

Utopia? Certamente. Mas a Amazônia é um dos poucos lugares do mundo em que a utopia pode se tornar realidade em pouco tempo. Afinal, é onde a utopia está sendo destruída a cada verão, entre desmatamentos e queimadas.

Não é onde a última página do Gênesis está virando grafismo de mau gosto?

Portanto, mãos à obra. Já!


A Intervenção Verde no Pará

A entrevista concedida pelo secretário especial de Produção, Vilmos Grunvald ao "diário quase oficial" do estado do Pará são preocupantes.

Choro, choro e choro. Nenhuma vela acesa para santos ou orixás que possa resolver os problemas que , segundo o porta voz do estado, o Governo Federal causa, ao decretar a intervenção verde. Eles chamam de intervenção verde à criação das unidades de conservação. Colocam o IBAMA como órgão de terceiro escalão e continuam a chorar em cântaros.

Se fizessem como o denominado maior devastador de florestas do mundo, Blairo Maggi, que por acaso é o governador do estado do Mato Grosso não seriam tão ingenuos a ponto de ficar usando de artifícios literários para tentar mostrar que o estado do Pará é o coitadinho e está sendo punido por não ser petista ou aliado.

Sugestão do poster ao estado intervencionado (Pará): montar uma estrutura organizada (pessoal e equipamentos) de gestão ambiental sustentada e conveniar-se com o Ministério de Meio Ambiente para tomar conta do que é nosso!

Como o fez o Mato Grosso. Simples assim.

Em março: Simpósio de Geologia em Belém/Pará.

Da coluna de Guilherme Augusto,no Diário do Pará advertindo e informando aos geólogos e demais amantes das ciências da Terra:

Simpósio

Para participar do IX Simpósio de Geologia da Amazônia, em março, vem a Belém, convidado pela Sociedade Brasileira de Geologia (SBG), o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.“Óleo e Gás” é um dos temas que serão discutidos durante o evento.

Então coloque em sua agenda: IX Simpósio de Geologia da Amazônia, de 19 a 22 de março de 2006, em Belém-PA.

Esterco de Suínos


Uma localidade, no estado da Bavaria, Alemanha foi (né, Juca?) foi contaminada com fertilizante produzido por um fétido esterco de porco.

A nota, publicada no Ondas3, vem de fonte da BBC News e afirma que as consequencias trarão uma despesa de 100.000 euros para a reparação.

Reciclados: Uso Obrigatório

Talvez pra queimar minha lígua está rolando na Câmara Federal, em regime de urgência, um projeto de lei que obriga os órgãos públicos a utilizar os produtos reciclados. É de autoria de Marcos Abramo (PP-SP) e está apensado ao Projeto de Lei 203/91 (sobre coleta e tratamento de resíduos sólidos), será analisado por comissão especial, antes da votação pelo Plenário.

(Fonte: Antonio Barros / Agência Câmara)

26 de fevereiro de 2006

ECOCHATO!

E o que é um ecochato?

Entendo o ecochato como aquela pessoa que vive falando, sem parar, em defesa do meio ambiente em todas as situações: no ar, na água e no solo, independente de estar ou não com a razão. Sempre vai estar dando uma opinião conservadora sobre o assunto. E às vezes atrapalha e comete um desserviço ao meio ambiente. Eu penso que o ecochato é um amador oportunista.

Na verdade, estes “nerd” são apenas pessoas que percebem que não há separação entre o homem e o ambiente e que preservar a natureza é melhor para todos, inclusive para elas. São pessoas que buscam a harmonia entre a sua satisfação, a preservação do ambiente e o bem-estar social. É claro que este elemento tem uma preocupação muito grande com o seu e o nosso bem-estar. Mas precisa exagerar?

Escolher as verduras que não contêm agrotóxicos, lavar as mãos e fechar a torneira enquanto as ensaboa, não lavar o carro todos os dias, selecionar o lixo separando o orgânico do reciclável e enviando para a coleta seletiva, ir a pé para o trabalho e tantas outras ações simples e diárias, que colaboram para preservar e melhorar o ambiente em que vivemos, não é muita caretice? Não, esta é a opção correta para todos nós. Agora, quando encontramos um chato que se preocupa com a poda de uma mangueira que está para acabar com a energia de milhares de outros ou com o curió do vizinho que está lhe perturbando, aí não dá para agüentar mais. E gritamos logo: “Vai te catar, ecochato!”...

Os verdadeiros problemas ambientais, àqueles referentes a queimadas, tráfico de lenha e carvão, desmatamento de mata ciliar, contaminação dos rios, pesca predatória e ruído infernal do trânsito podem esperar que, primeiramente, sejam resolvidas essas minúcias?

O Brasil tem leis e regulamentos aos borbotões sobre o meio ambiente. Determina o que fazer com o nosso quintal (o Pará) e com o quintal do vizinho, através de decretos de novas unidades de conservação, parques ambientais e florestas nacionais. Todos acham ruim, porque vão tirando a “boquinha” com que se acostumaram há décadas: os madeireiros, os fazendeiros, os garimpeiros, os consultores e os políticos. Os madeireiros porque degradavam as terras ao redor para arrancar um “pé de pau”; os fazendeiros porque devastavam as florestas para colocar bois no pasto, os garimpeiros “desmontam” morros e áreas verdes para tirar os minérios do subsolo, os consultores deixam de prestar serviços e os políticos perdem votos porque não conhecem nada do assunto. E todos perdem. O manejo da área trabalhada por qualquer pessoa que utilize os recursos naturais deveria ser a prioridade. Inclusive para ensinar, na prática ao ecochato amador e oportunista, que um casal de periquitos em extinção não pode ser mais importante que a vida humana.

Na verdade, acredito que a legislação é boa e é extremista. Ou será que alguém acredita que se consegue preservar 80% da extensão da propriedade porque a lei o determina? Isto é extremismo! Ou que os órgãos públicos realmente colaboram com o meio ambiente reciclando e reutilizando os recursos aproveitáveis? Ou que os analistas e/ou fiscais ambientais de todos os órgãos federais, estaduais e municipais serão os primeiros a não jogar lixo no chão, fechar a torneira e selecionar o lixo enquanto os outros não estiverem olhando? E todos fecham um olho para dizer que a nossa legislação é a melhor do mundo em matéria de meio ambiente. E com o outro fingem não ver nada que lhes seja incômodo.

O professor Marc Dourojeanni mostra que “conservar, aproveitar razoavelmente os recursos naturais, deixar opções para o futuro, não será jamais o resultado do amadorismo e da espontaneidade. Isso requer pesquisa científica, desenvolvimento e teste de tecnologias, estudos sócio-econômicos sérios e a constatação de fatos, legislação baseada na ciência e nos avanços tecnológicos e, claro, na realidade nacional, regional ou local, ou seja, em soluções que são social e economicamente possíveis, ainda que nem sempre perfeitas e nem as mais avançadas do mundo, que ninguém interessa cumprir. Os conceitos de ecologia e meio ambiente obtiveram, sem dúvida, muita simpatia e apoio popular. Porém, teriam obtido muito mais apoio, mais duradouro e consistente, se fossem aplicados com mais sensatez e moderação, eliminando ou pelo menos limitando suas contradições e as aberrações”.

O trato com o meio ambiente é muito sério para termos amadores e oportunistas se imiscuindo e atrapalhando. Nós podemos deixar um local agradável para as futuras gerações, mas também podemos torná-lo extremamente insustentável. Precisamos aprender mais e sempre passar para o próximo mais próximo a melhor forma de resolver a situação.

Não é doando alguma coisa que se prepara o futuro, mas mostrando junto, fazendo junto e consumindo junto que se demonstra o melhor caminho e a melhor ação para os despreparados.

Então posso dizer que o ecochato é o jornalista que deturpa as notícias, o político que se aproveita da situação, o pesquisador que não quer divulgar seus trabalhos, o homem público que mente pra se dar bem e o “zé povinho” que não quer participar de nada sendo levado de roldão pela historia.

Enfim, o ecochato pode ser qualquer um de nós!

NOTA DO POSTER: Este artigo foi publicado no Blog do Jeso. Tomei a liberdade de inserir algumas palavras e contornar outras.

As Unidades de Conservação no Brasil: como a lei estabelece?

Primeiro o que são as tão propaladas unidades de conservação (UC)?

Desde que o Governo Federal começou a deflagrar uma intensa quantidade de unidades de conservação, principalmente aqui no Pará, todo mundo que tinha negócios nas áreas começou a espernear e achar ruim. Às vezes nem sabiam porque estavam gritando que nem criança: se estava com fome ou cagada. Mas berrava!

As Unidades de Conservação (UC) são espaços territoriais e seus recursos ambientais, incluindo águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídas pelo Poder Público, com objetivo de conservação, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.

Segundo informações do IBAMA, as unidades de conservação federais administradas pelo órgão somam aproximadamente 45 milhões de hectares, sendo 256 unidades de conservação de uso direto e indireto:

29 - Áreas Federais de Proteção Ambiental - APAs

34 - Reservas Extrativistas - RESEX

26 - Reservas Biológicas

30 - Estações Ecológicas

64 - Florestas Nacionais - FLONA

19 - Áreas de Relevante Interesse Ecológico - ARIE

53 - Parques Nacionais

364 - Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPNs

01 - Refúgio da Vida Silvestre

Existe também um grande número de unidades de conservação administradas pelos estados brasileiros, perfazendo uma área total de aproximadamente 22 milhões de hectares.

Então veremos o que são estas UC. Segundo a lei nº 9.985 de 18 de julho de 2.000 (Lei do SNUC), que criou as unidades de conservação, elas são divididas em seguintes classes:

  • Unidades de Proteção Integral
  • Unidades de Uso Sustentado

As unidades de Proteção Integral são aquelas onde as preservações da natureza é o objetivo básico, sendo admitido o uso indireto dos seus recursos naturais, com exceção dos casos previstos na Lei do SNUC. E são subdivididas em outras classes:

· Estação Ecológica (a foto é de Anavilhanas, no Amazonas) tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. É proibida a visitação pública, exceto com objetivo educacional e a pesquisa científica depende de autorização prévia do órgão responsável. A área da estação é representativa de ecossistemas brasileiros, apresenta no mínimo 90% da área destinada à preservação integral da biota. É de posse e domínio públicos. De acordo com o SNUC, na estação ecológica só podem ser permitidas alterações dos ecossistemas no caso de:
o I - medidas que visem a restauração de ecossistemas modificados;
o II - manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade biológica;
o III - coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas;
o IV - pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área correspondente a no máximo três por cento da extensão total da unidade e até o limite de 1 500 hectares.



· Reserva Biológica (a foto é da Rebio Trombetas) tem como objetivo a preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes em seus limites, sem interferência humana direta ou modificações ambientais, excetuando-se as medidas de recuperação de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os processos ecológicos.


· Parque Nacional é uma reserva, geralmente de propriedade estatal, que tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.Há Parques Estaduais e Parques Municipais criados dentro da mesmo legislação. Os três tipos de parques integram o SNUC. A foto acima é de uma ariranha no Parque Nacional da Amazônia.

· Monumento Natural (Gruta do Lago Azul, em Mato Grosso do Sul) tem como objetivo básico preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica. O monumento natural pode ser constituído por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.


· Os Refúgios de Vida Silvestre tem como objetivo proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória. Também pode ser constituído por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.

Nesta semana continuaremos tratando do assunto com as Unidades de Uso Sustentado.

Este post foi inspirado em comentários de Félix Rodrigues, o Desambientado.

Sites consultados: www.ibama.gov.br / www.pt.wikipedia.org/wiki/SNUC / www.furnas.gov.br

25 de fevereiro de 2006

HUMORALISMO

Sobre a nota "Paulo Rocha ganhará aposentadoria" postada no Blog do Jeso há pouco cheguei a conclusão que o Presidente da Câmara federal da República Federativa do Brasil, Senhor Aldo Rebelo descobriu enfim a forma de evitar que os assaltos e furtos sejam continuados: APOSENTADORIA!

Agora pode ser assim: roubou uma galinha, um prato de comida ou 1 milhão de reais (tanto faz) o governo aposenta o meliante e estamos conversados.

Valha-nos quem?

Mundos Alternativos II - Políticas Alternativas

O Félix Rodrigues, do Desambientado dá continuidade a sua procura de "Mundos Alternativos". Hoje faz a procura por Políticas Alternativas.

Vale a pena conferir. E participar!

AMBIENTALMENTE CORRETA

Nota publicada no caderno Regional de O Diário do Pará nos leva a pensar que nem tudo está perdido nas administrações municipais. No município de Tailândia, para aproveitar as sobras de serragem produzida por diversas serrarias (em torno de 300 metros cúbicos/dia) está sendo montada uma fábrica de briquete. O briquete é utilizado como alternativa econômica de geração de energia em caldeiras industriais e desperta o interesse de empresas nacionais que vão de cervejarias, fábricas de bebidas em geral, fundidoras e produtoras de laminados.