Geologia e Ambiental

10 de março de 2013

Urbanização na Amazônia

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         Cidade de Itaituba, oeste do Pará, avançando sobre a floresta. Imagem: Carlos Fioravanti/Pesquisa Fapesp

 Os fatores sociais e econômicos que influenciam o processo de urbanização na Amazônia estão sendo mapeados por equipe multidisciplinar liderada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no âmbito do Urbis Amazônia.
Entre outras questões, o projeto analisa como a exploração madeireira, a mineração e a atividade agropecuária causam impactos nas médias cidades e pequenas localidades situadas nas áreas de conversão da floresta, no limite das estradas e na beira dos rios amazônicos.
Nos dias 11 e 12 de março, em Campinas (SP), uma oficina reunirá cientistas e membros do projeto no Nep, o Núcleo de Estudos da População da Unicamp, uma das instituições participantes do Urbis Amazônia, projeto que conta com financiamento do Instituto Tecnológico Vale (ITV).
“Vamos discutir os resultados do primeiro ano do projeto e as linhas de pesquisa, objetivos e metas para o segundo ano”, informa Antonio Miguel Vieira Monteiro, pesquisador do Inpe que coordena o Urbis Amazônia.Em 2012, os pesquisadores visitaram dezenas de comunidades ribeirinhas ao longo do rio Tapajós, na região de Santarém, no Pará, para verificar como esses pequenos núcleos populacionais se integram às cidades próximas. Também foram visitados municípios do sudeste paraense e realizadas entrevistas com moradores, empresários, autoridades e representantes de organizações não governamentais.
Além das informações coletadas em campo, o projeto Urbis Amazônia utiliza dados de sensoriamento remoto por satélites e emprega técnicas de processamento de imagens para averiguar os impactos de diferentes atividades econômicas na formação e crescimento de núcleos urbanizados na Amazônia.
Para o coordenador do projeto, o mapeamento do espaço urbano na Amazônia exige um olhar além dos limites geográficos. “É importante verificar as relações sociais, espaciais e culturais entre os lugares”, enfatiza Miguel Monteiro.
O projeto Urbis Amazônia foi destacado recentemente pela revista Pesquisa FAPESP. Confira a reportagem.
Fonte: INPE
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