Geologia e Ambiental

9 de agosto de 2010

Desabamento de Mina no Chile


Equipes de resgate no Chile trabalhavam contra o relógio nesta sexta-feira para resgatar 34 operários que há quase um dia estão soterrados em uma pequena mina no norte do país, sem que as autoridades tenham informações sobre a saúde deles. 
Os trabalhadores estavam a cerca de 450 metros de profundidade na mina, perto da localidade de Copiapó, a cerca de 850 quilômetros ao norte de Santiago. 
Luis Hidalgo/AP
Equipes de resgate do lado de fora da mina onde 34 funcionários estão presos, no norte do Chile
Equipes de resgate do lado de fora da mina onde 34 funcionários estão presos, no norte do Chile
Na noite de quinta-feira, o escritório nacional de emergência informou que houve um desabamento na mina San José, da empresa San Esteban, e após fazer uma avaliação no local constatou que a rampa principal da instalação estava obstruída. 
"Até o momento não temos uma informação das condições em que eles estão. Presumimos que estão dadas as condições para que as pessoas possam ser resgatadas em breve", disse o ministro de Mineração, Laurence Golborne, que está em visita ao Equador. 
"Uma vez que esta crise termine, vamos avaliar muito bem as causas e as origens deste desabamento", acrescentou. Este é um dos piores acidentes em locais de trabalho nos últimos anos no Chile. 
RESGATE 
De acordo com a imprensa chilena, os mineiros teriam alimentos para 48 horas e oxigênio para cerca de 72 horas. As equipes de resgate continuam as tarefas de resgate. Na área onde os mineradores poderiam estar há um refúgio que inclui oxigênio, alimentos, água e roupas de abrigo. 
O difícil acesso ao local dificulta o trabalho das equipes de resgate na mina, localizada numa área no deserto do Atacama e que, por ano, produz 1.200 toneladas de cobre. 
Segundo a representante do governo na região do Atacama, Ximena Matas, existe a possibilidade de que os mineradores estejam em um refúgio reservado para emergências em uma área mais profunda da mina. 
Familiares dos trabalhadores seguiam desde a noite de quinta-feira na entrada da mina à espera de notícias sobre os funcionários. 
"Queremos que a empresa dê a cara. Alguém tem que se responsabilizar pela vida de 34 pessoas", disse María Valenzuela, cunhada de um dos soterrados. 
Mais de 100 pessoas trabalham no resgate, com veículos especializados e vários ônibus, ambulâncias e outras unidades. 
Acidentes são raros em grandes empresas de mineração no Chile, mas ocorrem com maior frequência em pequenas unidades. 
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