8 de agosto de 2010

Pai...

Muito embora o valor de um pai seja relativo - devido ao abandono da paternidade real - sua presença é sempre importante em uma casa.

Já se propaga que a mulher consegue fazer os dois papéis sem muita diferença, mas é bom sempre perguntar a um filho ou a uma filha se eles(as) notam a diferença que existe quando há a ausencia da figura paterna.

Eu sou um pai ausente.
Constituí famílias e me ausentei a maior parte do tempo, querendo viver uma vida diferente. Não me contento em ser um companheiro em casa e ter mais companheiras fora dela. Por isso, muitas famílas foram ficando ao longo do caminho.
Tenho a sorte de ter preservado a amizade de minhas ex-esposas e delas terem assumido o papel de mãe/pai.
Mas as partes interessadas - minhas filhas - reclamam bastante da lacuna que deixei naquele lar.
E sempre me falam, com olhares tristes, as frases que nunca queria ouvir delas: "Tenho saudade de você!" E isto derruba a pseuda fortaleza que tenho dentro e fora de mim, pois elas não conhecem a saudade que sinto de seus abraços, de seus arroubos de ternura (não existe nada mais gostoso que o carinho de uma filha), de seus rostos tristes e dos alegres, dos momentos que passamos juntos, do ciúme que elas sentem entre si...

Por isso, hoje não é um dia alegre.
Elas não estão todas comigo.
Só posso olhar a fotogafia delas e molhar o rosto com saudade de meu pai para lembrar que também sou pai. Mesmo ausente e longe delas.

Fica esta pequerrucha pra mitigar a ausencia de todas elas.

Postar um comentário