30 de setembro de 2010

Parcial ou imparcial? Folha nega perseguir Lula e diz que sempre foi crítica




A Folha de São Paulo negou que seja parcial no tratamento dado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alegou que também fez cobertura crítica nas gestões dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

A matéria publicada na edição desta terça-feira (28/9) foi feita em resposta às críticas de Lula, que na última semana acusou a imprensa de ter partido e candidato, e disse que a cobertura da mídia beirava o “ódio” a seu governo.

Para validar seu argumento, a Folha listou ocasiões em que ex-presidentes reclamaram do tratamento dado pelo jornal a seus governos. O veículo cito o caso em que FHC reclamou da cobertura da Folha.

"Acho que nenhum presidente, talvez só Getúlio, foi alvo de tanta agressividade de certos setores da mídia como eu. Não esqueça que a Folha fez uma edição de várias páginas com argumentos para o impeachment, por causa do episódio da escuta telefônica. Não esqueça que durante três anos uma infâmia, o dossiê Caribe, circulou como se fosse uma possibilidade", disse FHC na época.

O ex-presidente se referia ao episódio do grampo do BNDES e da suposta conta bancária de FHC no Caribe, o chamado dossiê Caribe, ambos casos em 1998.

“Se hoje o PT enxerga nos jornais de grande circulação uma atitude pró-oposição, há uma década era na Folha que petistas como Genro encontravam espaço para vocalizar seus pontos de vista. Em janeiro e março de 1999, ele publicou na seção "Tendências/Debates" dois artigos em que recomendava a FHC "propor uma emenda convocando eleições presidenciais para outubro". Ou seja, queria a deposição do então ocupante do Planalto”, finaliza a matéria.
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