5 de março de 2013

A Garimpagem tem futuro no Tapajós?

Após um reunião realizada nesta segunda-feira, no auditório da prefeitura, onde foi apresentado "oficialmente" o futuro decreto governamental delimitando o espaço e a atuação das dragas no leito dos afluentes primários e secundários do rio Tapajós e no seu próprio leito. Após a promulgação deste decreto, a SEMA/PA vai trabalhar em uma Instrução Normativa, que vai esmiuçar o decreto.
Com estas dificuldades chega-se à conclusão que a garimpagem está com os dias contados.
Discutiram que como a barragem iria alagar todas as áreas agora garimpáveis, aludiu-se na possibilidade da desobrigação de fazer replantio em área que vai ser inundada pela barragem das hidrelétricas. Bobagem e preguiça de realizar o que está previsto nos Planos de Controle Ambientais.
Foi discutido sobre o cadastramento (agora obrigatório) das dragas que estão atuando no leito do Tapajós. Uma equipe da SEMA está chegando e, juntamente com técnicos (sic) da SEMMAP e membros das cooperativas vão fazer o serviço proposto. E foi comunicado que a UFOPA vai realizar uma provável AIA - Avaliação de Impactos Ambientais da atuação das dragas em relação ao que acontecerá ao rio Tapajós, com todas as dragas funcionando a pleno vapor.
E, finalmente, apresentado os pontos básicos para a sobrevivência da garimpagem a ser incluído no novo Marco Regulatório Mineral. Vale citar que estes pontos foram também apresentados pela Cooperativa de Peixoto de Azevedo e "adotados" pela Diretoria de Planejamento.
Nada que uma reunião após a outra seja cada vez menos frequentada.
Uma lição do PT: fazer uma reunião pra marcar a próxima!
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