Modêlo para Garimpos Sustentáveis?
Um
convênio entre a USP e a Cooperativa dos Garimpeiros dos Minérios de
Serra Pelada (Coomispe) quer promover o fim do uso do mercúrio na
reabertura de uma das mais famosas jazidas minerais do mundo. À espera
de propostas de grandes empresas mineradoras, a associação paraense
buscou apoio técnico para criar um modelo de negócio que evite a
contaminação ocorrida há três décadas, no auge da corrida do ouro na
região.
A Coomispe, uma das oito cooperativas que obtiveram Permissão de Lavra
Garimpeira (PLG) outorgada pelo Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNMP), será assessorada pelo recém-criado Núcleo de Apoio à
Pequena Mineração Responsável. "Vamos definir um plano de negócio com
base na mineração sustentável para ser apresentados aos investidores", afirma o professor Giorgio de Tomi, responsável pelo núcleo da USP.
Com pouco mais de 4 mil associados, a Coomispe dispõe de uma área de
628 hectares próxima a Curionópolis para a exploração de ouro, prata,
platina, paládio e silício. Segundo Tomi, a ideia é evitar os problemas
enfrentados pela Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra
Pelada (Coomigasp), única até agora a ter fechado um contrato para
extração. "Essa primeira cooperativa estava muito despreparada ao fechar
acordo com a empresa canadense (Colossus). Dificilmente conseguirá
colocar em prática uma solução sem mercúrio", diz o professor.
Fonte:
Exame
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