Geologia e Ambiental

20 de outubro de 2010

Pouco..Muito Pouco mesmo!

O Brasil investe muito menos do que seus concorrentes no mundo em mapeamento geológico básico, estágio anterior à aplicação de recursos na prospecção de minerais, e não tem instrumentos tão atrativos ao setor.
Essa deficiência brasileira pode comprometer os investimentos das empresas privadas e o avanço da pesquisa, alerta o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camillo Vargas Penna, que revisou pela terceira vez, em agosto, os planos da indústria de aplicar US$ 62 bilhões em projetos de extração e ampliação da produção até 2014, um recorde. Estatísticas apuradas pela instituição apontam que, no entanto, o Brasil teve parcos 3% do orçamento de US$ 7,3 bilhões da pesquisa geológica básica no mundo ao longo do ano passado. Antes da crise global, em 2008, o total estimado foi de US$ 13,4 bilhões, quando o Brasil detinha os mesmos 3%.
Nações com dimensões territoriais mais próximas do Brasil, como o Canadá e a Austrália, registraram, respectivamente, 16% e 13% do total. "O conhecimento geológico que se tem no Brasil é absolutamente insuficiente para reduzir os riscos do investimento na descoberta de recursos minerais", afirma Paulo Camillo. Conforme levantamento feito pelo Ibram, comparando a área de cada país com o total de investimentos realizados, a África do Sul investe 7,7 vezes mais do que o país em levantamento geológico básico; o Chile, 17,7 vezes mais e o Peru, 14,6 vezes, além de uma longa lista de exemplos em melhor posição que a economia brasileira.
O quadro de desvantagem permanece mesmo diante do aumento das cifras destinadas ao mapeamento geológico nos últimos anos. O Serviço Geológico do Brasil (antiga CPRM) investiu R$ 132 milhões de 2005 a 2008, ante um investimento ínfimo de R$ 13 milhões entre 2000 e 2004. Menos de 20% do território brasileiro é mapeado na escala de 1/100 mil quilômetros quadrados, ou seja, cada centímetro do mapa geológico mostra 100 mil km2. Outros 4,3% são conhecidos na escala 1/50 mil km2. Com a base fraca da pesquisa financiada com dinheiro público, é de se pressupor que a aposta do setor privado na prospecção e sondagem de minerais tem muito espaço para crescer.
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