Geologia e Ambiental

2 de janeiro de 2010

Pão e Circo


Nunca dantes, neste Brasil se agiu de forma tão romana!


Vejamos as semelhanças: na antiga Roma, o trabalho desenvolvido na zona rural - em muitas, sob a forma da escravidão - fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem (que coincidência?). O crescimento urbano da "cidade eterna" acabou gerando problemas sociais e o "imperador", com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem et circenses”,  a política do pão e circo. Este método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores (políticos da situação x os da oposição)  e durante os eventos (reuniões do Congresso, invasões do MST greves gerais etc.) eram distribuídos alimentos (ajudas de custos, panetones etc.). O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano. Pouco? Nem tanto.

Para complementar, nesta terra brasileira foi "inventada" a política social. Todos os governos - federais, estaduais e municipais - criaram as BOLSAS. No andar federal tem a Família, onde o governo paga pros que não querem trabalhar ir todos os meses buscar uma "merreca" nos bancos e ficar contentes esperando a próxima ou indo assaltar os descuidados. No andor estadual foi criada e amplamente difundida pela governadora, a bolsa Trabalho, que julga colocar jovens no mercado de trabalho regional. Ela gaba-se de ter colocado 15 mil jovens em emprego com carteira assinada. Mais embaixo, temos o governo local (Itaituba, Jacareacanga) que já criaram uma bolsa ajuda de uma "merreca" menor ainda para as pessoas que não estão incluidas nos programas federais ou estaduais de política social. E este cala-boca vai fazendo milhões de desempregados achar que o Lula é o deus deles na terra. No aspecto estadual, nem a propalada inclusão digital fará a governadora alçar um vôo rumo ao bi-mandato; afinal quem vai se arriscar a ir num infocentro com celular de última geração e voltar sem ele pra casa? Por aqui, a política do toma-lá-dá-cá de Roselito Soares ia dando certo até ter que despachar uma multidão para se unir ao enorme universo de desempregados locais. Ainda mais que está na marca do penalti para sair do comando municipal...
Aí aumenta a onda de "invasores do alheio".

Mas, nem tudo são espinhos.
Afinal, muitos empresários conseguiram alavancar seus negócios com a visão de que investindo em atendimento e em instalações, seus clientes aumentam. Exemplos bem sucedidos da Asa Branca, da Casa Cruzeiro, da Naturalíssima, Casa São Paulo, Fotori, entre outros. Muitos precisam aprender que o cliente é quem paga seus empregados e ter um respeito maior por seus ouvidos, visão, tato e caminhada pelas calçadas: casos típicos da Manauara, Jôlosan, Casa Leal, da revenda Honda local entre os mais reticentes a uma liberdade de ir e vir do pedestre.


Que venha 2010.
Que o governo municipal obrigue os comerciantes a esvaziar as calçadas.
Que os munícipes obriguem o Poder Legislativo a cuidar menos de si e mais de quem os elege quadrianualmente.
Que os compradores deixem de visitar as lojas que entopem as calçadas...
Que todos nós sejamos mais felizes e tenhamos a paz necessária para crescer sustentavelmente.
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