O Ministério Público resolveu entrar na briga contra a Prefeitura e a Construtura Melo de Azevedo em virtude não só da poluição do igarapé do Irurá, como também pela destruição da mata ciliar nos seus mananciais.
Uma reportagem foi publicada em O Liberal sobre a ação do MP e relatando as providências que serão tomadas neste caso. Também o Blog do Jeso publica a notícia e dá algumas informações detalhadas.
Preocupou-me, sobremaneira, as declarações do secretário Everaldo Martins, publicadas no site de Paulo Leandro Leal e em O Liberal "que a serra do Índio é considerada por especialistas como a principal responsável pelo assoreamento do Irurá e que a prefeitura estuda a sua remoção total da cabeceira do igarapé". O secretário informou que no seminário "Pensando Santarém" o engenheiro Roberto Branco, ex-diretor da Coordenadoria de Desenvolvimento Urbano (CDU), propôs a remoção da serra como medida para diminuir o assoreamento do Irurá.
Este pensamento do secretário é retrógrado e poderia suscitar alguns adjetivos invejáveis e impublicáveis sobre tamanha imbecilidade. Vou me conter e deixar que os internautas percebam a "síndrome de eugenia" que acomete o secretário.
Prefiro sugerir às entidades que se propuseram a ajuizar a ação que não permaneçam de braços cruzados esperando que as medidas mitigadoras a serem propostas pelos delituosos caiam do céu e formem um comitê para ESTUDAR e PUBLICAR as formas de conter o assoreamento dos mananciais e promover a proteção da mata ciliar responsável pelo recursos hídricos dos igarapés. Sugiro uma parceria com a Universidade Federal do Pará, através do Núcleo de Meio Ambiente, do IESAM - Instituto de Estudos Superiores da Amazônia, da UFRA e das outras faculdades instaladas em Santarém para provocar uma mobilização geral de atitudes. Sem esta ação, que poderá incluir a educação ambiental, manejo dos recursos florestais e minerais e, principalmente, a revitalização dos mananciais tudo ficará como antes ou poderá se transformar em algo bem pior.
Esta bandeira tem que ser de todos. Longe ou perto seremos sempre santarenos!
Jubal,
ResponderExcluirPerto de deixar a coordenação de jornalismo da TV Tapajós conversei com meus colegas a respeito da necessidade de fazermos uma série de reportagens sobre o Igarapé do Irurá, percorrendo o mesmo, da foz à nascente. A série muito bem produzida pelos colegas, foi ao ar pouco depois que saí e mostrou muito bem a realidade daquela fonte tão importante para Santarém. Infelizmente, surgem declarações como essa publicada pelo blog, de autoria de uma pessoa que deveria ser das primeiras a levantar a voz contra qualquer ato que coloque em risco a existência do Iruriá. Depois dessa, como diria Mário Sobral, "valha-nos quem".
Anônimo, você não deu seu nome mas, pelas dicas dá pra perceber que o trabalho foi bem feito. Eu iria produzir uma monografia sobre os Mananciais do Irurá para o final do curso de especialização em Gestão Ambiental, mas as dificuldades financeiras se opuseram ao meu intuito. Tive que desistir e passar para algo mais próximo de mim.
ResponderExcluirNo entanto, deveremos estar atentos aos comentários e afirmações descabidas dos nossos dirigentes. E eu estou!
Só mais uma coisinha: como eu posso conseguir uma cópia desta reportagem que vocês fizeram? Vai ser muito importante para minha futura posição em outra especialização que pretendo.
Obrigado pelos comentários.
Abs e bfs.
Pela net, o "anônimo" se identificou. Ninguém mais, ninguém menos que o Jota Parente, que com propriedade faz seu comentário.
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