19 de março de 2008

Amantes...

Num dia a proximidade dos corpos
Aumenta a cumplicidade dos amantes
Sem deixar o tempo passar.

Em outro dia vem a distância

Que expulsa o tempo permitido e solícito
Faz das névoas e brumas o seu mundo
E deixa os amantes a sonhar.

Os amantes se afastam

Seu mundo privado é invadido
Transformam-se em seres distantes
Seus corpos sentem a diferença
Sendo expulsos de seu curso natural.

E o contato foi sustado...

Invadido...
Transformado em desespero
Preparado para finalizar
A atração natural de suas vontades.
Não mais haverá paixão
Não mais haverá suores
Não haverá jamais humores.
Suas vidas continuarão
O curso natural da monotonia
Tudo será a continuidade do dia a dia.
Amantes...
Choram a distância
Lamentam a ausência
Riem da presença
Da monogamia.

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