2 de junho de 2010

Não Usem meu Nome!

O Jota Ninos - aquele que é jornalista, avô, servidor público, ex-petista e, acima de tudo, um chato de galocha (para muitos) resolveu inovar e escreveu que não quer que escrevam nada em seu  nome, ou melhor, rabisquem alguma baboseira que imite seus escritos e coloque seu nome nisso:

Todo dia recebo em meu e-mail textos supostamente escritos por determinados autores, quase sempre pessoas famosas de nível nacional. Às vezes, o texto até tem algo do estilo daquele autor, mas na maioria das vezes é escrachadamente diferente de qualquer coisa que o dito cujo tenha escrito.  A "cultura" da internet tem possibilitado a disseminação desse tipo de texto apócrifo, às vezes até bem escrito, mas que seu verdadeiro autor - não se sabe porque - resolve espalhá-lo usando como trampolim o nome de algum autor famoso.
O pior de tudo é que as pessoas que recebem estes textos os repassam para as suas listas (numa reprodução exponencial) sem se preocupar em checar se o texto é realmente daquele famoso autor. Eu, como sou um chato, uso simplesmente o "São Google" e...voilá! Chego à conclusão que já tinha quando recebi o texto: não foi o Jabor, nem o Veríssimo que escreveram aquilo! Cito estes dois que parecem ser o maior alvo das publicações apócrifas. Talvez sejam como uma grife famosa que acaba sendo reproduzida fora da escala industrial... Eles são a Nike e a Adidas do mundo literário. No país da pirataria, nada mais normal do que termos a produção de textos piratas!
Descobri agora, pela internet, que foi publicado um livro organizado pela jornalista Cora Ronai que tenta desvendar esse mistério. Ainda estou querendo adquirir o livro, mas pelo pouco que li de excertos publicados no Google Books, adorei as informações. Para ler alguns trechos do livro da autora é só clicar no link do título a seguir: "Caiu na rede - os textos falsos da internet que se tornaram clássicos", onde alguns dos próprios autores "pirateados" explicam que nada tem a ver com os textos publicados...
Quem sabe a gente encontra este livro no próximo Salão do Livro de Santarém, e possamos deliciarmo-nos com sua leitura e descobrir quantas vezes fomos enganados com textos que nos enviam e simplesmente replicamos à nossa lista de e-mail, acreditando que não estamos vendendo "gato por lebre"?

E aproveitando o ensejo, peço aos colegas que me enviam quase diariamente "o belíssimo texto do Veríssimo" ou "o sensacional texto do Jabor", por favor: chequem antes! Não custa umas dedadinhas a mais no teclado e uma busca nowww.google.com.br.  Basta copiar uma frase do texto e buscar no Google: se ele só aparecer publicado em trocentos blogs mundo afora, carece de uma certificação de autenticidade que um site do próprio autor ou de uma publicação mais especializada, possa oferecer.  Ou pelo menos, ao enviarem o tal texto para o meu pobre e-mail escrevam antes: "Recebi esse textosupostamente escrito por fulano de tal. Não tive tempo de checar, mas enviei mesmo assim porque achei legal". Aí eu lerei com mais prazer e, mesmo assim, farei a busca da autenticidade podendo informá-lo em seguida. 
Desculpem se sou tão chato, mas nunca gostei de algumas coisas pirateadas como CDs de música ou DVDs de filmes. O mesmo me ocorre com os textos. Me coloco no lugar de autores e fico pensando se um dia alguém começar a escrever algo e assinar com o meu nome. Com certeza não ficaria lisonjeado...
(P.S.: autorizo todos que queiram encaminhar este meu texto a suas listas ou publicar em seus blogs. Pode ser um serviço de utilidade pública. Não cobrarei direitos autorais...kkkkk)

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