11 de maio de 2010

Tá virando Lugar Comum

Do Paraense:
O governo de Ana Júlia Carepa (PT/DS) sofreu uma nova derrota na Assembléia Legislativa do estado. PSDB (10 deputados), PMDB (07 deputados), PTB (04 deputados) e PPS (02 deputados) se uniram em torno do substitutivo do deputado Parsifal Pontes (PMDB) ao empréstimo de R$ 366 milhões junto ao BNDES e o governo foi obrigado a capitular. Ou aceitava o substitutivo ou perdia de forma acachapante se fosse disputar no voto. O empréstimo de 366 milhões deve ser aprovado na próxima semana e os prefeitos dos 143 municípios paraenses - Mojuí dos Campos fica de fora - podem começar a fazer a festa: vão levar 51% dos recursos, ou R$ 186 milhões. Esse é o fato, mas tem a versão dos derrotados.
Eminência parda do governo e candidato preferencial da governadora Ana Júlia Carepa (PT/DS) a deputado federal, o ex-chefe da Casa Civil e hoje assessor especial Cláudio Puty escreveu em seu blog, a respeito do empréstimo de R$ 366 milhões pleiteado pelo governo do estado junto ao BNDES: "A novela está chegando ao fim. Para desespero dos que apostaram contra o Pará." (http://www.claudioputy.blogspot.com/)
Não é bem assim, pelo menos na versão do deputado Parsifal Pontes. Diz parsifal, em seu blog: "O governo, na iminência de ver a sua emenda modificativa derrotada na Comissão de Constituição e Justiça da ALEPA, resolveu capitular: aceitou a emenda substitutiva ao Projeto de Lei n° 259/2009, que autoriza o empréstimo de R$ 366 milhões.
A emenda, de minha autoria, também assinada pelos deputados Arnaldo Jordy e José Megale, e com subemendas dos deputados Bosco Gabriel e Adamor Aires, dá a seguinte destinação ao valor:
- 51% para os municípios, de acordo com a faixa populacional de cada um, sendo que o mínimo que cada um tem direito é o valor de R$ 1 milhão.
 - 33% o estado deverá aplicar em obras devidamente listadas na planilha anexa à emenda substitutiva, todas constantes do Orçamento Geral do Estado.
- 8% deverá ser aplicado pelo estado em obras nos 70 municípios com menor IDH do Pará, dando preferência às obras eleitas pelo Planejamento Territorial Participativo, PTP.
- 8% de livre aplicação pelo governo do estado. (http://www.parsifal.org/)
Comentário nosso (do Paraense): na realidade, como diz Parsifal, o governo do estado teve que agasalhar... Sem alternativas de vitória, pelo voto, foi obrigado a capitular e aceitar o substitutivo empurrado goela abaixo da governadora Ana Júlia Carepa, incapaz de articular na Assembléia Legislativa uma maioria, temporária que seja, para impor sua proposta. O governo queria ficar comn 43% dos recursos para aplicar do jeito que quisesse. De preferência, gastando a rodo na campanha eleitoral, comprando corações e mentes de prefeitos, vereadores, líderes comunitários e etcetera e tal...
Vai ter que se conformar com 8%.
E olhe lá!
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