Geologia e Ambiental

23 de junho de 2013

Manifestação na BR-163: Contra a truculencia das ações da Operação Onda Verde

Nesta 3a. feira, dia 25 de junho, um movimento "amplo, geral e irrestrito" estará sendo efetuado na BR-163 (Santarém-Cuiabá) visando uma manifestação imediata contra as ações arbitrárias e truculentas provenientes das Operações Onda Verde e Hiléia Pátria nos municípios de Novo Progresso e Altamira, região oeste do Pará.
Na localidade de Caracol, município do Trairão estará sendo montada uma barreira para impedir o transito de qualquer veículo na BR-163, até que as operações sejam devidamente explicadas.
Atualmente, o efetivo das operações, baseadas em Novo Progresso já soma dezenas de agentes na região. Coordenado pelo Ibama, o novo efetivo será envolvido, principalmente, na montagem de duas bases fixas de fiscalização em áreas críticas de desmatamento. Uma em Trairão e outra em Castelo dos Sonhos. O objetivo é reprimir novas derrubadas nas florestas ao longo da rodovia BR-163 (Cuiabá-Santarém), mas os agentes estão impedindo o transporte de alimentos, combustíveis e pessoas para zonas de trabalho nas áreas garimpeiras e florestais.
Afirmaram, em reunião com manifestantes, recentemente, que a ordem veio de Brasília para coibir qualquer atividade considerada ilegal ou clandestina na região.
Neste momento não estão perdoando ninguém; invadindo garimpos e derrubadas e destruindo os bens e equipamentos existentes nos locais. Denúncias de garimpeiros que chegaram aos gestores municipais dão conta que os agentes estão, inclusive, incendiando os barracos e deixando os trabalhadores à míngua.
A revolta maior aparece em virtude dos órgãos minerários e ambientais não estarem expedindo as licenças por "ordem branca" dos ministros de Minas e Energia e do Meio Ambiente, impedindo os garimpeiros de trabalharem com a legalização. Outro aspecto mostrado pelas lideranças é que os agentes sabem, através de imagens de satélites onde estão as maiores derrubadas (são duas de 6.000 e de 4.000 hectares), quem são os responsáveis, mas ainda não fizeram o embargo dos locais.
A manifestação pretende aglomerar mais de 10.000 agricultores, madeireiros e garimpeiros na localidade e a coordenação começará a divulgar como será feita o transporte e a alimentação dos manifestantes, ainda nesta 2a. feira.

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