14º Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal
O ministro do Meio Ambiente, José Sarney
Filho, participou nesta sexta-feira, 7, do segundo dia de reuniões do
14º Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal. Os
secretários e representantes do ministério deram continuidade aos
assuntos relacionados à proteção do bioma amazônico.
No primeiro momento de discussão, foi levantado pelo secretário de
Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), Luiz Fernandes Rocha,
as questões que envolvem as competências dos governos Federal e Estadual
no que diz respeito ao licenciamento ambiental.
O secretário extraordinário do Programa Municípios Verdes (PMV),
Justiniano Netto e o secretário adjunto de Regularidade Ambiental da
Semas, Thales Belo, fizeram breve apresentação explicando como o Governo
do Pará atua de forma descentralizada nos licenciamentos.
Desde de 2015, o Estado do Pará não recepciona mais projetos e os
municípios têm autonomia para licenciar os empreendimentos, medida que
consegue dar celeridade aos processos que chegam no protocolo tanto da
Semas, quanto nas secretarias de meio ambiente municipais. Hoje, 90
municípios paraenses já estão aptos a exercer a gestão ambiental de
forma independente.
Em seguida foram discutidos os planos estaduais de combate ao
desmatamento e o alinhamento para os próximos passos do Plano de Ação
para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM).
Sobre o aumento do desflorestamento em 2016, o ministro afirmou que
precisa haver uma mudança social. “Precisamos dar o valor econômico ao
bem ambiental, de forma que a floresta em pé valha mais que a floresta
derrubada, e isso conseguimos com inclusão social, essa é a vertente que
vai resolver definitivamente o problema do desmatamento no Brasil”,
disse Sarney Filho.
No dia 31 de março o Governo do Pará inaugurou o Centro Integrado de
Monitoramento Ambiental (Cimam), que vai desenvolver metodologias para a
produção de conhecimentos, além de monitorar os empreendimentos e a
cobertura florestal do estado. O centro está disponível para que todos
os Estados da Amazônia Legal possam utilizar as ferramentas instaladas
no Cimam.
Sobre esse assunto, o ministro parabenizou novamente a atitude do
governo paraense. “Recentemente estive em Belém para a inauguração do
Centro de Monitoramento Ambiental do Pará e posso afirmar que em nenhum
outro lugar do Brasil existe um centro tão completo como este. É
importante que todos os Estados possam conhecer também, para usufruir
dos recursos que estão disponíveis”.
Sarney Filho ainda manifestou o compromisso do ministério com a
fiscalização ambiental. “Enquanto esses programas de sustentabilidade
não se firmarem, vamos intensificar as ações de comando e controle e
fiscalizar os locais onde o índice de desmatamento ainda é alto. Para
isso, já informei que não pode haver cortes no orçamento do Ministério
do Meio Ambiente. Até junho o nosso setor será recomposto integralmente,
pois os assuntos que tratamos são importantíssimos”, anunciou o
ministro.
Ao final do evento, o titular da Semas, Luiz Fernandes, e os demais
secretários, entregaram ao ministro um ofício considerando os
encaminhamentos discutidos durante o Fórum. Entre eles estão: a
regulamentação do artigo 41 do Código Florestal, no sentido de
intensificar os incentivos econômicos à conservação ambiental; insumos
para monitoramento e gestão ambiental dos Estados; a criação de uma
agenda de trabalho para captação direta de recursos para os Estados
junto ao Fundo Verde Clima (Green Climate Found, em inglês) e o processo
de implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC)
brasileira.
Luiz Fernandes agradeceu a presença do ministro no Fórum e reforçou
que a união dos Estados da Amazônia Legal é extremamente importante para
o debate da agenda ambiental no Brasil. “O nosso compromisso é real e
dessa vez estamos todos juntos, unidos pelo mesmo objetivo e pode ter
certeza que nós vamos cumprir todas as metas que foram estabelecidas
pelo governo brasileiro”. A 15ª reunião do Fórum está marcada para o
começo de maio e será em Rondônia.
Por
Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos
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