5 de novembro de 2010

Marcado pela Desordem

Do Curto&Grosso:

Depois de eleger em 2008 o Prefeito Raulien Queiroz (PT), passados dois anos, o Município de Jacareacanga vive um verdadeiro drama.
Com uma administração onde a desaprovação beira a 70%, Raulien vem cometendo erros em cima de erros.
Cercado por um núcleo de assessores (puxa-sacos), o gestor não tem enxergado um palmo a frente do nariz.
Enquanto a fofoca prevalece em sua gestão, coisas mais importantes vão sendo deixadas de lado.
Depois de fazer um B.O na Polícia Cívil acusando o Prefeito  de estar bêbado e agredi-la com palavras de baixo calão, a esposa de um médico resolveu ir embora da cidade e por conseqüência o médico também, deixando uma grande lacuna na área da saúde.
Nesta segunda-feira foi a vez da Secretária de Ação Social, Socorro Oliveira, que depois de tanto disse me disse, acabou sendo exonerada.
O caso que tem deixado a população mais preocupada é com relação ao CENSO.
O IBGE publicou, nesta quinta-feira, 5, no Diário Oficial da União, o resultado do Censo 2010.
Até este momento, o Município de Jacareacanga aparece com uma contagem de 13.597 pessoas.

O dia 24 de novembro é o prazo fatal para a contestação dos dados levantados pelo IBGE,  no censo de 2010.

Os recenseadores estão terminando de coletar as informações da pesquisa domiciliar para fechamento definitivo da conta que apontará o número de moradores em cada município. 

São esses dados que permitem ao Tribunal de Contas da União (TCU)  definir o repasse  de verbas federais a cada cidade, através das cotas do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios.

Enquanto isso a cidade continua entregue ao Deus dará, e quem sofre é a população mais carente.
A população de Jacaré já deu uma resposta nas urnas para o Prefeito nesta última eleição, e conta os dias pra acabar a pior administração já vista nos últimos tempos.
 Nota do blogger:
Da mesma forma que a população paraense apostou em mudanças no governo de Ana Júlia, os eleitores jacareacanguenses fizeram o mesmo com Raulien Queiroz.
O exemplo deixado na sua primeira administração não foi visto como empecilho para uma segunda chance. Naquela época, a cidade (se é que se podia chamar de cidade um amontoado de casas) ficou vazia pelo descaso com a possibilidade do município se desenvolver e com o "olhar para seu umbigo" do primeiro prefeito do município.
Com a posse de Eduardo Azevedo o município se desenvolveu e cresceu bastante. Este cometeu erros na sua pretensão de fazer com que seu sucessor continuasse a trabalhar para a população, que se voltou para seus negócios particulares, enriquecendo a si e a seus parceiros (Francivaldo e família, Chicão, Adelson entre outros). O Carlinhos da Cerpa assumiu a paternidade de obras da administração de Eduardo Azevedo, além de só dar continuidade àquilo que fez de melhor na presidencia anterior na Câmara Municipal: locupletear-se. Sua rejeição foi tão grande que terminou em "fona" no processo eleitoral.
Com a vitória - até certo ponto inesperada - de Raulien Queiroz imaginava-se que a proximidade com o partido que governava o Brasil e o Pará seria crucial para implementar o desenvolvimento almejado pelo município. O que o atual prefeito aprendeu muito bem com a "tchurma" do Pará foi entornar o caldo e acrescentar alguns milhares de reais nas contas dos que estão mais próximos. E só.
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