30 de junho de 2005

CRISTOVAM BUARQUE

Devo, inicialmente, ressaltar veementemente que não ligado a nenhum partido político como filiado ou simpatizante. Isto não sgnifica que sou alienado politicamente, nem que não participo das discussões sobre política em âmbitos municipal, estadual ou federal. E isto não me impede de reconhecer políticos empenhados em questões nobres e outros tantos que só se movem pelo "toque de Midas". Dentre os políticos que reconheço como figura importante para nosso desenvolvimento intelectual e crítico destaco o senador pelo PT Cristovam Buarque.
Por isso, reproduzo um trecho coletado em seu blog (www.cristovam.com.br/blog) para que seja feita uma análise detalhada da situação em que se colocam muitos filiados ao PT e aos outros partidos políticos nacionais. Com voces, Cristovam Buarque:
CPI dos Correios
Vou aproveitar uma resposta que enviei para o Felipe para deixar bem clara a minha posição a respeito da CPI dos Correios. Essa mesma posição está no discurso que fiz sexta-feira na tribuna do Senado e que está disponível no site:
"Acho que foi um erro o governo e o PT ficarem contra a CPI. Defendi isso de público desde quando o problema surgiu. Disse que até acredito que a Polícia Federal está mais preparada do que uma CPI para apurar fatos, mas o povo queria a CPI. Levei minha posição ao PT, na bancada de senadores. Fizemos diversas reuniões, mas dos 13 senadores, apenas cinco ficaram a favor de assinar, oito contra. Perdemos e me submeti a maioria: esse é um princípio da democracia. Debater e se perder submeter-se. Enquanto eu for do PT, direi tudo que penso, mas votarei com o PT. Sou dono da minha voz, mas do meu voto, o PT tem direito em assunto de política. Quando for uma questão de princípios, não de política, aí eu não submeterei minha posição ao debate, nem irei na reunião e mandarei um pedido de saída do partido. Neste caso, por exemplo, se o PT falasse em não apurar, eu sairia do PT, por questão de princípio. Mas este não foi o caso: a discussão foi se a apuração seria pela PF ou pela CPI. Politicamente para mim tinha que ser a CPI, para atender a uma demanda do povo. Se depois de aceitar debater o assunto, porque não é uma questão de princípio, não me submetesse a maioria, eu estaria descumprindo um princípio democrático e jogando para a opinião pública. Até porque, no Senado, tinha assinaturas sobrando. Enquanto estiver no PT, voto com o PT. Defendo a fidelidade partidária. Sairei antes do PT, se me pedirem para dar um voto contra meus princípios: por exemplo, não apurar denúncias de corrupção".
Abraço, Cristovam.

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