15 de setembro de 2009

Os Problemas Estão Chegando Perto. E as Soluções?

Há anos que venho avisando aqui no blog e pessoalmente que as ações de fiscalização do IBAMA, nas áreas de Flonas não seriam restritas a empreendimentos florestais.
Parece que ninguém queria ouvir. Ou não se deu ao luxo de prestar atenção no sinal dos tempos.

E o órgão federal não está praticando nenhuma irregularidade. Simplesmente está agindo dentro da legalidade.
Os ocupantes das Flonas deveriam ter se preocupado e tomado providências imediatas para conhecer os procedimentos administrativos adequados.

Neste momento, algumas pessoas estão fazendo declarações unilaterais para colocar de prontidão políticos, associações e cooperativas para evitar que os procedimentos legais sejam executados.
Isto não vai funcionar!
É mais um engôdo, uma isca pros incautos que deveriam procurar canais competentes para resolver seus problemas. Um desses cais - já que a Defensoria Pública não existe aqui - seria tentar formar um pool de advogados da OAB local para auxilia-los neste querela.

A AMOT já está se esquematizando para tal fim.

Nenhum procedimento - posso garantir - vai ser gratuito, mas se for um montão de processos e os procedimentos foram iguais terá que haver uma negociação proveitosa, pois não haverá um problema pontual, mas geral a todos.

Vou relembrar uma frase do José Claudio Junqueira, Doutor em Saneamento, Meio Ambiente e
Recursos Hídricos pela UFMG e Servidor da Fundação Estadual do Meio Ambiente, do Estado de
Minas Gerais (FEAM) feita durante um seminário em 2006: "O pontual é resultante de problemas estruturais do licenciamento ambiental".

3 comentários:

Ivo Lubrina disse...

Parabens Liz e Jubal, agora a porca vai torcer o rabo, aqui no Tapajos. Esta claro e oportuna as observaçoes. Os passaros fora do bando serão abatidos. Abraço Ivo.

Anônimo disse...

Olá pessoal! Boa tarde!
Em um determinado ambiente a pastagem está escassa, lá é território de cetenas de Gnus. Mais adiante a pastagem é verde e suculenta, mas no meio de caminho há um rio cheinho de crocodilos. O que os Gnus fazem? Vão um a um atravessar o rio, ou entram todos de uma só vez? Os animais tem um senso de sobrevivência e organização muito bem desenvolvido, sabendo que os crocodilos não poderão pegar a todos ao mesmo tempo, eles entram em bando no rio, fazendo muito barulho e espalhando muita água com suas patas ferozes. Ao final o bando chega à sua suculenta pastagem. Se algum deles morreu? Talvez um ou dois, ou até nenhum, hajam alguns machucados, mas o mais importante é que com o objetivo coletivo e a estratégia bem estabelecida a vitória é do bando, que mantém garantida a sua sobrevivência e a perpetuação de sua espécie.
Acharam a história chata? Ela é real! Espero que sirva de exemplo.
"Unindo forças a vitória é certa; sozinhos, o fracasso é companheiro de jornada" (Liz Carmem Silva-Pereira)
Cordialmente,
Liz Carmem Silva Pereira, D.Sc.

Anônimo disse...

Eu tenho uma observação. Conheço, por que me interesso pelo tema da vida animal, o processo de travessia dos rios africanos por gnus, zebras e outros herbívoros. O crocodilo, que é um predador de emboscada, sentindo o movimento e tendo o instinto aguçado, aguarda os animais que vão cruzar o rio. Nós humanos, agindo não pelo puro instinto. O dubito, ergo cogito, ergo sum, de Descartes é a constatação irrefutável desta diferença entre o animal pensante humano e os irracionais. Portanto, como nós humanos, somos, além de pensantes, como constatou Descartes, extremamente teimosos, não aceitamos perder nenhum membro do grupo, mesmo que isso possa nos custar caro. E aí é que vem a grande diferença. Ao invés de arriscar os integrantes do grupo, unidos, nós recuamos, cogitamos, e constrímos pontes para que todos possam atravessar em segurança e sem correr o risco de perder um único membro do grupo. Para nós, a perda de um único membro do grupo é sempre um fato irreparável, e por isso, racionalmente, buscamos formas mais elaboradas e inteligentes de transpor os obstáculos que se apresentarem em nosso caminho para chegar a dias melhores. O grupo unido e pensante é a chave para a vitória.
Um abraço,
Sérgio Aquino