26 de fevereiro de 2010

Parsifal 4.0: Uma Resposta

O deputado federal Zé Geraldo teceu hoje, na Câmara Federal, críticas ao PMDB do Pará.

Cobrou dos deputados estaduais “mais agilidade e responsabilidade para a aprovação do empréstimo de R$ 366 milhões”.

Lamenta ele que o PMDB “não esteja contribuindo no processo de aprovação do empréstimo”.

Zé Geraldo notou que o PMDB é um partido importante no Pará, com uma significativa bancada, a presidência da Assembléia e da Comissão de Finanças.

O governo do Pará já deve ter satisfeito os interesses do deputado Zé Geraldo, pois, há duas semanas, a governadora Ana Júlia foi ameaçada, por ele, de prévias dentro do PT, pelo fato de lhe querer tirar as tetas do INCRA dos lábios.

Mas, se o deputado pensa que este tipo de chantagem funciona com o PMDB está redondamente enganado: do lado de cá ele dá com a cara na parede.

Talvez, ainda falte atender algo ao deputado e seu grupo, e o governo precise do empréstimo de R$ 366 milhões para fazê-lo, por isto os arroubos cívicos em dar uma mão, com a outra pronta para receber.

O PMDB serve ao Pará e não ao PT e muito menos a Zé Geraldo que pode pensar que o PMDB é um agregado subalterno, pronto para votar qualquer coisa em troca de cadeiras vazias, como, aliás, vazia já está a cadeira que deverá sentar Everaldo Martins, o novo chefe do gabinete civil, tomado de assalto por Zé Geraldo, talvez achando que lá ficaria o cofre.

E agora deputado Zé Geraldo? Mais uma carta ameaçando prévias porque o governo esvaziou a casa civil?

O PMDB ajudou substancialmente na aprovação de autorização de empréstimos que já somam mais de R$ 2 bilhões ao governo: onde estão as obras essenciais que este montante ergueria?

O Pará continua sem ver o resultado do dinheiro e o PMDB não vai se pautar por discursos desta igualha para tomar decisões.

O deputado Zé Geraldo não tem autoridade moral para chamar os deputados estaduais do Pará de irresponsáveis pelo fato de eles não quererem ceder aos caprichos do governo.

O que a governadora está dizendo a quem ela chama em gabinete é a promessa de pulverizar o numerário em prendas que não são essenciais ao Pará, mas apenas substanciais ao governo e ao PT.

E os interesses deste incauto governo do PT, não têm sido coincidentes com os interesses do Pará.

É só ver a situação da saúde, educação e segurança pública no Estado, para constatar que o governo não usa de forma eficaz o que o povo lhe deposita nos cofres em forma de impostos.

Não seriam responsáveis o PMDB e os deputados estaduais, se corressem a dar mais dinheiro a quem não soube tomar e aplicar, mais de dois bilhões de reais já concedidos.

Se o deputado Zé Geraldo quer fazer o jogo de cobrança de responsabilidades, pode vir quente: o PMDB está fervendo e com bastante lenha embaixo da panela.

Inclusive, faz parte da lenha as vultuosas verbas do INCRA no Pará, onde o deputado Zé Geraldo tem assento em uma das cabeceiras da mesa.
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