Geologia e Ambiental

16 de fevereiro de 2014

33 centímetros

Do Blog do Garone:
Clássicos e suas tradições.
Para o bem e para o mal.
Dizem os flamenguistas que o Vasco treme ao ver a camisa rubro negra.
Os vascaínos afirmam, por A + B, que as derrotas são resultados de erros de arbitragem e pressões externas por motivos políticos.
Isso há anos é motivo de discussão.

Mas quando a bola rola, os intelectuais da bola dizem que isso é acreditar demais numa teoria da conspiração, que nada de irregular rola por trás dos panos do mundo do futebol.
A gente, bobo, acredita. E vai lá torcer.
E é aí que você se lembra das tradições.
Estádio lotado? Ídolos em campo? Partidas de alto nível técnico?
Não, o Vasco x Flamengo do últimos anos tem sido marcados erros de arbitragem e gols no fim.
E, nos dois casos, em benefício dos rubro-negros.
Aliás, não são erros. Não há conta matemática que possa explicar a probabilidade de 100% das vezes, na dúvida, é contra o Vasco. Sinceramente, não me recordo da última vez em que ganhamos um Clássico dos Milhões com algum lance polêmico ao nosso favor. Se é que já teve!
Quando Douglas bateu aquela falta e o juiz não deu o gol, uma sequência de lembranças me veio à memória. Desde pênaltis não marcados, gols anulados à faltinhas inventadas próximas da nossa área.
Não, não é possível... Será que mais uma vez vai ser assim?
E foi.
Quando Fellipe Bastos abriu o placar, com a bola balançando as redes para não terem dúvidas, eu até cheguei a acreditar que essa tradição iria mudar.
O Vasco jogava muito bem, como há tempos eu não via. Nem os juízes seriam capazes de parar aquele time liderado pelo estreante e inspirado Douglas. Só que não.
Pouco tempo após o Vasco sair na frente rolou de novo aquela faltinha na entrada da área. Aquelas que a Globo nem mostra o replay para não ficar muito claro o roubo, sabe? Pois é. Elano bateu, Martín Silva pulou e espalmou. Gol! Hein? Como assim? Pois é, a bola entrou 22 cm pelo ar antes do uruguaio tirar. Foram 11 centímetros a menos que no lance de Douglas e sem quicar. Impressionante como alguns olhos funcionam melhor em outras perspectivas...
Não teria forma pior para sofrer um gol naquele momento... Exatamente da mesma forma com que não deram ao nosso favor. Era a prova cabal dos dois pesos e duas medidas. Fizeram questão de esfregar isso na cara de todos os vascaínos. E em rede nacional...
Foi o suficiente para desmoronar aquele time organizado, rápido e inteligente que estava em campo. O jogo virou uma guerra, onde todos passaram a ser inimigos do Vasco. E assim foi, até o fim.
Até que o último ponto da tradição se fez presente. Gabriel, que não acerta um chute de canhota nem no PS4, avança, tabela com Guiñazu, que havia cortado todas, e chuta de fora da área. No mesmo gol em que Douglas colocou a bola 33 cm para dentro e o juiz não viu.
A redonda toca na trave e corre quase por cima da linha até parar a outros poucos centímetros atrás do poste. Gol. Era de se esperar... É quase um roteiro contínuo.

- O Vasco joga melhor.
- O juiz erra contra o Vasco.
- O Vasco se abala
- O Vasco leva um gol no fim.

Não, mulambada, o Vasco não treme quando vê a camisa vermelha e preta do Flamengo. Os vascaínos tem medo é das blusas amarelas - entre outras - dos árbitros. Essas sim derrubam o Vasco constantemente e não há defesa que impeça isso e nem falta bem cobrada que mude o resultado...
Um tradição que já virou maldição. 
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