14 de setembro de 2009

Resíduo Sólido na Construção Civil

De acordo com a consultoria Obra Limpa, a construção civil brasileira hoje consome mais de 50% de todos os recursos naturais extraídos e é responsável por 60% de todo o resíduo urbano sólido no país.  Além da grande produção de lixo, as obras também são responsáveis pela utilização de imensas quantidades de madeira, muitas vezes extraída da mata nativa.  Visando diminuir as consequências da construção civil no desmatamento é que já há 13 anos iniciativas brasileiras têm criado mecanismos, como a certificação de origem, para garantir um menor impacto do mercado.  Apesar disso, mesmo após todos estes anos, a efetivação destes mecanismos ainda é escassa.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em 2009 revelou que somente 20% dos brasileiros têm conhecimento do que se trata uma certificação como o FSC, por exemplo.  A sigla inglesa (Forest Stewardship Council), trazida ao Brasil há mais de uma década, serve como mecanismo de controle da origem da madeira, atestando que não foi extraída de forma ilegal ou predatória das matas nativas.  As primeiras ações das entidades que coordenavam a aplicação do FSC foram parcerias com a construção civil visando uma adaptação para uma construção sustentável.
Somente dez anos depois da implantação do selo no Brasil, em 2006, é que foi concluída a primeira obra pública 100% certificada: uma pequena casa no município de São Leopoldo (RS) que serviria como centro de informações turísticas.  No setor privado a realidade não é muito diferente.  Apesar de alguma adesão de construtoras à utilização de madeira FSC, os únicos empreendimentos totalmente e prontos certificados são os condomínios Genesis, no interior de São Paulo.

Leia mais aqui.

Nota do Blogger:
Há meses atrás tomei conhecimento de um curso que estava sendo ministrado a futuros construtores e ofereci uma aula para abordagem dos Resíduos Sólidos na Construção Civil, gratuitamente.
O ministrante ficou de entrar em contato futuramente.
Até agora, nem tchum...
Bom, talvez quem sabe em 2050...

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