21 de janeiro de 2014

Essa nem o prefeito de Jacareacanga sabe: os garimpeiros vão se transferir de Rondonia pro Tapajós!

A coluna, sempre mal informada e tendenciosa do Repórter 70, estampa uma nota provocativa:
 Goela abaixo

O que se diz é que a solução que o governo federal arrumou para realocar garimpeiros que ocupam a região a ser alagada pela futura Hidrelétrica do Jirau, em construção no rio Madeira, Rondônia, será a transferência para uma área de 10.000 hectares, equivalente a dez mil campos de futebol, no município de Jacareacanga, oeste do Pará. Mas o inusitado não está só nisso: os garimpeiros de Rondônia ocuparão parte da Reserva Florestal Mundurucânia. A proposta do Planalto tem sinal verde do DNPM. O fato remete ao ex-governador Hélio Gueiros que reagiu com estardalhaço à ideia do governo federal de depositar lá mesmo em Jacareacanga, resíduos do césio 137, provenientes de Goiânia. Bem, não é a mesma coisa, mas a ação predatória dos garimpeiros que exploram a região de Itaituba atualmente já não é bastante para tirar o sono das autoridades?
Primeira resposta é de que o sono das autoridades repousa em berço esplêndido, senão já teriam montado a prometida Regional da Secretaria de Meio Ambiente, cantada em prosa e verso em todas as reuniões do e com Colares, em Itaituba.
Segunda resposta é que o articulista do Repórter 70 não precisa cansar sua cabecinha em tentar resolver nossos problemas locais. Afinal sempre são contra o Tapajós!

Independente se a coisa tem fundamento, as várias tentativas que conhecemos de transferência de GARIMPEIROS de um local para outro nunca deu certo.

No vencimento do primeiro prazo estabelecido para a paralisação de Serra Pelada, foi aventada a possibilidade de transferir para o Tapajós e morreu no nascedouro.

No garimpo do Cumaru e da Serra das Andorinhas, Goiaba, Babaçu e Mamão também se cogitou conduzi-los para outros cantos, não funcionou.

Quem tem a mínima idéia do comportamento de garimpeiros,sabe que no momento em que falarem em tira-los de um local, eles logo criarão a certeza de que é porque tem ouro que não se acaba mais, que irão espoliá-los para entregar para alguma empresa, de preferência dirão que é a CVRD, e que os levarão para um local sem ouro algum. Fincarão pé e não irão. Aí vão aparecer políticos, sociólogos, ONGs, Pastoral da Terra e do Ar, índios e tudo mais para defende-los.

Assim, para conduzi-los para algum canto tem que agir como o FLAUTISTA DE HAMELIN: alguém com aspecto de garimpeiro espalhar o boato, a mentira  de BAMBURRO, com "puxada" de quilo, eles irão até para o INFERNO. 
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