30 de maio de 2010

POEMA METAMÓRFICO


Como um granulito de emoções,
Forjado nas catazonas do meu ser,
Tenho junções tríplices de sensações.
E como um blastomilonito,
Nos planos de falha do meu reverso viver,
Sinto-me cisalhado, triturado,
Esperando feito uma fratura profunda
Um metassomatismo a me varrer.
Mas não sou um reles anquimetamorfismo.
Não sou coisa, coisinha, nem coesita.
Não estou grávida, prenha, tampouco prehnita.
Não ficarei corno, nem cornubianito.
O certo é que sou como um tectito,
Que nos problemas e astroblemas acadêmicos
Está sempre FUNDIDO...
Oh, intrusões que emanam do âmago de libertinagens graníticas!
Aquece-me com seus amenos 600 ° C!
Banha-me com seus voláteis!
"Hornfelsa-me", abriga-me em suas estupendas aureólas!
Recristaliza-me em mármore puro!
"Xenotilize" mágoas de peridotitos do meu viver!
E numa crise de anatexia profunda,
Por entre voláteis de luxúria,
De um modesto granulito um migmatito passo a ser.
Leucossoma de felicidades...
Melanossoma de amarguras...
Mas o paleossoma, intacto,
Não nega o meu humilde protólito.
Pois de um simples magma eu vim
E um pífio sedimento, por fim, torna-me-ei...
By Nelson Jr
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