Homem forte do governo, o ex-chefe da Casa Civil Charles Alcântara afirma que foi o PT quem convidou o PMDB para formar aliança que chegou ao poder no Pará em 2006. E até abril do ano passado, quando foi exonerado pela governadora para abrir espaço para Cláudio Puty, correligionário dela na corrente petista Democracia Socialista (DS), Alcântara prognosticou aos jornalistas Carlos Mendes e Francisco Sidou, da Rádio Tabajara, que a governabilidade ameaçada pela crise dos aliados compromete os programas de governo. Se nada for feito já, na opinião dele, isso se refletirá naturalmente no desempenho eleitoral do PT, com ou sem o PMDB, no próximo ano.
Quem lucra com as brigas internas e o descaso com que os partidos aliados são tratados pelo governo, diz o ex-chefe da Casa Civil de Ana Júlia, é a oposição representada pelo PSDB e pelo DEM. “O que não podemos mais é continuar com essa lengalenga. As tensões e as incertezas nesse cenário político-eleitoral só ajudam a oposição. Não podemos cair na trampa do PSDB e do DEM, que se aproveitam dessa crise, desse impasse”, receitou.
1 de junho de 2009
O PT não Honra Compromissos
7 de maio de 2009
PMDB deve sair do Governo
Do Espaço Aberto:
Priante: “O PMDB deve deixar o governo Ana Júlia”
O ex-deputado José Priante (na foto), presidente do Diretório Municipal do PMDB de Belém, defendeu claramente, em entrevista concedida ao blog por telefone, no início da noite de ontem (6), que o partido não apenas deve romper como já deveria ter rompido com o governo Ana Júlia (PT).“O PMDB deve sair do governo Ana Júlia. Aliás, o partido já deveria ter saído e agora está perdendo uma grande oportunidade de deixar o governo. O momento é agora. É mais ético, mais digno, mais sensato sairmos do governo do que permanecermos nele e ficarmos reclamando”, disse Priante, que no momento se encontra em São Paulo (SP).
O ex-deputado externa uma insatisfação que é clara em vários– para não dizer em todos – os segmentos do partido, se é que o PMDB do Pará, dirigido com mão de ferro por seu presidente regional, o deputado Jader Barbalho, tem algum segmento que não esteja afinado com a direção da legenda.
A irritação que domina os peemedebistas em toda a estrutura partidária, vertical e horizontalmente, deve-se ao notório, progressivo e, ao que parece, irreversível esvaziamento do peso político que o PMDB detinha no governo Ana Júlia nos dois primeiros anos.
“Só temos empregos”
“O que nós ainda temos hoje no governo Ana Júlia? Temos empregos”, diz Priante, ironia à flor da língua. “Cargos, nós não temos mais. Eu falo por mim, mas acho que todo mundo, todos os peemedebistas, inclusive os que têm empregos no governo Ana Júlia, deveriam fazer como o Lívio e deixar o governo”, reforçou o presidente municipal do PMDB.
O Lívio mencionado por Priante é Lívio Assis, que já se afastou da diretoria-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), conforme comunicou através de carta ao deputado Jader Barbalho.
Além de Lívio, todos os diretores do Ofir Loyola – a partir de seu presidente, o médico João de Deus -, indicados pelo PMDB, igualmente decidiram renunciar aos cargos, revoltados com o teor das conclusões de auditoria feita pela Auditoria Geral do Estado (AGE) que apontou vários problemas no hospital.
Priante avalia que a extensão desse esvaziamento político é suficiente para justificar que o PMDB adote uma posição compatível com a representatividade político-eleitoral que ostenta no cenário político do Pará. Se o PMDB virou um peso morto para o governo Ana Júlia, então é sinal de que o partido é dispensável e precisa procurar seu rumo, avalia Priante.
- E que rumos o PMDB, uma vez fora do governo, deverá buscar? – perguntou o repórter.
Priante riu do outro lado da linha. Riu, mas respondeu:
- O PMDB deveria deixar o governo e discutir o que pretende para 2010. Precisamos discutir se o partido, por exemplo, vai disputar o governo do Estado com candidato próprio ou não. Precisamos discutir alianças. E nessa discussão devemos considerar todos os partidos. Nenhum partido deve ser excluído dessas possibilidades. Mas acho, reafirmo, que é muito mais ético discutirmos isso fora do governo Ana Júlia. Quem sabe, se nós sairmos o PMDB será mais valorizado”, avalia o ex-deputado.
Priante, que disputou a eleição municipal do ano passado pelo PMDB e passou ao segundo turno na disputa com Duciomar Costa (PTB), que se elegeu prefeito de Belém, deu indicações de que a parceria entre PMDB-PT tornou-se apenas formal, aparente. E não é de agora.
“Veja o Duciomar. Na eleição do ano passado, ele estava eleitoralmente morto, mas acabou se reelegendo com a ajuda da Ana Júlia”, disse Priante, reafirmando seu ressentimento com o fato de o governo do Estado ter apoiado o prefeito petebista, muito embora o PT tenha fechado o candidato peemedebista no segundo turno.
Jader: sem compromisso com Ana Júlia
Antes de falar com Priante, o repórter conversou, também por telefone, com mais dois peemedebistas, ambos sem mandato eletivo, mas bastante afinados com a direção partidária.
Os dois pediram para não ser identificados, mas em essência externaram as mesmas críticas feitas por Priante ao governo Ana Júlia. “O partido, hoje, não tem mais nada no governo. Já abriu mão do Ofir Loyola, do Detran, da Santa Casa... Falta-nos apenas entregar a Cosanpa, a Secretaria de Obras e a Secretaria de Saúde. Mas essas duas secretarias também não valem mais nada. Na Secretaria de Obras, por exemplo, o orçamento é ridículo. Só temos dinheiro para construir microssistemas”, disse um dos peemedebistas.
Eles admitiram que, com o desembarque progressivo do PMDB do governo, é muito provável que a governadora Ana Júlia enfrentará seriíssimos problemas na Assembléia Legislativa. “Eles [os petistas] sabem que ficará ingovernável se o PMDB não se mantiver na base aliada. Mas é evidente que na prática essa aliança não mais existe. E na prática o Jader não tem mais compromisso político com o governo Ana Júlia. Na prática, é isso”, completou o outro peemedebista.
2 de maio de 2008
PMDB + PT
Uma passeata selou o acordo, que prevê que aquele que estiver melhor em pesquisa eleitoral (a ser realizada) será o cabeça de chapa.
Se confirmar o entendimento, agora é só "correr pro abraço".
3 de março de 2008
Estratégia Petista ou Elitista?
Após o caso Tailândia vai ser assim. Lentamente.
A conta gotas...
Pode até me custar o pescoço, mas a estratégia do governo petista paraense e nacional é dar início na liberação dos planos, quando for se aproximando a época crítica das eleições municipais.
Inicialmente, vão ser liberados os dos pequenos produtores que somam alguns milhares de votos.
Posteriormente, dos grandes projetos nacionais e internacionais que somam algumas centenas de milhares de votos.
Assim haverá a economia de alguns milhões de reais na campanha eleitoral deste ano.
Política petista ou elitista?
27 de fevereiro de 2008
Uma Opinião sobre PT
9 de janeiro de 2008
Palhaçada...
Mas o editor da Revista Piauí mantem. Veja abaixo o que o site Comunique-se nos oferece sobre este "affair":
"O editor da revista piauí Marcos Sá Corrêa afirmou nesta terça-feira (08/01) que as acusações de supostas inverdades na entrevista com José Dirceu, apontadas pelo próprio ex-deputado, não procedem. “A reportagem não foi feita nem para contentá-lo, nem para descontentá-lo”, diz Marcos Sá Corrêa.
O ex-ministro da Casa Civil do governo Lula concedeu a entrevista de 11 páginas à repórter Daniela Pinheiro, publicada na edição desde mês da piauí. A jornalista não gravou as conversas.
No relato sobre José Dirceu de Oliveira e Silva, atual consultor de empresas, muitas delas de veículos de comunicação, como a Gazeta Mercantil e o Jornal do Brasil, e de milionários do ramo como o mexicano Carlos Slim, com negócios no mercado de TV a cabo brasileiro, surgem duas principais polêmicas entre esse mineiro de Passa Quatro e a revista da editora Alvinegra: caixa 2 no financiamento do PT gaúcho e críticas teoricamente feitas por Dirceu ao filho do presidente Lula.
Caixa 2 no PT gaúcho?
José Dirceu teria dito que a sede do PT do Rio Grande do Sul foi construída com verba irregular. À página 27, há o seguinte trecho entre aspas: “foi feita com dinheiro de caixa 2. Era com mala de dinheiro”, teria dito o ex-deputado cujo mandato foi cassado por supostamente pagar propina a deputados para aprovarem projetos de interesse do governo Lula, fato nacionalmente conhecido como mensalão.
Segundo o editor Marcos Sá Corrêa, Dirceu teria rememorado de “livre e espontânea vontade” as suspeitas de irregularidades no PT gaúcho. “Você só invoca aquilo que quer que publiquem”, disse, mantendo a acusação de Dirceu.
José Dirceu, contudo, enviou nota à imprensa e escreveu notas em seu blog, alegando estar incorreta essa informação, dentre outras. O ex-deputado informou ao Comunique-se, por meio de sua assessoria de imprensa, que não teria sentido atribuírem a ele uma denúncia contra o PT gaúcho se a própria Justiça indeferiu a acusação. Teria questionado apenas a falta de solidariedade de alguns líderes do PT gaúcho para com ele.
Segunda questão: queixas ao filho de Lula?
Outra informação questionada pelo ex-deputado é a respeito do filho do presidente Lula, Fábio Luiz da Silva, cuja empresa de jogos de computador, a Gamecorp, teria recebido um investimento de R$ 5,2 milhões da ex-Telemar, atual Oi. Dirceu disse que não falou do referido filho do presidente Lula na entrevista mas, sim, sobre o jornalista Luís Costa Pinto, conhecido como Lula.
A repórter Daniela Pinheiro, no entanto, afirma que o filho do presidente teria inventado supostos diálogos de Dirceu. Como conseqüência, à página 29, encontra-se o seguinte trecho: “Dirceu se queixou (de Lulinha) e a resposta (do filho do presidente) foi surpreendente: ‘Ah, mas isso não tem problema, não, é só um detalhe.’” Ao que Dirceu teria respondido: “O que é isso, Lulinha, você está ficando bobo? Isso é seriíssimo.”Mais adiante, na entrevista, Lula teria comentado as reclamações de Dirceu sobre o filho do presidente. “Você vai ficar enchendo meu saco por causa do Lulinha, Zé Dirceu?”
O editor da piauí diz que esse último trecho justificaria a menção à Fábio Luiz da Silva. “Não consigo imaginar o chefe da Casa Civil e o presidente da República conversando sobre uma pessoa que fosse um jornalista”, afirmou. Dirceu disse, via assessoria, ter combinado com a repórter que não falaria sobre Gamecorp ou sobre o presidente.
Chuva de polêmicas
O blog de Dirceu enumera mais quatro ressalvas quanto à reportagem que, no geral, acredita ter sido um relato “correto” sobre sua pessoa. As demais informações, consideradas factuais pelo editor da piauí, como a presença ou não do tesoureiro Delúbio Soares num jantar com Dirceu e os atuais deputados federais Antônio Palocci e José Genuíno, a correção de que o consultor era presidente da União Estadual de Estudantes de São Paulo (UEE-SP), em vez da União Nacional dos Estudantes (UNE), e ainda a de que José Oviedo foi conselheiro político da Embaixada da República Dominicana em Brasília e não embaixador, serão revistas e corrigidas. “Nossa relação é com os leitores, com quem não devemos errar”, disse o editor.
Ponto para a piauí
A entrevista com o ex-deputado José Dirceu fez sucesso, mas a editora nem previa tanto. Dos 60 mil exemplares, já se esgotaram os números para a capital Porto Alegre, onde se trava o caso do suposto caixa 2. Os exemplares serão remanejados de sobras de outras bancas para contemplar os leitores interessados na revista até o fim do mês".
19 de junho de 2007
Casa Nova?
Segundo a fonte, esta seria a única forma de assumir o governo do estado quando Ana Júlia viajar.
Dúvidas?
Claro que sim.
Afinal os cardeais do PT ou ex-PT iriam deixar isto acontecer?
Basta lembrar que quando Ana Júlia era vice-prefeita e assumiu a governança assinou decretos que iam de encontro à vontade de Edmilson Rodrigues. O mesmo voltou e desfez tudo. E a atual governadora nunca mais assumiu a prefeitura.
Será que eles iriam correr este risco atualmente?
De qualquer maneira, o vice tem que escolher uma nova casa. Afinal, esta em que está tá fechando as portas, janelas e até a geladeira prá ele.