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24 de fevereiro de 2017

Funasa promove pesquisa para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico



Por Ana Flávia de Oliveira | 14h50, 23 de Fevereiro de 2017
Preocupada com o acesso aos recursos do Governo Federal para ações de saneamento básico, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) elaborou uma pesquisa com o intuito de aferir a situação de cada município quanto a finalização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).

O PMSB é um instrumento estratégico de planejamento e gestão participativa para atender os preceitos da Lei n° 11.445/2007 (Plano Nacional de Saneamento Básico – Plansab), que determina que todos os municípios possuam os seus mecanismos de planejamento e controle social dos serviços de saneamento até 31 de dezembro deste ano. O Plano abrange quatro eixos: abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e manejo das águas pluviais.

O objetivo da pesquisa, que deve ser realizada pelos gestores municipais, é levantar os dados sobre o PMSB em municípios com população até 50 mil habitantes, para contribuir na construção desses documentos, por meio de parcerias com o Governo Federal. Assim, os municípios cumprem a legislação e conseguem acesso aos recursos financeiros voltados para implantação de saneamento básico em suas comunidades.

Além da exigência do PMSB, o Plansab traz, ainda, a obrigatoriedade da formação de um conselho social para controle, fiscalização e monitoramento das ações de saneamento nas prefeituras. A exigência de um controle social é para garantir a participação do usuário na Administração Pública direta e indireta, de forma a fortalecer a cidadania.

Para ter acesso às perguntas do questionário da Funasa o usuário deve entrar no sistema e, caso não seja uma prefeitura cadastrada será necessário solicitar acesso. Após preencher todas as informações solicitadas, a Funasa encaminhará um usuário e uma senha para o e-mail cadastrado. Os municípios cadastrados no SIGA, podem utilizar o mesmo login e senha para responder ao questionário.

A pesquisa está disponível em pesquisa.funasa.gov.br
Veremos se as Prefeituras que estão neste patamar estarão preocupadas em entender o significado do PMSB e participar efetivamente.

15 de janeiro de 2014

Os Impactos Ambientais Urbanos em Itaituba

 
Nesta cidade que nos foi "dada", ainda temos muito a contribuir. 
Em todos os assuntos.
Nossos problemas ambientais urbanos são crescentes e a tomada de decisão para contê-los é tímida demais. 
Captação de água em escola

Quantas escolas municipais públicas tem a captação e distribuição de água previstos na Lei 9.433/97?

Lixão
Um aspecto prejudicial ao desenvolvimento sustentável das cidades é a falta de saneamento básico. A população e o meio ambiente sofrem as consequencias mais diretas dessa condição, enfrentando problemas de saúde, contaminação do solo, dos rios e dos lençóis freáticos, além do desperdício de recursos.
Terminal Hidroviário


Meu irmão, professor de ensino superior diz que "é triste ver o aluno ir pra universidade e se debater entre a fome e a vontade de estudar."




Deslizamento em Miritituba

O "deixa pra depois" e o "não é comigo" está arraigado no serviço público municipal de Itaituba. A elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, que tem (até 03/03/2014) o valor de R$440.000,00 disponíveis na Caixa está imóvel por pendência na licitação. Nem se ouve falar do "cujus" e, por isso, perderemos mais uma oportunidade de conhecer a fundo nossos problemas e providenciar a recuperação dos mesmos.

Atualmente temos na direção da SEMMAP, um integrante do Partido Verde - o que não significa muita coisa, visto estar imobilizado pelas "vontades" dos donos do poder itaitubense - partido este o qual se define como "um instrumento da ecologia política. Sua existência não é um fim em si mesmo e só faz sentido na medida em que sirva para fazer avançar suas ideias e programa na sociedade transformando concretamente a realidade". Aqui, este slogan é balela. O foco, mostrado pelo diretor de Planejamento e seguido pela SEMMAP foi a garimpagem, como se não tivéssemos problemas ambientais urbanos de monta aqui. 
Também, como em administrações anteriores, a falta de profissionais especializados faz a diferença no órgão fiscalizador dos impactos ambientais locais, o que nos leva a sofrer das mazelas auferidas pelo lixo, abastecimento de água, drenagem pluvial e esgotamento sanitário. 
Os serviços de saneamento básico são essenciais para a promoção da saúde pública. A disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas constitui fator de prevenção de doenças; a água em quantidade insuficiente ou qualidade imprópria para consumo humano poderá ser causadora de doenças. O mesmo pode ser verificado quanto à inexistência e pouca efetividade dos serviços de esgotamento sanitário, limpeza pública e manejo de resíduos sólidos e de drenagem urbana.

Avançamos muito pouco em resolver os problemas causados ao meio ambiente urbano, que podem ser mostrados nas fotos aqui apresentadas e por contribuição pública dos moradores e dos nossos legisladores e do Executivo.

Cabe ao Executivo impor as normas para que o meio ambiente seja usufruto da coletividade e pode limitar a liberdade, a atividade e a propriedade particulares, principalmente em razão de que as condutas devem se adequar ao interesse maior da coletividade ambiental.
Cabe ao Legislativo legislar, complementarmente, sobre o meio ambiente, desde que haja impacto local. E, aqui temos aos montões.

O abastecimento de água da cidade foi configurado para ser atendido pela Companhia de Saneamento do Pará - COSANPA, mas é pífio. Segundo seu sítio eletrônico abastece somente 9.188 habitantes, com taxa de 14% da população, se considerada o censo de 2000 (63.000 habitantes)! E o que nossos representantes fazem a este respeito?
A drenagem pluvial é precária. Quando chove pra valer, as ruas, principalmente da cidade baixa, ficam submersas e os imóveis sofrem com esta precariedade. Onde existe esta inundação o valor da vida é degradante.
Ainda não existem locais adequados para a construção de aterros sanitários (obrigatórios a partir de 2014) para acomodar o lixo urbano e industrial produzido nesta cidade. Tardiamente, os moradores de Miritituba tem a promessa da ATAP para a viabilização por lá. Os lixões existentes deste lado são e serão objeto de um considerável passivo ambiental.

Infelizmente, pela absoluta falta de abastecimento de água potável pela COSANPA, em relação ao esgotamento sanitário, os sumidouros das fossas dos imóveis - públicos e particulares - ficam bem próximos dos poços de água, o que torna o índice de doenças (diarreia, hepatite etc.) altíssimo.

E a fauna urbana? Alguém dá notícias dela? São espécies de aves, répteis, anuros, artrópodes e mamíferos, que se abrigam nos nossos jardins, parques, hortas, lagos, rios e, até mesmo, nas residências. Espécies que se adaptaram e aprenderam a viver em locais bem diferentes dos seus habitats e hoje integram o nosso ecossistema urbano. Quais as providências estão sendo tomadas pela SEMMAP para adaptação e sobrevivencia nas condições impostas pela perda de seu habit natural?

No Leia mais abaixo há um texto de Aldemir Berwig para continuidade deste assunto.