28 de abril de 2014

Por que teremos que pagar por este aumento de preços em 2015?




Hoje, nos jornais televisivos foi anunciado que o gasto de R$11 bilhões de reais por conta da escassez de água nas represas do sudeste e centro-oeste será debitado, no próximo ano, na conta dos brasileiros que utilizam a energia elétrica diuturnamente.

Isto seria muito louvável se nós, da região Norte, que fornece (ou fornecerá) a maior parte da energia consumida pelo restante do país tivéssemos um bônus nesta conta injusta.

O site Carta Capital, com assinatura de Luis Nassif, em uma postagem sobre as Hidrelétricas do Tapajós, feita após um seminário sobre o assunto promovido pelo Jornal GGN (www.jornalggn.com.br) diz textualmente: “Por outro lado, 35% do potencial hidrelétrico brasileiro estão na região norte, localizados nos rios à margem direita do rio Amazonas, começando pela fronteira, com o Tocantins-Araguaia. Tem o Xingu, onde se encontra a usina de Belo Monte; o Madeira, com as usinas de Jirau e Santo Antonio; e o Tapajós, a maior aposta.” 

Apesar de termos o maior potencial para aproveitamento hidrelétrico do país, também somos comprometido “por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente), baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e, no caso da região Norte, baixo densidade demográfica e pequena geração de renda, aliada às características geográficas” (publicação da ANEEL).

Então, além de permanecermos no escuro, pois aqui a renda é pequena e a densidade demográfica é grande e se temos 35% do potencial hidrelétrico brasileiro, seria justo que a conta deste aumento fosse nesta proporção e que cada um dos potenciais ou não fornecedores pagasse o restante da conta!

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