Geologia e Ambiental

8 de agosto de 2010

Quando manobras políticas sobrepõem a razão e o amor

Por Paulo Paixão


Muito embora o eco do meu grito não ultrapasse o cimo das grandes serras, não esmoreço, sou um caboclo teimoso, eis que zelo por minha Terra, eis que amo e protejo, como posso, a minha cidade, o meu povo, das garras pestilentas dos que os desejam fracos, oprimidos, desfigurados ou inválidos.
                                                        Há uma opinião universal unânime de que Santarém do Pará é uma cidade simplesmente linda, tal como o Rio de Janeiro “abençoada por Deus e bonita por natureza”. E que dizer do seu povo, senão que é hospitaleiro, rico em dotes artísticos, orgulhoso da sua Terra, que a quer cada vez mais bela e mais desenvolvida? Santarém é tudo isso, porém, é dirigida e perseguida por gente inescrupulosa que mente, que diz que a ama, mas que, quando no seu comando, a despreza, suga-a, ferindo todo sentimento de orgulho dos seus filhos...
                                                        Recentemente estive por trinta dias em Santarém (minhas benditas férias) e percorri suas ruas e conversei com o meu povo, irmãos meus entristecidos e revoltados com o estado de penúria em que se encontra esse lindo Rincão. Com exceção das ruas do comercio próximas à orla, suas ruas encontram-se todas esburacadas.
                                                        Os ânimos estavam exasperados, os sorrisos eram escarnecedores e uma expressão de tristeza dominava o olhar e o rosto daquele que acreditara na ideologia do resgate da dignidade humana. Gente simples dissera:
- Eles disseram que viriam para arrebentar!
O outro completara:
- E arrebentaram mesmo....mas com as ruas! Que vergonha!
                                                        Amigos leitores, percorri a Dom Frederico em quase toda a sua extensão. A partir da praça próximo onde se situa o educandário Júlia Passarinho até mais ou menos no bairro do Jutaí a pobre rua encontra-se intrafegável. Arrisquei-me a percorrê-la de Jeep porque de outra forma não é possível. Aos solavancos cheguei até ao Jutaí, porém, preferiria tê-lo feito a cavalo, pois buracos e lamas pútridas açoitaram, enlamearam e deixaram uma fedentina cruel no veículo do meu amigo.
                                                        Sem exageros, a coisa está preta. Trafegar em Santarém é uma tarefa penosa e perigosa. Imagino quanto prejuízo tal descalabro causa no bolso do condutor de veículo motorizado, mas, a temporada política está ai. Pergunto, haverá tempo suficiente de, pelos menos, tapar os buracos da Dom Frederico Costa? 
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