27 de maio de 2013

Pitacos sobre mudanças e permanencias

Acho absolutamente normal que se faça mudanças em qualquer situação.

Exemplos práticos nos mostram que as empresas crescem quando conseguem mudar e se adaptar ao meio em que interagem.
Quando um funcionário é admitido numa empresa, em seu contrato de trabalho é comum que seja especificado que o prazo de experiência é de 90 dias. Isto serve para proteger a empresa e o funcionário de futuras decepções.

Trabalhei em um banco, na década de 1970, que tinha como base para seus futuros gerentes de agencias a figura do "trainee", um treinando que ia aprendendo sobre operações financeiras, sobre atendimento pessoal, boas maneiras e sobre a empresa, principalmente. Dentre muitos "trainees" selecionados, poucos eram aproveitados na função pretendida. Alguns iam para outras áreas do banco e outros eram encaminhados a outras instituições particulares, onde fossem mais hábeis. O banco entendia que não gastava dinheiro: fazia investimento empresarial nestas pessoas. E o retorno era sempre compensador. Esta prática se tornou comum nos anos seguintes no Brasil.

A utilização deste conceito, na administração pública, só funciona quando se tem concursados e se faz treinamento dos mesmos nas funções pretendidas. Dizer que alguém, nomeado para ocupar um cargo de relevancia, não deu certo na administração pública é bastante duvidoso. É bem provável que o projeto almejado tenha ido por água abaixo antes do tempo. Pode ter sido o caso do César Aguiar nesta gestão municipal. Ou pode ter sido a frustração de não ter um espaço respeitado nesta administração. Os casos de outros que estão saindo (ou sendo trocados) pode ser o do "sabe com quem tá falando?" que costuma atacar quem não entende o significado das palavras SERVIDOR PÚBLICO e se acha o supra sumo do pedaço e acaba sucumbindo ao seu orgulho. Além disso lá, também, a gente encontra outras pessoas querendo subir e, se necessário, pisando em todos ao seu redor. Este que hoje pisa, amanhã será destroçado por um outro "predador público" mais preparado.

Então, o que está sendo feito é a prática comum na administração particular: não deu certo troca por outro! O caso é que os particulares trocam por alguém ou algo melhor.

Então fica a pergunta: os substitutos estarão à altura do pretendido ou serão a moeda de troca da política suja e contumaz?


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